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Bula simplificada

Bula de Ranolazina

Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.

Medicamentos

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Bula oficial em PDF · Paciente

Documento registrado na Anvisa para Riscard

Como Ranolazina funciona no organismo?

Da bula oficial · Riscard

Riscard® tem como substância ativa a ranolazina que atua no tratamento da angina crônica,
melhorando a circulação no músculo cardíaco e reduzindo a dor no peito. Após a administração

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oral de doses terapêuticas, a ranolazina é bem absorvida e atinge sua concentração máxima entre
2 e 5 horas.

Quem não deve usar Ranolazina?

Da bula oficial · Riscard

Você não deve tomar Riscard® se estiver usando algum destes medicamentos:
• Para infecção por fungo: cetoconazol e itraconazol.
• Para infecção geral: claritromicina, eritromicina.
• Para depressão: nefazodona.
• Para HIV: nelfinavir, ritonavir, lopinavir + ritonavir, indinavir e saquinavir.
• Para tuberculose: rifampicina, rifabutina, rifapentina.
• Para convulsões: fenobarbital, fenitoína, carbamazepina.
• Para alterações no ritmo cardíaco (ex. quinidina, dofetilida, sotalol ou amiodarona).
• Para antipsicóticos: tioridazina, ziprasidona.
• Erva de São João (Hypericum perforatum).
• Você não deve usar Riscard® se tiver cirrose hepática ou alterações no fígado moderada ou
grave.
• Você não deve usar Riscard® se tiver insuficiência renal grave (alteração grave no
funcionamento dos rins).
• Em caso de hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes da formulação.

Quais os cuidados ao usar Ranolazina?

Da bula oficial · Riscard

Antes de usar Riscard®, informe ao seu médico se você:
• Tem ou se existe na sua família alguém com problema de coração, chamado “prolongamento
QT” ou “síndrome do QT longo”.
• Tem alguma alteração no funcionamento do coração (insuficiência cardíaca).
• Tem doença do fígado.
• Tem doença nos rins (insuficiência renal).
• Está grávida ou planeja engravidar em breve. Ainda não se sabe se Riscard® pode prejudicar o
seu bebê.
• Está amamentando ou planeja amamentar em breve. Não há dados se Riscard® passa através
do leite materno. Seu médico deverá orientá-lo sobre a continuidade do tratamento.

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Este medicamento pode aumentar o risco de alteração grave nos batimentos cardíacos,
que pode ser potencialmente fatal (morte súbita).
Não tome este medicamento se você tiver uma alteração no coração chamada síndrome
congênita de prolongamento do intervalo QT (ou síndrome do QT longo), ou se você já
teve algum episódio de ritmo cardíaco anormal, porque pode ser perigoso e provocar
alterações do ritmo do coração, inclusive com risco de morte.
Avise seu médico se você tiver bradicardia (diminuição da frequência cardíaca),
insuficiência cardíaca ou outras doenças do coração, ou se você souber que tem baixo nível
de potássio ou de magnésio no sangue. Avise seu médico se você estiver utilizando outros
medicamentos, especialmente medicamentos que causam prolongamento do intervalo QT
(alteração do ritmo do coração no eletrocardiograma), medicamentos para arritmia (para
corrigir o ritmo do coração) ou medicamentos diuréticos (remédios para eliminar água do
corpo).
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e
acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
Riscard® deve ser utilizado com cautela em pacientes com idade ≥ 75 anos, devido ao maior
risco de incidência de eventos adversos. Geralmente, a escolha da dose para pacientes idosos
deve começar com baixa dosagem.
Riscard® deve ser utilizado com cautela em pacientes com baixo peso corpóreo (≤ 60 kg), pois
a ocorrência de eventos adversos foi maior. O médico deve ajustar a dose de Riscard® com
cautela.
Avise ao seu médico sobre todos os medicamentos que você está tomando, inclusive os de
prescrição médica e os de venda livre, vitaminas e fitoterápicos. Riscard® pode afetar a ação de
outros medicamentos, assim como outros medicamentos podem afetar a ação de Riscard®.
Informe ao seu médico se você toma medicamentos:
• Para o coração, como medicamentos para o tratamento de arritmias.
• Para o colesterol.
• Para infecção.
• Para fungo.
• Para transplante.

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• Para náusea e vômitos causados por tratamento de câncer.
• Para distúrbios mentais.
• Para diabetes, como a metformina.
Evite o consumo de toranja (grapefruit) ou suco dessa fruta, pois pode causar aumento dos
níveis de Riscard® no seu sangue.
Alterações nos exames laboratoriais
Seu médico deve levar em consideração que Riscard® pode levar a pequenas reduções na
hemoglobina glicada (HbA1c). Riscard® pode elevar a creatinina sérica em 0,1 mg/dL,
independentemente da função renal prévia. Essa elevação tem um início rápido, não
demonstrando sinais de progresso durante terapia de longo prazo, sendo reversível após a
descontinuação de Riscard®.
Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Riscard® pode causar tonturas e desmaio. Se você apresentar algum desses sintomas, não dirija
veículos, não opere máquinas e evite qualquer atividade que exija atenção.
Evite levantar-se rapidamente e dirigir veículos e/ou operar máquinas, principalmente no
início do tratamento ou até que você saiba como o medicamento afeta você.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
Atenção: Contém os corantes óxido de ferro amarelo, dióxido de titânio e óxido de ferro
vermelho.

Quais os efeitos colaterais de Ranolazina?

Da bula oficial · Riscard

coração denominada “prolongamento QT”. Seu médico deve verificar a atividade elétrica do seu
coração antes e durante o tratamento através do eletrocardiograma de repouso.

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Reações observadas em outros países na fase pós-comercialização:

Como guardar Ranolazina?

Da bula oficial · Riscard

MEDICAMENTO?
Armazenar Riscard® em temperatura ambiente (15º a 30ºC), protegido da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Biolab Sanus Riscard® (Paciente) – 08/2025 6
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Riscard® 500 mg: comprimido revestido oval laranja claro com um lado gravado “500” e outro
liso.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Iniciar o tratamento com Riscard® com uma dose de 500 mg duas vezes ao dia e aumentar para
1000 mg duas vezes ao dia, se necessário, com base nos sintomas clínicos.
A dose máxima diária recomendada de Riscard® é 1000 mg duas vezes ao dia.
Riscard® pode ser tomado juntamente com as refeições ou no intervalo entre elas.
Se uma dose de Riscard® for esquecida, a dose seguinte deverá ser tomada no horário previsto
normalmente sem ser dobrada.
Ajustes das doses podem ser necessários quando Riscard® é usado em combinação com outras
drogas. Limitar a dose máxima de Riscard® a 500 mg duas vezes ao dia nos pacientes que
utilizam inibidores moderados do CYP3A, tais como diltiazem, verapamil e eritromicina. O uso
de Riscard® com os inibidores fortes do CYP3A é contraindicado.
O uso de inibidores do P-gp, tais como a ciclosporina, pode aumentar a exposição ao Riscard®
que deve ter sua dose ajustada com base na resposta clínica.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Tome a dose seguinte no horário normal. Não tome o dobro da dose para compensar o
comprimido esquecido.

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Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-
dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Foram observados os efeitos adversos com Riscard® de intensidade leve a moderada com as
seguintes frequências:
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Desordem no sistema nervoso central: tontura e dor de cabeça.
Desordem cardíaca: palpitações.
Desordem gastrointestinal: constipação intestinal (prisão de ventre), náusea, vômito e dispepsia
(má digestão).
Desordens gerais: astenia (fraqueza).
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Desordem no metabolismo e nutrição: anorexia (perda de peso excessiva), diminuição do apetite
e desidratação.
Desordem psiquiátrica: ansiedade, insônia, estado confusional e alucinação.
Desordem no sistema nervoso central: letargia (estado de sonolência ou indiferença, provocado
por medicamento ou hipnose), síncope vaso-vagal (desmaio), hipoestesia (perda ou diminuição
da sensibilidade em alguma região do corpo), sonolência, tremor, tontura postural e parestesia
(sensações na pele, sensações de frio, calor, formigamento, etc).
Doenças oculares: visão turva, distúrbio visual e diplopia (percepção de duas imagens de um
único objeto).
Desordem do ouvido e labirinto: vertigem (sensação de tontura e de instabilidade corporal,
caracterizada pela perda de equilíbrio) e zumbido.
Desordem vascular: rubor (vermelhidão local), bradicardia (frequência cardíaca baixa (menor
que 60 batimentos por minuto)) e hipotensão (queda da pressão arterial) e hipotensão ortostática
(queda de pressão ao se levantar).
Desordem respiratória, torácica, mediastino: dispneia (falta de ar), tosse, epistaxe (sangramento
nasal) e fibrose pulmonar.
Desordem gastrointestinal: boca seca, dor abdominal, flatulência (gases) e desconforto
estomacal.
Desordem da pele e tecido subcutâneo: hiper-hidrose (suor excessivo) e prurido (coceira).
Desordem de músculo esquelético e tecido conjuntivo: dor nas extremidades, cãibras
musculares, inchaço das articulações e fraqueza muscular.

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Desordem renal e urinária: cromatúria (coloração anormal na urina), disúria (desconforto ao
urinar) e hematúria (perda de sangue na urina).
Desordens gerais: fadiga (cansaço) e edema periférico (edema de membros inferiores, inchaço
nas pernas e pés).
Exames laboratoriais: eosinofilia (aumento da concentração de células eosinófilos no sangue),
uremia (aumento da ureia sanguínea), aumento da creatinina sanguínea, prolongamento do
intervalo QT, aumento da contagem de plaquetas ou glóbulos brancos e diminuição de peso.
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Desordem psiquiátrica: desorientação.
Desordens do sistema nervoso: amnésia (perda parcial ou total da memória, de maneira
temporária ou permanente), nível de consciência deprimido, perda de consciência, coordenação
anormal, distúrbio da marcha (dificuldade de locomoção ou movimento) e parosmia (sensação
alterada do olfato).
Desordens cardíacas: frieza periférica.
Desordens do ouvido e do labirinto: deficiência auditiva.
Desordens respiratórios, torácicos e mediastinais: aperto na garganta.
Desordens gastrointestinais: pancreatite (inflamação do pâncreas), duodenite erosiva
(inflamação do duodeno (porção inicial do intestino delgado) com a presença de lesão
superficial da mucosa) e hipoestesia oral.
Desordens da pele e tecido subcutâneo: angioedema (inchaço localizado principalmente na face,
nos olhos e ao redor da boca), dermatite alérgica (qualquer tipo de inflamação da pele), urticária
(tipo de reação da pele de natureza alérgica ou não alérgica, caracterizada pelo aparecimento de
uma erupção avermelhada, elevada e que causa coceira), suor frio e erupção cutânea (lesão da
pele, caracterizada por vermelhidão e saliências).
Desordens renais e urinária: insuficiência renal aguda e retenção urinária.
Desordem no sistema reprodutivo: disfunção erétil.
Exames laboratoriais: trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no sangue),
leucopenia (diminuição do número de leucócitos no sangue), pancitopenia (diminuição de
hemácias, leucócitos e plaquetas) e níveis elevados da enzima hepática.
Desordem do metabolismo e nutrição: hiponatremia (baixo nível de sódio no sangue).

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