Bula simplificada
Bula de Valproato de sódio
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para LAVIE
Como Valproato de sódio funciona no organismo?
Da bula oficial · LAVIE
O valproato de sódio é a substância ativa de Lavie que é convertido a ácido valproico e este se dissocia em íon
valproato no trato gastrointestinal. O tratamento com Lavie, em alguns casos, pode produzir sinais de melhora já
nos primeiros dias de tratamento; em outros casos, é necessário um tempo maior para se alcançar os efeitos
benéficos. Seu médico dará a orientação no seu caso.
Como usar Valproato de sódio? Qual a dose?
Da bula oficial · LAVIE
Crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil: a terapia com valproato de sódio deve
ser iniciada e supervisionada por um médico especialista. O tratamento com valproato de sódio somente deve ser
iniciado em crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil se outros tratamentos
alternativos forem ineficazes ou não tolerados pelas pacientes. O valproato de sódio deve ser prescrito e
dispensado em conformidade com as medidas de prevenção à gravidez (vide QUANDO NÃO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO? e O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?). A
dose diária deve ser dividida em, pelo menos, 2 doses individuais.
Epilepsia: dose inicial recomendada: 10 - 15 mg/kg/dia (única exceção nas crises de ausência - 15 mg/kg/dia). A
dose deve ser aumentada, pelo médico, de 5 a 10 mg/kg/semana até a obtenção da resposta desejada,
administrados em doses diárias divididas (2 a 3 vezes ao dia) para alguns pacientes. Dose máxima recomendada:
60 mg/kg/dia. Em caso de uso em conjunto com medicamentos antiepilépticos, as dosagens desses podem ser
reduzidas pelo médico em aproximadamente 25% a cada duas semanas. Esta redução pode ser iniciada no
começo do tratamento com valproato de sódio ou atrasada por uma a duas semanas em casos em que exista a
preocupação de ocorrência de crises com a redução. A velocidade e duração desta redução do medicamento
antiepiléptico concomitante pode ser muito variável e os pacientes devem ser monitorados rigorosamente durante
este período com relação a aumento da frequência das convulsões. Se a dose total diária exceder 250 mg, ela
deve ser administrada de forma dividida. Seu médico dará a orientação necessária para o seu tratamento.
Valproato é contraindicado durante a gravidez, a menos que não exista tratamento alternativo adequado.
Valproato é contraindicado em mulheres com potencial para engravidar, a menos que as condições do programa
de prevenção da gravidez sejam cumpridas.
Interrupção do tratamento: os anticonvulsivantes não devem ser descontinuados abruptamente nos pacientes
para os quais estes fármacos são administrados para prevenir convulsões tipo grande mal, pois há grande
possibilidade de precipitar um estado de mal epiléptico, com subsequente má oxigenação cerebral e risco de
morte. A interrupção repentina do tratamento com Lavie cessará o efeito terapêutico, o que poderá ser prejudicial
ao paciente devido às características da doença para a qual este medicamento está indicado.
Medicamentos antiepilépticos não deverão ser descontinuados abruptamente em pacientes nos quais o
medicamento é administrado para prevenir crises mais graves, devido à alta possibilidade de desenvolvimento de
estado epiléptico com falta de oxigênio e risco à vida.
O quadro a seguir é um guia para administração da dose diária inicial de Lavie 15 mg/kg/dia:
Peso (kg) Dose total
diária
(mg)
Número de medidas de 5 mL de xarope
Primeira dose
do dia
Segunda dose
do dia
Terceira dose
do dia
10 - 24,9 250 0 0 1
25 - 39,9 500 1 0 1
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40 - 59,9 750 1 1 1
60 - 74,9 1000 1 1 2
75 - 89,9 1250 2 1 2
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. Entretanto, se estiver próximo do horário de
tomar a próxima dose do medicamento, pule a dose esquecida.
Não tome duas doses de uma única vez para compensar a dose esquecida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Quem não deve usar Valproato de sódio?
Da bula oficial · LAVIE
Lavie é contraindicado para menores de 10 anos de idade.
Lavie é contraindicado para uso por pacientes com:
- Conhecida hipersensibilidade ao valproato de sódio ou aos demais componentes da fórmula;
- Conhecida Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos de 2 anos com suspeita de possuir a
Síndrome;
- Doença no fígado ou disfunção no fígado significativa;
- Distúrbios do Ciclo da Ureia (DCU) – desordem genética rara que pode resultar em acúmulo de amônia
no sangue;
- Porfiria – distúrbio genético raro que afeta parte da hemoglobina do sangue;
- Deficiência de carnitina primária sistêmica conhecida com hipocarnitinemia não corrigida.
Quais os cuidados ao usar Valproato de sódio?
Da bula oficial · LAVIE
Advertências e precauções: recomenda-se fazer contagem de plaquetas e realização de testes de coagulação
antes de iniciar o tratamento, periodicamente e depois, pois pode haver alteração nas plaquetas e coagulação
sanguínea. O aparecimento de hemorragia, manchas roxas ou desordem na capacidade natural de coagulação do
paciente são indicativos para a redução da dose ou interrupção da terapia.
Lavie pode interagir com medicamentos administrados concomitantemente.
Hepatotoxicidade (toxicidade do fígado)/Disfunção hepática: houve casos fatais de insuficiência do fígado
em pacientes recebendo valproato de sódio, usualmente durante os primeiros seis meses de tratamento. Deve-se
ter muito cuidado quando o medicamento for administrado em pacientes com história anterior de doença no
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fígado. Toxicidade no fígado grave ou fatal pode ser precedida por sintomas não específicos, como mal-estar,
fraqueza, estado de apatia, inchaço facial, falta de apetite e vômito. Pacientes em uso de múltiplos
anticonvulsivantes, crianças, pacientes com doenças metabólicas congênitas incluindo distúrbios mitocondriais,
como deficiência de carnitina, distúrbios do ciclo da ureia, mutações no gene POLG (vide O QUE DEVO
SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?), com doença convulsiva grave associada a retardo
mental e pacientes com doença cerebral orgânica podem ter um risco particular de desenvolver toxicidade no
fígado. A experiência em epilepsia tem indicado que a incidência de hepatotoxicidade fatal diminui
consideravelmente, de forma progressiva, em pacientes mais velhos. O medicamento deve ser descontinuado
imediatamente na presença de disfunção do fígado significativa, suspeita ou aparente. Em alguns casos, a
disfunção do fígado progrediu apesar da descontinuação do medicamento. Na presença destes sintomas, o
médico deve ser imediatamente procurado.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito
e exames laboratoriais periódicos para controle.
Pancreatite (inflamação do pâncreas): pacientes e responsáveis devem estar cientes que dor abdominal, enjoo,
vômito e/ou falta de apetite, podem ser sintomas de pancreatite. Na presença destes sintomas, deve-se procurar o
médico imediatamente, pois casos de pancreatite envolvendo risco à vida foram relatados tanto em crianças
como em adultos que receberam valproato de sódio. Alguns casos ocorreram logo após o início do uso, e outros
após vários anos de uso. Houve casos nos quais a pancreatite recorreu após nova tentativa com valproato de
sódio.
Pacientes com suspeita ou conhecida doença mitocondrial: insuficiência hepática aguda induzida por
valproato e mortes relacionadas à doença hepática têm sido reportadas em pacientes com síndrome
neurometabólica hereditária causada por mutação no gene da DNA polimerase γ (POLG, ou seja, Síndrome de
Alpers-Huttenlocher) em uma taxa maior do que aqueles sem esta síndrome. Deve-se suspeitar de desordens
relacionadas à POLG em pacientes com histórico familiar ou sintomas sugestivos de uma desordem relacionada
à POLG, incluindo, mas não limitado a encefalopatia inexplicável, epilepsia refratária (focal, mioclônica), estado
de mal epiléptico na apresentação, atrasos no desenvolvimento, regressão psicomotora, neuropatia sensomotora
axonal, miopatia, ataxia cerebelar, oftalmoplegia, ou migrânea complicada com aura occipital. O teste para
mutação de POLG deve ser realizado de acordo com a prática clínica atual para avaliação diagnóstica dessa
desordem. Em pacientes maiores de 2 anos com suspeita clínica de desordem mitocondrial hereditária, o
valproato de sódio deve ser usado apenas após tentativa e falha de outro anticonvulsivante. Este grupo mais
velho de pacientes deve ser monitorado durante o tratamento com valproato de sódio para desenvolvimento de
lesão hepática aguda com avaliação clínica regular e monitoramento dos testes de função hepática.
Comportamento e ideação suicida: pacientes tratados com valproato de sódio devem ser monitorados para
emergências ou piora da depressão, pensamentos sobre automutilação, comportamento ou pensamentos suicidas,
e/ou qualquer mudança incomum de humor ou comportamento. Ideação suicida pode ser uma manifestação de
transtornos psiquiátricos preexistentes e pode persistir até que ocorra remissão significante dos sintomas.
Existem relatos de aumento no risco de pensamentos e comportamentos suicidas nestes pacientes. Este risco foi
observado logo uma semana após o início do tratamento medicamentoso com os antiepilépticos e persistiu
durante todo o período em que o tratamento foi avaliado. A supervisão de pacientes de alto risco deve acontecer
durante a terapia medicamentosa inicial. Comportamentos suspeitos devem ser informados imediatamente aos
profissionais de saúde.
Interação com antibióticos carbapenêmicos: o uso concomitante de ácido valproico com antibióticos
carbapenêmicos não é recomendado.
Trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas no sangue): a trombocitopenia pode estar relacionada
à dose. O benefício terapêutico que pode acompanhar as maiores doses deverá ser considerado pelo seu médico
contra a possibilidade de maior incidência de eventos adversos.
Uso em homens com potencial reprodutivo: um estudo observacional retrospectivo demonstrou um risco
aumentado de distúrbios do neurodesenvolvimento em crianças nascidas de homens tratados com valproato no
momento da concepção em comparação com aquelas tratadas com lamotrigina ou levetiracetam (vide
Gravidez).
Hiperamonemia (excesso de amônia no organismo): foi relatado o excesso de amônia em associação com a
terapia com valproato de sódio e pode estar presente mesmo com testes de função do fígado normais. Pacientes
que desenvolverem sinais ou sintomas de alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue
inexplicável, estado de apatia, vômito e mudanças no status mental durante o tratamento com Lavie devem ser
tratados imediatamente, e o nível de amônia deve ser mensurado. Hiperamonemia também deve ser considerada
em pacientes que apresentam hipotermia (queda de temperatura do corpo abaixo do normal). Se a amônia estiver
elevada, o tratamento deve ser descontinuado. Elevações de amônia sem sintomas são mais comuns, e quando
presentes, requerem monitoramento intensivo dos níveis de amônia no plasma pelo médico. Se a elevação
persistir a descontinuação do tratamento deve ser considerada.
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Uso em pacientes do sexo masculino com potencial reprodutivo: um estudo observacional retrospectivo
sugere um risco aumentado de transtornos do neurodesenvolvimento em crianças nascidas de homens tratados
com valproato nos 3 meses anteriores à concepção em comparação com o risco naqueles nascidos de homens
tratados com lamotrigina ou levetiracetam (vide Gravidez).
Distúrbios do Ciclo da Ureia (DCU) e risco de Hiperamonemia: foi relatada encefalopatia hiperamonêmica
(alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue), algumas vezes fatal, após o início do
tratamento com valproato de sódio em pacientes com distúrbios do ciclo da ureia.
Pacientes com risco de hipocarnitinemia (deficiência de carnitina): a administração de valproato pode
desencadear a ocorrência ou agravamento de hipocarnitinemia que pode resultar em hiperamonemia (que pode
levar a encefalopatia hiperamonêmica). Outros sintomas como toxicidade hepática, hipoglicemia hipocetótica,
miopatia incluindo cardiomiopatia, rabdomiólise e síndrome de Fanconi foram observados, principalmente em
pacientes com fatores de risco para hipocarnitinemia ou hipocarnitinemia pré-existente. Pacientes com risco
aumentado de hipocarnitinemia quando tratados com valproato incluem pacientes com distúrbios metabólicos,
como distúrbios mitocondriais relacionados à carnitina, deficiência na ingestão nutricional de carnitina, pacientes
com menos de 10 anos de idade, uso concomitante de medicamentos conjugados com pivalato ou de outros
antiepilépticos. O médico deve ser informado sobre quaisquer sinais de hiperamonemia, como ataxia, alteração
da consciência, vômitos, para investigação adicional. A suplementação de carnitina deve ser considerada quando
forem observados sintomas de hipocarnitinemia.
Hipotermia (queda da temperatura central do corpo para menos de 35 ºC): tem sido relatada associada à
terapia com valproato de sódio, em conjunto e na ausência de hiperamonemia. Esta reação adversa também pode
ocorrer em pacientes utilizando topiramato e valproato em conjunto, após o início do tratamento com topiramato
ou após o aumento da dose diária de topiramato. Deve ser considerada a interrupção do tratamento em pacientes
que desenvolverem hipotermia, a qual pode se manifestar por uma variedade de anormalidades clínicas incluindo
letargia (estado de apatia), confusão, coma e alterações significativas em outros sistemas importantes como o
cardiovascular e o respiratório.
Atrofia Cerebral/Cerebelar: houve relatos pós-comercialização de atrofia (reversível e irreversível) cerebral e
cerebelar, temporariamente associadas ao uso de produtos que se dissociam em íon valproato. Em alguns casos,
porém, a recuperação foi acompanhada por sequelas permanentes. Foi observado prejuízo psicomotor e atraso no
desenvolvimento, entre outros problemas neurológicos, em crianças com atrofia cerebral decorrente da
exposição ao valproato quando em ambiente intrauterino. As funções motoras e cognitivas dos pacientes devem
ser monitoradas rotineiramente e o medicamento deve ser descontinuado nos casos de suspeita ou de
aparecimento de sinais de atrofia cerebral.
Quais os efeitos colaterais de Valproato de sódio?
Da bula oficial · LAVIE
conhecida como Síndrome de Stevens-Johnson (SJS), Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) e Reação
Medicamentosa com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS), eritema multiforme e angioedema, foram
relatadas em associação com o tratamento com ácido valproico/valproato. Os pacientes devem ser informados
sobre os sinais e sintomas de manifestações cutâneas graves e monitorados de perto. Caso sejam observados
sinais de SCAR ou angioedema, é necessária uma avaliação imediata e o tratamento deve ser interrompido se o
diagnóstico de SCAR ou angioedema for confirmado.
Este medicamento contém:
- 2,5 g de sacarose a cada 5 mL de xarope. Isso deve ser levado em conta para pacientes com Diabetes
mellitus. Pacientes com um problema hereditário raro de intolerância a frutose, má absorção de glicose-
galactose ou insuficiência de isomaltase-sacarase não devem tomar este medicamento. Pode ser prejudicial
para os dentes;
- Propilparabeno e metilparabeno que podem causar reações alérgicas (possivelmente retardadas).
- Sorbitol, pacientes com raros problemas hereditários de intolerância a frutose não devem tomar este
medicamento.
Atenção: contém 500 mg de sacarose (tipo de açúcar)/mL.
Atenção: Deve ser usado com cautela por portadores de Diabetes.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.
Contém sorbitol (edulcorante).
Agravamento das convulsões: assim como outras drogas antiepilépticas, alguns pacientes ao invés de
apresentar uma melhora no quadro convulsivo, podem apresentar uma piora reversível da frequência e
severidade do quadro convulsivo (incluindo o estado epiléptico) ou também o aparecimento de novos tipos de
convulsões com valproato. Em caso de agravamento das convulsões, aconselha-se consultar o seu médico
imediatamente.
Produtos contendo estrogênio: o valproato não reduz a eficácia dos contraceptivos hormonais (vide
Valproato de sódio interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · LAVIE
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Aumento do risco de câncer: não é conhecido até o momento.
Aumento do risco de mutações: houve algumas evidências de que a frequência de aberrações cromossômicas
poderia estar associada com epilepsia.
Toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento: efeitos teratogênicos (malformações de múltiplos sistemas
orgânicos) foram demonstrados em camundongos, ratos e coelhos. Em camundongos, ratos e coelhos, a
exposição in utero ao valproato induziu a uma diminuição no peso fetal dose dependente, restrição do
crescimento intrauterino e redução no comprimento da cabeça e nádega em comparação com animais não
expostos. Na literatura publicada, anormalidades comportamentais foram relatadas em descendentes de primeira
geração de camundongos e ratos após exposição in utero a doses/exposições clinicamente relevantes de
valproato. Em camundongos, mudanças comportamentais também foram observadas na 2ª e 3ª gerações, embora
menos pronunciadas na 3ª geração, após uma exposição aguda in utero da primeira geração. A relevância dessas
descobertas para humanos é desconhecida.
Fertilidade: a administração de valproato de sódio pode afetar a fertilidade em homens. Nos poucos casos em
que o valproato foi trocado/descontinuado ou a dose diária reduzida, a diminuição em potencial de fertilidade
masculina foi relatada como reversível na maioria, mas não em todos os casos, e concepções bem-sucedidas
também foram observadas. Amenorreia (ausência de menstruação), ovários policísticos e níveis de testosterona
elevados foram relatados em mulheres.
Cuidados e advertências para populações especiais
Idosos: uma alta porcentagem de pacientes acima de 65 anos relatou ferimentos acidentais, infecção, dor,
sonolência e tremor. Não está claro se esses eventos indicam riscos adicionais ou se resultam de doenças
preexistentes e uso de medicamentos concomitantes por estes pacientes. Em pacientes idosos, a dosagem deve
ser aumentada mais lentamente, com monitorização regular do consumo de líquidos e alimentos, desidratação,
sonolência e outros eventos adversos. Reduções de dose ou descontinuação do medicamento devem ser
consideradas em pacientes com menor consumo de líquidos ou alimentos e em pacientes com sonolência
excessiva.
Crianças: a experiência com crianças com idade inferior a dois anos tem demonstrado um aumento de risco
considerável de desenvolvimento de toxicidade no fígado fatal e esse risco diminui progressivamente em
pacientes mais velhos. Em pacientes com mais de dois anos de idade que são clinicamente suspeitos de terem
uma doença mitocondrial hereditária, valproato de sódio só deve ser usado após a falha de outros
anticonvulsivantes.
Crianças e adolescentes do sexo feminino, mulheres em idade fértil e gestantes: o valproato de sódio tem um
alto potencial de induzir doenças congênitas e crianças expostas ao produto durante a gravidez têm um alto risco
de malformações congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso. Verificou-se que o valproato
atravessa a barreira placentária tanto em espécies animais como em humanos.
Seu médico deve assegurar que: as circunstâncias individuais de cada paciente sejam avaliadas em todos os
casos, envolvendo a paciente na discussão para garantir o seu engajamento, discutir as opções terapêuticas e
garantir que ela esteja ciente dos riscos e medidas necessárias para redução dos riscos; o potencial de gravidez
seja avaliado para todas as pacientes do sexo feminino; a paciente entenda e reconheça os riscos de doenças
congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso em crianças expostas ao produto durante a
gravidez; a paciente entenda e reconheça o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional para crianças
expostas a valproato de sódio no útero; a paciente entenda a necessidade de se submeter a um exame de gravidez
antes do início do tratamento e durante o tratamento, conforme necessidade; a paciente seja aconselhada em
relação a utilização de métodos contraceptivos e que a paciente seja capaz de manter a utilização de métodos
contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com valproato de sódio; a paciente entenda a
necessidade de visitas regulares (pelo menos anualmente) do tratamento pelo médico especialista em epilepsia; a
paciente esteja ciente de que deve consultar o médico assim que tiver planos de engravidar para fazer a transição
do tratamento para uma alternativa apropriada antes da concepção e antes de interromper os métodos
contraceptivos; a paciente entenda os perigos e as precauções necessárias associadas ao uso de valproato de
sódio e a necessidade urgente de informar seu médico caso exista possibilidade de estar grávida; essas condições
também devem ser avaliadas para mulheres que não são sexualmente ativas a não ser que o médico considere
que existem razões convincentes que indiquem que não existe risco de gravidez.
Crianças e adolescentes do sexo feminino: o médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela
paciente compreendam a necessidade de informá-lo assim que a paciente utilizando valproato de sódio fique
menstruada pela primeira vez (menarca); o médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela
paciente que tenha menstruado pela primeira vez, tenham informações necessárias sobre os riscos de doenças
congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso, incluindo a magnitude desses riscos para
crianças expostas ao valproato de sódio em ambiente intrauterino; o médico responsável também deve informá-
los sobre o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional para crianças expostas ao valproato de sódio
no útero; para essas pacientes, o médico especialista deve reavaliar anualmente a necessidade da terapia com
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valproato de sódio e considerar alternativas para o tratamento. Caso o valproato de sódio seja o único tratamento
adequado, a necessidade de utilização de métodos contraceptivos eficazes e todas as outras medidas
anteriormente descritas devem ser discutidas com a paciente e os pais/responsáveis. O médico deve realizar todo
esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes que a paciente
esteja sexualmente ativa.
A possibilidade de gravidez deve ser excluída antes de iniciar o tratamento com este medicamento.
Contracepção: mulheres em idade fértil que estejam utilizando valproato de sódio devem utilizar métodos
contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com o produto. Essas pacientes devem estar
providas de informações completas quanto à prevenção a gravidez e devem ser orientadas quanto ao risco da não
utilização de métodos contraceptivos efetivos. Pelo menos 1 método contraceptivo eficaz único (como
dispositivo ou implante intrauterino) ou 2 métodos complementares de contracepção, incluindo um método de
barreira, deve ser utilizado. Circunstâncias individuais devem ser avaliadas em todos os casos, envolvendo a
paciente na discussão quanto a escolha do método contraceptivo para garantir o seu engajamento e aderência ao
método escolhido. Mesmo que a paciente tenha amenorreia, ela deve seguir todos os conselhos sobre
contracepção eficaz.
Revisão de tratamento: deve ser realizada preferencialmente com um médico especialista. O médico deve
revisar o tratamento pelo menos anualmente quando o valproato de sódio foi a escolha mais adequada para a
paciente. O médico deverá garantir que a paciente tenha entendido e reconhecido os riscos de malformações
congênitas e distúrbios no desenvolvimento neurológico em crianças expostas ao produto em ambiente
intrauterino.
Planejamento da gravidez: para a indicação de epilepsia, caso a paciente estiver planejando engravidar ou
engravide, o médico especialista deverá reavaliar o tratamento com valproato de sódio e considerar alternativas
terapêuticas. O médico deve realizar todo esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma
alternativa apropriada antes da concepção e antes de interromper os métodos contraceptivos. Se a transição de
tratamento não for possível, a paciente deverá receber aconselhamento adicional quanto aos riscos do uso de
valproato de sódio para o bebê para suportar a paciente quanto a decisão de fazer um planejamento familiar.
Se, apesar dos riscos conhecidos de valproato de sódio na gestação e após uma avaliação cuidadosa levando em
consideração tratamentos alternativos, em circunstâncias excepcionais a paciente grávida poderá receber
valproato de sódio para o tratamento de epilepsia. Nesse caso recomenda-se que seja prescrita a menor dose
eficaz, dividida em diversas doses menores a serem administradas durante o dia. É preferível a escolha da
formulação de liberação prolongada para se evitar altos picos de concentração plasmática.
Caso a paciente engravide, ela deve informar ao seu médico imediatamente para que o tratamento seja reavaliado
e outras opções sejam consideradas. Durante a gestação, crises tônico-clônicas maternais e estado epiléptico com
hipóxia podem acarretar em risco de morte para a mãe e para o bebê. Todas as pacientes expostas ao valproato
de sódio durante a gestação devem realizar um monitoramento pré-natal especializado para detectar possíveis
ocorrências de defeitos no tubo neural ou outras malformações. As evidências disponíveis não indicam que a
suplementação com folato antes da gestação possa prevenir o risco de defeitos no tubo neural, que podem
ocorrer em qualquer gestação.
O farmacêutico deve garantir que a paciente seja aconselhada a não descontinuar o tratamento com valproato de
sódio e consultar o médico imediatamente caso esteja planejando engravidar ou engravide.
Categoria de risco na gravidez: D
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Atenção: Contém o corante vermelho allura 129.
Risco para filhos de pais tratados com valproato de sódio: um estudo observacional retrospectivo com
registros médicos eletrônicos em 3 países nórdicos europeus sugere um risco aumentado de transtornos do
neurodesenvolvimento em crianças (de 0 a 11 anos de idade), nascidas de homens tratados com valproato nos 3
meses anteriores à concepção em comparação com o risco naqueles nascidos de homens tratados com
lamotrigina ou levetiracetam. O risco acumulado para transtornos de neurodesenvolvimento variou de 4% a
5,6% no grupo ácido valproico/valproato versus 2,3% a 3,2% no grupo de monoterapia lamotrigina ou
levetiracetam. O estudo não investigou o risco em crianças nascidas de homens que pararam de usar ácido
valproico/valproato mais de 3 meses antes da concepção.
Más formações congênitas decorrentes da exposição no útero: filhos de mulheres com epilepsia expostas a
monoterapia com valproato de sódio durante a gravidez apresentaram mais más formações congênitas. Esse risco
é maior do que na população em geral (2 - 3%). Os tipos mais comuns de má formação incluem defeitos do tubo
neural, dismorfismo facial, fissura de lábio e palato, crânio-ostenose, problemas cardíacos, defeitos dos rins, vias
urinárias e genitálias, defeitos nos membros e múltiplas anomalias envolvendo vários sistemas do corpo. A
exposição no útero ao valproato de sódio pode resultar em má formação ocular que foram reportados juntamente
com outras más formações congênitas. Essa má formação ocular pode afetar a visão. A exposição no útero ao
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valproato de sódio também pode resultar em deficiência/perda auditiva devido a malformações da orelha e/ou
nariz (efeito secundário) e/ou devido à toxicidade direta na função auditiva. Os casos descrevem surdez
unilateral e bilateral ou deficiência auditiva. Monitoramento de sinais e sintomas de ototoxicidade é
recomendado.
Transtornos de desenvolvimento mental decorrentes da exposição no útero: a exposição ao valproato de
sódio durante a gestação pode causar efeitos adversos no desenvolvimento mental e físico para a criança exposta.
O exato período gestacional predisposto a esses riscos é incerto e a possibilidade do risco durante toda a gestação
não pode ser excluída. Existem dados limitados sobre uso prolongado. Os dados disponíveis demonstram que
crianças expostas ao valproato de sódio durante a gestação tem um maior risco de apresentar transtorno
relacionado ao autismo em comparação com a população geral. Os dados disponíveis sugerem que crianças
expostas ao valproato de sódio durante a gestação apresentam risco aumentado de desenvolver transtornos de
déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) comparado com a população em geral.
Baixo peso ao nascer para a idade gestacional devido à exposição no útero: a exposição no útero ao
valproato pode levar a um baixo peso ao nascer para a idade gestacional. Em estudos pré-clínicos, foi
demonstrada uma redução do peso fetal relacionada à dose em animais expostos ao valproato no útero em
comparação com animais não expostos. Estudos epidemiológicos relataram uma redução no peso médio ao
nascer e maior risco de nascer com baixo peso ao nascer (<2500 gramas) ou pequeno para a idade gestacional
(definido como peso ao nascer abaixo do 10º percentil corrigido para a idade gestacional, estratificado por sexo)
para crianças expostas ao valproato no útero em comparação com crianças não expostas ou expostas à
lamotrigina. Os dados disponíveis em humanos não permitem concluir sobre um potencial efeito relacionado à
dose.
Risco em neonatos: casos de síndrome hemorrágica foram relatados muito raramente em recém-nascidos que as
mães utilizaram valproato de sódio durante a gravidez. Essa síndrome hemorrágica está relacionada com
trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas do sangue), hipofibrinogenemia (diminuição do
fibrinogênio do sangue) e/ou a diminuição de outros fatores de coagulação. A afibrinogenemia (caso em que o
sangue não coagula normalmente) também foi relatada e pode ser fatal. Porém, essa síndrome deve ser
distinguida da diminuição dos fatores de vitamina K induzido pelo fenobarbital e os indutores enzimáticos. A
contagem plaquetária e testes e fatores de coagulação devem ser investigados em neonatos; casos de
hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue) foram relatados em recém-nascidos que as mães utilizaram
valproato de sódio durante o terceiro trimestre da gravidez; casos de hipotireoidismo foram relatados em recém-
nascidos que as mães utilizaram valproato de sódio durante a gravidez; síndrome de abstinência (por exemplo,
irritabilidade, hiperexcitação, agitação, hipercinesia, transtornos de tonicidade, tremor, convulsões e transtornos
alimentares) pode ocorrer em recém-nascidos de mães que utilizaram valproato de sódio no último trimestre da
gravidez.
Amamentação: o valproato de sódio é excretado no leite humano com uma concentração que varia entre 1% a
10% dos níveis sanguíneos maternos. Transtornos hematológicos foram notados em neonatos/crianças lactentes
de mães tratadas com valproato de sódio. A decisão quanto a descontinuação da amamentação ou da terapia com
valproato de sódio deve ser feita levando em consideração o benefício da amamentação para a criança e o
benefício da terapia para a paciente.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da
lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas: uma vez que este medicamento pode produzir
alteração do sistema nervoso central, especialmente quando combinado com outras substâncias com efeito
semelhante, por exemplo, álcool, os pacientes não devem realizar tarefas de risco, como dirigir veículos ou
operar máquinas perigosas, até que se tenha certeza de que estes pacientes não ficam sonolentos com o uso do
medicamento.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua habilidade e
capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a
quedas ou acidentes.
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com ácido valproico e até 2 semanas após o
seu término, devido ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.
O que fazer em caso de superdose de Valproato de sódio?
Da bula oficial · LAVIE
intravenosa para tentar normalizar os níveis de amônia.
Em situações de superdosagem, a hemodiálise ou hemodiálise mais hemoperfusão podem resultar em uma
significante remoção da substância. O benefício da lavagem gástrica ou vômito irá variar de acordo com o tempo
de ingestão.
Medidas de suporte geral devem ser aplicadas, com particular atenção para a manutenção do fluxo urinário
adequado. O uso de naloxona pode ser útil para reverter os efeitos depressores de elevadas doses de valproato de
sódio sobre o sistema nervoso central, entretanto, como a naloxona pode teoricamente reverter os efeitos
antiepilépticos do valproato de sódio, deve ser usada com precaução em pacientes epilépticos.
A presença de teor de sódio na formulação deste medicamento pode resultar em excesso de sódio no sangue,
quando administradas em doses acima do recomendado.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.
Como guardar Valproato de sódio?
Da bula oficial · LAVIE
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Lavie apresenta-se na forma de um xarope límpido, vermelho, com odor característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Medicamentos com Valproato de sódio
DEPAKENE
ABBOTT LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA · 1 apresentação(ões)
EPILENIL
BIOLAB SANUS FARMACÊUTICA LTDA · 1 apresentação(ões)
ácido valpróico
BIOLAB SANUS FARMACÊUTICA LTDA · 1 apresentação(ões)
LAVIE
PRATI DONADUZZI & CIA LTDA · 1 apresentação(ões)
TORVAL CR
TORRENT DO BRASIL LTDA · 1 apresentação(ões)
Valproato de sódio
PRATI DONADUZZI & CIA LTDA · 1 apresentação(ões)
LAVIE
PRATI DONADUZZI & CIA LTDA · 1 apresentação(ões)
VALPROATO DE SODIO
PRATI DONADUZZI & CIA LTDA · 1 apresentação(ões)
valproato de sódio
LABORATÓRIO TEUTO BRASILEIRO S/A · 1 apresentação(ões)
valproato de sódio
HIPOLABOR FARMACEUTICA LTDA · 1 apresentação(ões)
