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Bula simplificada

Bula de Ritonavir

Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.

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Bula oficial em PDF · Paciente

Documento registrado na Anvisa para RITONAVIR

Como Ritonavir funciona no organismo?

Da bula oficial · RITONAVIR

O ritonavir é um inibidor da protease do HIV, apresentando atividade contra o HIV.
O ritonavir é um medicamento de uso contínuo e o início da ação depende de cada paciente. Sua ação e eficácia são
mantidas durante os intervalos de doses. Seu médico lhe dará a orientação necessária.
Como é um medicamento de uso contínuo destinado ao tratamento de pacientes infectados pelo HIV, a duração do
tratamento depende de orientação médica.

Como usar Ritonavir? Qual a dose?

Da bula oficial · RITONAVIR

fentanila: a coadministração com ritonavir resulta em aumento das concentrações plasmáticas de fentanila. É
recomendado monitoramento cuidadoso da terapêutica e dos eventos adversos (incluindo depressão respiratória) quando
fentanila é coadministrada com ritonavir.
glecaprevir/pibrentasvir: A administração concomitante com ritonavir não é recomendada devido a um aumento do
risco de elevações da ALT (enzima do fígado) associadas a uma exposição aumentada ao glecaprevir (GLE).
indinavir: o ritonavir inibe o metabolismo do indinavir. A coadministração do ritonavir e indinavir resultará em
aumento das concentrações do indinavir. O risco de nefrolitíase (cálculos nos rins) pode estar aumentado quando doses
de indinavir ≥ 800 mg duas vezes ao dia são administradas concomitantemente a ritonavir. Nestas condições,
recomenda-se adequada hidratação e monitoramento dos pacientes.
cetoconazol: não há necessidade de ajuste de dosagem do ritonavir; entretanto, doses de cetoconazol de 200
mg/dia ou mais em combinação com ritonavir devem ser usadas com cautela e uma redução de dosagem pode ser
considerada.
maraviroque: a administração concomitante de maraviroque e ritonavir aumenta os níveis plasmáticos de maraviroque.
A dose de maraviroque deve ser reduzida durante a coadministração com ritonavir. Para mais detalhes consulte as
informações completa na bula de maraviroque.
metadona: a administração concomitante de ritonavir com metadona resultou em diminuição das concentrações de
metadona. Um aumento na dosagem de metadona pode ser considerado.
contraceptivos orais e adesivos: pacientes que utilizam anticoncepcionais orais e adesivos devem tomar medidas
adicionais para evitar gravidez durante o uso de ritonavir. O aumento da dosagem de contraceptivos orais e
adesivos contendo etinilestradiol ou substituição por métodos alternativos de contracepção deve ser considerado.
quetiapina: devido a inibição da enzima CYP3A por ritonavir, espera-se um aumento das concentrações de
quetiapina. Para instruções de dose de quetiapina, consultar suas informações de prescrição.
rifabutina: uma redução na dosagem de rifabutina de pelo menos três quartos (3/4) da dose usual de 300 mg/dia é
recomendada (ex. 150 mg em dias alternados ou três vezes por semana). Uma redução adicional na dosagem
também pode ser necessária.
rivaroxabana: a coadministração de ritonavir e rivaroxabana resultou em um aumento da exposição de rivaroxabana
podendo aumentar o risco de sangramentos.
avanafil: um estudo demonstrou que a administração concomitante de avanafil e ritonavir resultou em um
aumento na concentração de avanafil. A coadministração de ritonavir com avanafil não é recomendada.
sildenafila: para o tratamento da disfunção erétil, usar a sildenafila com atenção, em doses reduzidas de 25 mg a
cada 48 horas, com monitoramento dos efeitos adversos. Espera-se que a coadministração de ritonavir e sildenafila
aumente substancialmente as concentrações de sildenafila e possa resultar em aumento dos eventos adversos associados
à sildenafila, incluindo hipotensão (pressão baixa), síncope (perda súbita e transitória da consciência), alterações visuais
e ereção prolongada.
O uso concomitante de sildenafila com ritonavir é contraindicado em pacientes com hipertensão arterial pulmonar
(pressão alta no pulmão).
tadalafila: usar tadalafila, para o tratamento de disfunção erétil, com atenção, em doses reduzidas de, no máximo, 10
mg a cada 72 horas, com monitoramento dos efeitos adversos. O médico deve consultar as informações da bula de
tadalafila quando esta for coadministrada com ritonavir em pacientes com hipertensão arterial pulmonar. teofilina:
um estudo demonstrou que a administração concomitante de ritonavir e teofilina resultou em diminuição
da concentração de teofilina. Aumento da dosagem de teofilina pode ser necessário.

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trazodona: o uso combinado de ritonavir e trazodona pode aumentar a concentração de trazodona. Efeitos
adversos como náuseas, vertigens, hipotensão e síncope foram observados. A combinação deve ser usada com
atenção e uma dose menor de trazodona pode ser considerada.
vardenafila: usar vardenafila com atenção, em doses reduzidas de, no máximo, 2,5 mg a cada 72 horas, com
monitoramento dos efeitos adversos.
varfarina: a gama de efeitos da coadministração do ritonavir sobre a ação anticoagulante da varfarina é difícil de ser
prevista com base em resultados de estudos. Recomenda-se controle inicial frequente da Razão Normalizada
Internacional (INR) durante a coadministração de ritonavir e varfarina.
agentes anticancerígenos (abemaciclibe, apalutamida, dasatinibe, encorafenibe, ibrutinibe, ivosidenibe, neratinibe,
nilotinibe, venetoclax, vincristina, vimblastina): as concentrações séricas podem aumentar quando houver
administração com ritonavir, resultando em um possível aumento na incidência de eventos adversos, dentre alguns que
podem ser graves. A coadministração de venetoclax ou ibrutinibe e ritonavir poderia aumentar potencialmente a
exposição à venetoclax ou ibrutinibe, resultando em um sério risco de Síndrome da Lise Tumoral. A coadministração de
encorafenibe ou ivosidenibe com ritonavir poderia aumentar a exposição de encorafenibe ou ivosidenibe, aumentando
potencialmente o risco de eventos adversos graves, como o prolongamento do intervalo QT. O uso concomitante de
ritonavir com apalutamida é contraindicado (veja “4. Contraindicações”).

Quem não deve usar Ritonavir?

Da bula oficial · RITONAVIR

Este medicamento não deve ser tomado por pacientes que tiveram reações alérgicas graves ao ritonavir ou a quaisquer
componentes da fórmula.
Quando ritonavir for coadministrado com outro inibidor de protease, o médico deve verificar as informações completas
de prescrição destes inibidores de protease inclusive suas contraindicações.
O uso de ritonavir é contraindicado em combinação com as seguintes substâncias: antagonistas alfa1-adrenoreceptores

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(cloridrato de alfuzosina), antianginal (ranolazina), antiarrítmicos (amiodarona, bepridila, dronedarona, flecainida,
propafenona, quinidina, encainida), antibióticos (ácido fusídico), agentes anticancerígenos (neratinibe, apalutamida),
antifúngicos (voriconazol), agentes antigotosos (colchicina), anti-histamínicos (astemizol, terfenadina), antipsicóticos
(blonanserina, lurasidona e pimozida), derivados de ergot (di-hidroergotamina, ergonovina, ergotamina,
metilergonovina), agentes de motilidade gastrointestinal (cisaprida), produtos fitoterápicos (erva-de-São-João -
Hypericum perforatum), agentes modificadores de lipídios, como inibidores da HMG-CoA redutase (lovastatina,
sinvastatina), inibidores de proteína de transferência de triglicerídeos microssomais – MTTP (lomitapida), agonistas beta-
adrenérgicos de ação prolongada (salmeterol), inibidores da PDE5 (sildenafila - apenas quando utilizada para o
tratamento de hipertensão arterial pulmonar), sedativos/hipnóticos (midazolam, triazolam).
Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano. Este medicamento é contraindicado durante o
aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejéveis no bebê. Seu
médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

Quais os cuidados ao usar Ritonavir?

Da bula oficial · RITONAVIR

Advertências e Precauções:
Quando ritonavir for coadministrado com outro inibidor de protease, o médico deve verificar as informações completas
de prescrição destes inibidores de protease inclusive suas advertências e precauções.
Reações alérgicas: foram relatadas reações alérgicas, incluindo urticária (alergia de pele), erupções de pele,
broncoespasmos (estreitamento das vias aéreas), angioedema (inchaço dos lábios e pálpebras) e, raramente, anafilaxia
(alergia grave) e Síndrome de Stevens-Johnson.
Reações hepáticas (do fígado): o ritonavir é metabolizado e eliminado principalmente pelo fígado. Portanto, deve-se ter
cautela ao administrar ritonavir a pacientes com insuficiência do fígado moderada a grave.
Elevações de transaminases hepáticas (enzimas do fígado), excedendo cinco vezes o limite superior de normalidade,
hepatite clínica e icterícia (coloração amarela na pele) ocorreram em pacientes recebendo ritonavir isoladamente ou em
combinação com outros medicamentos antirretrovirais. Pode haver um risco aumentado de elevação de transaminases em
pacientes com hepatite B ou C subjacente. Portanto, deve-se ter cautela ao administrar ritonavir a pacientes com doença
do fígado preexistente, alterações em enzimas hepáticas ou hepatite.
Houve relatos de disfunção do fígado, incluindo alguns óbitos. Esses casos geralmente ocorreram em pacientes tomando
múltiplos medicamentos em combinação e/ou com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) avançada. Uma
relação causa/efeito definitiva não foi estabelecida.
Pancreatite: pancreatite (inflamação do pâncreas) foi observada em pacientes em uso de ritonavir, incluindo aqueles que
desenvolveram aumento dos triglicérides (hipertrigliceridemia). Alguns casos fatais foram relatados. Pacientes com
doença avançada pelo HIV podem apresentar risco aumentado de elevação de triglicérides e pancreatite. Pancreatite
(inflamação do pâncreas) deve ser considerada pelo médico se ocorrerem sinais clínicos (náusea, vômitos, dor
abdominal) ou alterações laboratoriais (como valores aumentados de lipase ou amilase) sugestivos de pancreatite.
Pacientes que apresentem estes sinais ou sintomas devem entrar em contato com seu médico imediatamente.

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Diabetes mellitus/Hiperglicemia (alta taxa de açúcar no sangue): foram relatados novo aparecimento de diabetes
mellitus, exacerbação de diabetes mellitus preexistente e hiperglicemia (alta taxa de açúcar no sangue) em pacientes
infectados por HIV que receberam tratamento com inibidores da protease. Alguns pacientes necessitaram iniciar ou
ajustar as doses de insulina ou hipoglicemiantes orais para o tratamento destes eventos. Em alguns casos ocorreu
cetoacidose diabética (disfunção metabólica grave causada pela deficiência relativa ou absoluta de insulina). Nos
pacientes que descontinuaram o tratamento com inibidores da protease, a hiperglicemia persistiu em alguns casos. Como
estes eventos foram relatados espontaneamente durante a prática clínica, não se pôde estimar a sua frequência, e uma
relação causal entre o tratamento com inibidores da protease e estes eventos não foi estabelecida. Deve-se considerar o
monitoramento da glicemia.

Quais os efeitos colaterais de Ritonavir?

Da bula oficial · RITONAVIR

bedaquilina deve ser usada cautelosamente com ritonavir, ou seja, somente quando, na opinião do médico, o benefício da
coadministração for superior ao risco.
A coadministração de delamanida com um potente inibidor da CYP3A (ritonavir) pode aumentar ligeiramente a
exposição ao metabólito delamanida, que tem sido associada com o prolongamento do intervalo QTc. Portanto, se a
coadministração de delamanida com ritonavir é considerada necessária, recomenda-se o monitoramento frequente por
eletrocardiograma (ECG) durante todo o período de tratamento com delamanida.
Inibidor de protease: tipranavir coadministrado com ritonavir foi associado com relatos de hepatite clínica e
descompensação hepática, incluindo algumas fatalidades. É necessária vigilância extra em pacientes com hepatite B
crônica ou coinfecção por hepatite C, já que esses pacientes tem um risco aumentado de hepatotoxicidade
(toxicidade do fígado).
Resistência/Resistência cruzada: não se sabe qual será o efeito do tratamento com ritonavir sobre a atividade
dos medicamentos inibidores de protease administrados conjuntamente ou logo após o ritonavir.
Hemofilia (distúrbio hereditário originado de um defeito da coagulação sanguínea, que provoca
sangramento): foi relatado sangramento aumentado, incluindo hematomas espontâneos de pele e hemartrose
(derrame de sangue numa articulação), em pacientes com hemofilia tipo A e B, tratados com inibidores de
protease.
Exames laboratoriais: ritonavir foi associado a alterações de triglicérides, colesterol, transaminases (AST e ALT),
GGT, CPK e ácido úrico. Recomenda-se realizar testes laboratoriais adequados antes do início do tratamento com
ritonavir e periodicamente durante o tratamento, ou na presença de sinais clínicos.
Efeitos no eletrocardiograma: ritonavir mostrou causar discreta alteração no eletrocardiograma em alguns
pacientes. O ritonavir deve ser utilizado com cautela em pacientes com insuficiência cardíaca e alterações do ritmo
cardíaco.
Alterações lipídicas: o tratamento com ritonavir isoladamente ou em combinação com saquinavir resultou em
aumentos substanciais na concentração de triglicérides e colesterol. Dosagens de triglicérides e colesterol devem ser
solicitadas pelo seu médico antes do início e a intervalos periódicos durante o tratamento com ritonavir. Alterações
lipídicas devem ser controladas de forma clinicamente apropriada.
Síndrome da Reconstituição Imunológica: tal síndrome foi relatada em pacientes infectados por HIV tratados com
terapia antirretroviral combinada, incluindo ritonavir. Durante a fase inicial da terapia antirretroviral combinada,
quando o sistema imunológico reage, pacientes podem desenvolver uma resposta inflamatória a infecções
assintomáticas ou a infecções oportunistas latentes (como infecção causada por Mycobacterium avium, citomegalovírus,
pneumonia causada por Pneumocystis jiroveci, ou tuberculose), que podem necessitar de avaliação e tratamentos
adicionais.
Alterações autoimunes [como Doença de Graves (doença que afeta o funcionamento da tireoide), polimiosite
(doença inflamatória que afeta os músculos) e Síndrome de Guillain-Barré (doença aguda associada à fraqueza
muscular e paralisia)] também foram reportadas durante a fase de reconstituição imunológica, no entanto, o tempo de
início é muito variável e pode ocorrer muitos meses após o início do tratamento.

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Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco:
Uso em idosos: não há recomendações específicas para o uso de ritonavir em idosos.
Uso pediátrico: em pacientes com idade entre 01 mês e 21 anos, infectados por HIV, a atividade antiviral e o perfil de
eventos adversos observados foram similares aos de pacientes adultos. Este medicamento não foi estudado em crianças
menores de 01 mês de idade.
Uso na gravidez e lactação: ritonavir não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando, uma
vez que ritonavir está presente no leite humano. Não se recomenda, portanto, que mulheres que estejam em uso de
ritonavir amamentem seus filhos.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e
pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o
seu tratamento ou para a alimentação do bebê.
Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.

Ritonavir interage com outros medicamentos?

Da bula oficial · RITONAVIR

Agentes antigotosos: interações medicamentosas de risco à vida e fatais foram reportadas em pacientes tratados com
colchicina e inibidores fortes de CYP3A como o ritonavir (vide “3. Quando não devo usar este medicamento?”).
Antipsicóticos: deve-se ter cautela no uso concomitante de ritonavir e quetiapina. Devido à inibição da enzima CYP3A
por ritonavir, espera-se um aumento das concentrações de quetiapina, podendo levar a efeitos tóxicos relacionados a este
antipsicótico.
Corticosteroides: o uso concomitante de ritonavir e fluticasona (inalatória, injetável ou intranasal), budesonida,
triancinolona, ou outro glicocorticoide que é metabolizado pela enzima CYP3A4 não é recomendado a menos que, na
avaliação médica, os benefícios potenciais do tratamento sobreponham os riscos dos efeitos sistêmicos dos
corticosteroides, incluindo Síndrome de Cushing (aumento de cortisol no sangue) e supressão adrenal (diminuição da
atividade da glândula adrenal). O uso combinado de ritonavir e propionato de fluticasona pode aumentae
significativamente a concentração de propionato de fluticasona no plasma e reduzir a concentração de cortisol. Síndrome
de Cushing e supressão adrenal foram relatadas quando ritonavir foi administrado combinado a propionato de
fluticasona, budesonida, ou triancinolona injetável.
Agentes da disfunção erétil (Inibidores da PDE5): a coadministração de ritonavir e avanafil não é recomendada.
Atenção especial deve ser dada quando sildenafila, tadalafila ou vardenafila forem prescritos para o tratamento da
disfunção erétil em pacientes que estejam recebendo ritonavir. Presume-se que a administração concomitante de ritonavir
e de tais drogas aumente substancialmente suas concentrações e possa resultar num aumento dos eventos adversos, como
hipotensão (pressão baixa) e ereção prolongada. O uso concomitante de ritonavir e sildenafila é contraindicado em
pacientes com hipertensão arterial pulmonar (pressão alta no pulmão).
Produtos fitoterápicos: pacientes utilizando ritonavir não devem usar produtos contendo erva-de-São-João (Hypericum
perforatum), pois a administração em conjunto pode reduzir as concentrações de ritonavir. Isto pode resultar em perda do
efeito terapêutico e desenvolvimento de resistência.
Inibidores da HMG-CoA redutase: os inibidores da HMG-CoA redutase, medicamentos que atuam na redução do
colesterol, tais como sinvastatina e lovastatina, podem apresentar um aumento acentuado de suas concentrações no
sangue quando administrados juntamente ao ritonavir. Considerando que as concentrações aumentadas de inibidores da
HMG-CoA redutase podem causar miopatia (alterações nos músculos), incluindo a rabdomiólise (destruição muscular), a
combinação desses medicamentos com ritonavir é contraindicada. Quando a administração em conjunto com
atorvastatina estiver indicada, deve-se utilizar a menor dose possível. Mesmo considerando que a eliminação de
rosuvastatina não é dependente do CYP3A, uma elevação da exposição de rosuvastatina foi relatada com o uso
concomitante com ritonavir. As interações com pravastatina e fluvastatina não são esperadas. Se houver indicação de
tratamento combinado de ritonavir com um inibidor da HMG-CoA redutase, recomenda-se utilizar pravastatina ou
fluvastatina.

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Antagonistas alfa1-adrenoreceptores: um aumento significativo de alfuzosina ocorreu quando da administração
conjunta de ritonavir (600 mg duas vezes ao dia). Portanto, alfuzosina não deve ser administrado com ritonavir.
Antimicobacterianos: ritonavir e saquinavir, não devem ser administrados conjuntamente a rifampicina, devido ao
risco de hepatotoxicidade (toxicidade do fígado) grave (aumento das enzimas transaminases).

O que fazer em caso de superdose de Ritonavir?

Da bula oficial · RITONAVIR

mg/dia de ritonavir durante 2 dias e relatou parestesia (sensações cutâneas sem estimulação), que regrediu depois
que a dose foi reduzida. Insuficiência dos rins com eosinofilia (aumento da concentração de eosinófilos no sangue) foi

Como guardar Ritonavir?

Da bula oficial · RITONAVIR

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.
É importante manter o ritonavir no frasco de origem. Não transferir para outra embalagem. Manter o frasco bem
fechado.
Após aberto, válido por 30 dias.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas
O ritonavir comprimido revestido apresenta-se na forma de comprimido oblongo, biconvexo de cor branca.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Os médicos devem consultar as informações completas de prescrição e estudos clínicos sobre inibidores da protease,
para verificar se estes são coadministrados com doses reduzidas de ritonavir.
O ritonavir comprimido revestido deve ser administrado por via oral e com alimentos.
Os comprimidos de ritonavir devem ser engolidos inteiros sem mastigar, não devem ser cortados ou triturados.
A duração do tratamento depende de orientação médica, a partir da avaliação clínica e laboratorial de cada paciente.

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