Bula simplificada
Bula de Sulfato de amicacina
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para SULFATO DE AMICACINA
Como Sulfato de amicacina funciona no organismo?
Da bula oficial · SULFATO DE AMICACINA
O sulfato de amicacina é um antibiótico da classe dos aminoglicosídeos que combate infecções graves e sua eficácia é refletida
pela melhora do estado geral do paciente com a regressão dos sinais e sintomas da infecção.
O sulfato de amicacina quando aplicado no músculo é rapidamente absorvido e bem tolerado localmente. Os picos médios de
concentrações sanguínea são atingidos 1 hora após a administração.
Quando aplicado por infusão endovenosa atinge picos médios de concentrações entre 30 minutos, 1 hora e 10 horas
dependendo da concentração administrada.
Com a dosagem recomendada, casos de infecção não complicada causadas por microrganismos sensíveis à amicacina
geralmente respondem após 24 a 48 horas.
Quem não deve usar Sulfato de amicacina?
Da bula oficial · SULFATO DE AMICACINA
Se você for alérgico à amicacina ou a qualquer outro componente da fórmula, não deve utilizar sulfato de amicacina. O sulfato
de amicacina também não é indicado se você tiver história de reações tóxicas graves ou hipersensibilidade a outros
aminoglicosídeos devido a conhecida sensibilidade cruzada dos pacientes a drogas desta classe.
Quais os cuidados ao usar Sulfato de amicacina?
Da bula oficial · SULFATO DE AMICACINA
Seu médico irá recomendar exames frequentes devido ao risco de toxicidade auditiva e toxicidade renal. Não foi estabelecida a
segurança para tratamentos superiores a 14 dias.
Se você apresentar lesões pré-existentes nos rins ou mesmo que tenha função renal normal, mas esteja recebendo altas doses
deste medicamento e/ou por tempo maior do que o recomendado poderá apresentar toxicidade neurológica que é manifestada
por toxicidade auditiva. O risco é maior em pacientes com disfunção renal. A surdez para frequências agudas normalmente
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ocorre primeiro e pode ser detectada somente pelos exames audiométricos. Você poderá
apresentar vertigem. Se você estiver com toxicidade neurológica poderá apresentar sintomas de sonolência e apatia,
formigamento, contrações musculares e convulsões. A toxicidade auditiva provocada pelo uso desta classe de medicamento
geralmente é irreversível.
Esta classe de medicamento é potencialmente desencadeante de toxicidade renal, sendo que o risco é maior em pacientes com
disfunção renal e naqueles que recebem doses altas ou em tratamento prolongado.
Pacientes utilizando esta classe de medicamento poderão apresentar alterações neuromusculares e paralisia respiratória.
Você deve ter em mente a possibilidade de ocorrência destes fenômenos, qualquer que seja a forma de aplicação do
medicamento, especialmente se você estiver fazendo uso de anestésicos ou recebendo sangue citratado-anticoagulado. Os sais
de cálcio podem reverter o bloqueio caso este ocorra, mas podem ser também necessárias medidas de ventilação mecânica.
Você deve evitar o uso oral, tópico ou sistêmico concomitante ou subsequente de outras drogas tóxicas para o sistema nervoso
ou para os rins, particularmente a bacitracina, cisplatina, anfotericina b, cefaloridina, paromomicina, viomicina, polimixina b,
colistina, vancomicina e outros aminoglicosídeos. Pacientes com idade avançada e desidratação são também fatores que podem
aumentar o risco de toxicidade.
Você deve evitar, também o uso concomitante de sulfato de amicacina e diuréticos potentes (ácido etacrínico ou furosemida),
uma vez que estas drogas também podem causar toxicidade auditiva. A administração endovenosa de diuréticos aumenta as
concentrações de antibiótico no soro e nos tecidos, aumentando a toxicidade desta classe de medicamento.
O sulfato de amicacina contém bissulfito de sódio, um sulfito que pode causar reações do tipo alérgico, inclusive sintomas
anafiláticos (sintomas alérgicos) em pessoas sensíveis, com risco de vida, e episódios de asma de menor gravidade. A
prevalência global da sensibilidade ao sulfito na população geral é pouco comum e provavelmente baixa. A sensibilidade ao
sulfito é mais frequentemente observada nos pacientes asmáticos do que nos não asmáticos.
O sulfato de amicacina é potencialmente tóxico para os rins, tóxico para a audição e tóxico para o sistema nervoso. Deve-se
evitar o uso concomitante ou subsequente de outras drogas tóxicas para os rins ou tóxicas para a audição, tanto sistêmica como
topicamente, devido aos efeitos aditivos. Foi relatado a incidência maior de nefrotoxicidade com a administração parenteral
concomitante de medicamentos desta classe e cefalosporinas.
Uso em crianças: O uso de medicamentos desta classe em prematuros e recém-nascidos deve ser feito com cautela, devido à
imaturidade renal destes pacientes.
Uso durante a Gravidez e Amamentação: Os medicamentos desta classe podem causar danos ao feto quando administrados a
mulheres grávidas. Se você engravidar durante o tratamento ou se esta droga for dada durante a gravidez, seu médico irá alertá-
la quanto aos riscos potenciais sobre o feto.
Como regra geral, a amamentação não deverá ser feita enquanto você estiver fazendo uso da medicação, uma vez que muitas
drogas são excretadas no leite materno.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste
medicamento.
Quais os efeitos colaterais de Sulfato de amicacina?
Da bula oficial · SULFATO DE AMICACINA
50mg/mL sol. inj.: –
Caixa contendo 100
ampolas de 2mL
24/11/2025
NA – objeto de
pleito desta
notificação
eletrônica
10452 - GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de Texto de
Bula - RDC 60/12
NA NA NA NA
- Harmonização do texto de
bula, conforme bula do
medicamento referência;
- Adequação da frase de
restrição de prescrição.
VP
50mg/mL sol. inj.: –
Caixa contendo 100
ampolas de 2mL
Sulfato de amicacina interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · SULFATO DE AMICACINA
bebida alcoólica, durante todo o período de tratamento. Como os demais medicamentos desta classe, você deverá evitar a
administração concomitante com drogas anestésicas e diuréticas, tais como: furosemida, ácido etacrínico, mercuriais e manitol.
Você deve evitar a administração concomitante com outros antibióticos sem orientação médica como: canamicina,
gentamicina, netilmicina, tobramicina, neomicina, sisomicina, estreptomicina, cefaloridina, paromomicina, viomicina,
polimixina B, colistina e vancomicina.
Quando a amicacina é administrada concomitantemente com drogas anestésicas ou que causam bloqueio neuromuscular,
deverá ser levada em consideração a possibilidade de ocorrer bloqueio neuromuscular e paralisia respiratória. Caso ocorra
bloqueio os sais de cálcio podem inverter esse fenômeno.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
O que fazer em caso de superdose de Sulfato de amicacina?
Da bula oficial · SULFATO DE AMICACINA
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou
bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Como guardar Sulfato de amicacina?
Da bula oficial · SULFATO DE AMICACINA
O sulfato de amicacina solução injetável deve ser conservado em temperatura ambiente (15 a 30ºC). Proteger da luz e umidade.
Aspectos físicos: ampola de vidro transparente contendo 2 mL.
Características organolépticas: solução incolor a levemente amarelada, inodora.
Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após diluição, a solução é estável em temperatura ambiente (15 a 30°C) por 24 horas.
Os medicamentos para uso parenteral devem ser examinados previamente à sua administração, para se detectar
alterações de coloração ou presença de partículas sempre que o frasco e a solução permitirem.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança
no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
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Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Administração Intravenosa: Preparo das soluções: As soluções deverão ser preparadas por um profissional de saúde
especializado.
A solução para uso intravenoso é preparada adicionando-se a dose desejada em 100 ou 200mL de solução estéril, como soro
fisiológico, soro glicosado a 5% ou outra solução compatível.
Nos adultos a administração é feita durante um período de 30 a 60 minutos. A dose total diária não deve exceder 15mg/kg/dia.
Nos pacientes pediátricos, o volume de líquido infundido dependerá da quantidade tolerada pelo paciente. Deverá ser um
volume suficiente para infundir a amicacina por um período de 30 a 60 minutos.
Em lactentes a infusão deverá durar de 1 a 2 horas. A amicacina não deve ser pré-misturada com outras drogas e deve ser
administrada separadamente de acordo com a dose e a via de administração recomendadas.
Dosagem
O sulfato de amicacina pode ser administrado por via intramuscular ou intravenosa.
Pacientes com Função Renal Normal: A dose intramuscular ou intravenosa recomendada para adultos e crianças com função
renal normal é de 15mg/kg/dia dividida em 2 ou 3 tomadas em intervalos regulares, ou seja, 7,5mg/kg a cada 12 horas ou
5mg/kg a cada 8 horas. A dose para pacientes com excesso de peso não deve exceder 1,5g/dia.
Nos prematuros, a dose recomendada é de 7,5mg/kg a cada 12 horas. Recém-nascidos devem receber uma dose de ataque de
10mg/kg seguida de 7,5mg/kg a cada 12 horas.
Crianças e lactentes com mais de 2 semanas devem receber 7,5mg/kg a cada 12 horas ou 5mg/kg a cada 8 horas.
A duração habitual do tratamento é de 7 a 10 dias, sendo que a dose total diária da droga não deve exceder 15 a 20mg/kg/dia,
qualquer que seja a via de administração. No caso de infecções resistentes ou complicadas onde o tratamento pode ultrapassar
10 dias, seu médico irá reavaliar o uso de sulfato de amicacina.
Com a dosagem recomendada, casos de infecção não complicada causadas por microrganismos sensíveis à amicacina
geralmente respondem após 24 a 48 horas.
Nos casos de infecções não complicadas do trato urinário onde estiver indicado o uso de sulfato de amicacina, a dose total
diária pode ser de 500mg divididas em 2 tomadas (250mg duas vezes ao dia) ou em 1 só tomada, durante 7 a 10 dias.
Administração para Pacientes com Disfunção Renal: Se você apresentar deficiência renal representada por clearance de
creatinina <50mL/min, a administração da dose diária total de amicacina em doses únicas diária não é aconselhável. Seu
médico ajustará a dose se você apresentar disfunção renal.
As doses podem ser ajustadas em pacientes com disfunção renal quer pela administração das doses normais a intervalos
prolongados, quer pela administração de doses reduzidas a intervalos fixos.
-Doses Normais em Intervalos Prolongados: Se não houver possibilidade de se obter o clearance de creatinina, mas o paciente
estiver estabilizado, o intervalo em horas para administração de doses normais (i.e.: para pacientes com função renal normal
em um esquema posológico de duas vezes ao dia, 7,5mg/kg), será obtido multiplicando-se o valor da creatinina sérica por 9.
Assim, um paciente com creatinina sérica de 2mg/100mL receberá a dose única recomendada de 7,5mg/kg a cada 18 horas.
-Doses Reduzidas a Intervalos Fixos entre as doses: Quando a função estiver alterada e se desejar administrar sulfato de
amicacina em intervalos fixos, a dose deverá ser reduzida. A concentração sérica de sulfato de amicacina deve ser medida
nestes pacientes para se assegurar uma administração precisa e evitar concentrações excessivas. Se o paciente estiver
estabilizado e não dispondo de determinações séricas, utilizam-se os valores de creatinina sérica e clearance de creatinina como
os parâmetros de avaliação da função renal mais facilmente disponíveis para uso como guia de dosagem.
Iniciar o tratamento com a dose de 7,5mg/kg como dose de ataque, que é a mesma recomendada para pacientes com função
renal normal calculada acima.
Para se determinar as doses de manutenção administradas a cada 12 horas, deve-se reduzir a dose de ataque proporcionalmente
à redução do clearance de creatinina do paciente:
Dose de manutenção a cada 12 horas:
(CC = clearance de creatinina)
CC normal em mL/min
(CC = clearance de creatinina)
Uma outra alternativa mais grosseira de se determinar a dose reduzida em intervalos de 12 horas (para pacientes com valores
conhecidos de creatinina sérica no estado de equilíbrio ou steady-state), é dividir a dose normalmente recomendada pela
creatinina sérica do paciente.
Modo de usar
Orientações para abertura da ampola:
A ampola de sulfato de amicacina injetável possui sistema de quebra que facilita sua abertura. Este sistema de quebra pode ser
por meio de anel de ruptura (Vibrac) ou ponto único (OPC).
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No sistema de anel de ruptura (Vibrac) há um anel aplicado no gargalo da ampola composto por tinta específica que fragiliza o
vidro e facilita a ruptura neste local.
No sistema de ponto único (OPC) há um ponto de tinta comum que tem função de orientar o local de apoio para que se faça a
força que irá gerar o rompimento da ampola no gargalo. Neste caso o gargalo não possui anel de tinta, porém, possui uma
incisão superficial (fio cut) que facilita a ruptura neste local.
Siga as orientações abaixo para realizar a abertura da ampola de forma correta.
Anel de ruptura (Vibrac):
1. Segure a ampola inclinada em um ângulo de 45°.
2. Posicione os dedos polegares no gargalo da ampola, onde possui o anel de ruptura, que corresponde ao local indicado para
rompimento.
3. Posicione os dedos indicadores na haste e no corpo da ampola, de forma que o gargalo que é o local da ruptura esteja no
centro desta distância.
4. Certifique-se de que não está apertando a haste da ampola, para evitar que ela se quebre.
5. Exerça força com os polegares para frente e com o indicador que está na haste da ampola para trás, para realizar a abertura
da ampola.
Ponto único (OPC):
1. Segure a ampola pelo corpo.
2. Com a outra mão segure a haste de forma que o polegar e o indicador estejam posicionados na direção do ponto de tinta.
3. Exerça força sobre a haste fazendo um movimento de rotação para trás para realizar a abertura da ampola.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Na eventualidade de perder uma dose, procure tomar o medicamento o mais brevemente possível. Não duplique a dose
seguinte para compensar uma dose perdida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
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8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Todos os antibióticos da classe dos aminoglicosídeos podem levar à toxicidade auditiva, toxicidade renal e vestibular e ao
bloqueio neuromuscular.
Se você apresenta história atual ou anterior de disfunção renal, ou já utilizou outras drogas tóxicas para os rins e para audição
ou foi tratado por períodos de tempo e/ou doses maiores do que os recomendados, poderá apresentar os efeitos tóxicos com
maior frequência.
Toxicidade neurológica/toxicidade auditiva: O efeito tóxico pode resultar em diminuição da capacidade auditiva, perda do
equilíbrio ou ambos. A amicacina afeta principalmente a função auditiva. O dano inclui surdez para altas frequências que
geralmente ocorre antes que a perda auditiva possa ser detectada pelo exame audiométrico.
Toxicidade neurológica/bloqueio neuromuscular: Devido ao tratamento com antibióticos da classe dos aminoglicosídeos
você poderá apresentar paralisia muscular aguda e falta de ar.
Nefrotoxicidade: As alterações da função renal são geralmente reversíveis com a suspensão da droga.
Outros: Raramente você poderá apresentar erupções cutâneas, febre medicamentosa, dor de cabeça, parestesia (sensação
anormal dos sentidos e sensibilidade em geral), tremores, náuseas e vômitos, alterações nas células sanguíneas, dores nas
articulações, anemia, diminuição da pressão arterial e hipomagnesemia. Após a administração da injeção intraocular de
amicacina você poderá apresentar infarto macular levando, às vezes, à perda permanente da visão.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
