Bula simplificada
Bula de Mercaptopurina
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para PURINETHOL
Como Mercaptopurina funciona no organismo?
Da bula oficial · PURINETHOL
Purinethol® possui como substância principal a mercaptopurina, um pró-fármaco que, após ser
metabolizado pelo organismo, transforma-se em sua forma ativa, quando, então, atua no
metabolismo celular.
Como usar Mercaptopurina? Qual a dose?
Da bula oficial · PURINETHOL
Mutagenicidade e carcinogenicidade
Os pacientes que recebem terapia imunossupressora, incluindo mercaptopurina, têm um risco
aumentado de desenvolver distúrbios linfoproliferativos (condições em que os linfócitos se
proliferam em quantidades excessivas) e outras malignidades, notadamente cânceres de pele
(melanoma e não-melanoma), sarcomas (de Kaposi e não-Kaposi) e câncer cervical uterino in
situ. O aumento do risco parece estar relacionado ao grau e duração da imunossupressão. Tem
sido relatado que a descontinuação da imunossupressão pode fornecer regressão parcial do
distúrbio linfoproliferativo.
Uma combinação de múltiplos imunossupressores, administrada concomitantemente, aumenta o
risco de distúrbios linfoproliferativos associados ao vírus de Epstein-Barr (EBV).
Síndrome de ativação macrofágica
A síndrome de ativação macrofágica (SAM) é um distúrbio conhecido que ameaça a vida e pode
se desenvolver em pacientes com doenças autoimunes, em particular com doença inflamatória
intestinal (DII), e poderia haver uma maior suscetibilidade ao desenvolvimento da doença com o
uso de mercaptopurina. Se a SAM ocorrer ou houver suspeita, a avaliação e o tratamento devem
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ser iniciados o mais cedo possível, e o tratamento com mercaptopurina deve ser descontinuado.
Os médicos devem estar atentos aos sintomas de infecção, como o EBV e o citomegalovírus
(CMV), pois são gatilhos conhecidos para a SAM.
Distúrbios metabólicos e nutricionais
Informe o seu médico, imediatamente, caso apresente diarreia, erupção cutânea pigmentada
localizada (dermatite) e diminuição da sua memória, raciocínio ou outras habilidades de
raciocínio (demência), pois estes sintomas podem sugerir deficiência de vitamina B3 (deficiência
de ácido nicotínico/pelagra).
Seu médico provavelmente irá prescrever suplementos vitamínicos (niacina/nicotinamida) para
ajudá-lo a melhorar a condição.
População pediátrica
Foram notificados casos de hipoglicemia sintomática em crianças com leucemia linfoblástica
aguda (LLA) recebendo mercaptopurina (ver item 8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?). A maioria dos casos notificados foi em crianças
com menos de seis anos ou com um baixo índice de massa corporal.
Infecções
Pacientes tratados com mercaptopurina em monoterapia, ou em combinação com outros agentes
imunossupressores, incluindo corticosteroides, mostraram maior suscetibilidade a infecções
virais, fúngicas e bacterianas, incluindo infecção severa ou atípica, e reativação viral. A doença
infecciosa e as complicações podem ser mais severas nesses pacientes do que em pacientes não
tratados. A exposição prévia ao vírus ou a infecção com o vírus da varicela zoster deve ser
verificada antes do início do tratamento. Diretrizes locais podem ser consideradas, incluindo
terapia profilática, se necessário. O teste sorológico antes do início do tratamento deve ser
considerado em relação à hepatite B. Diretrizes locais podem ser consideradas, incluindo terapia
profilática para casos que tenham testes sorológicos com resultado positivo. Se o paciente estiver
infectado durante o tratamento, medidas apropriadas devem ser tomadas, que podem incluir
terapia antiviral e cuidados de suporte.
Síndrome de Lesch-Nyhan
Evidências limitadas sugerem que nem a mercaptopurina nem a sua pró-droga azatioprina são
eficazes em pacientes com a doença hereditária rara de deficiência completa de hipoxantina-
guanina-fosforribosiltransferase (síndrome de Lesch-Nyhan). O uso de mercaptopurina ou
azatioprina não é recomendado nesses pacientes.
Exposição UV
Os pacientes tratados com mercaptopurina são mais sensíveis ao sol. A exposição à luz solar e à
luz ultravioleta deve ser limitada, e os pacientes devem usar roupas de proteção e usar protetor
solar com alto fator de proteção.
Inibidores da xantina oxidase
Os pacientes tratados com os inibidores da xantina oxidase, alopurinol, oxipurinol ou tiopurinol,
e mercaptopurina devem receber apenas 25% da dose habitual de mercaptopurina, uma vez que o
alopurinol diminui a taxa de catabolismo da mercaptopurina (ver item 6. COMO DEVO USAR
Quem não deve usar Mercaptopurina?
Da bula oficial · PURINETHOL
O uso de Purinethol® é contraindicado para pacientes que apresentam alergia à mercaptopurina
ou a qualquer outro componente do medicamento. Tendo-se em vista a gravidade das indicações,
não existe nenhuma contraindicação absoluta ao uso de Purinethol®.
Quais os cuidados ao usar Mercaptopurina?
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O produto teve uma mudança em sua formulação em 14/04/2023 que pode afetar a
velocidade de absorção, e que, portanto, o médico deve estar atento a possíveis sinais de
toxicidade elevada ou de redução na duração do efeito do medicamento, para realizar os
ajustes de dose que se fizerem necessários.
Purinethol® é um agente citotóxico ativo para uso sob a supervisão de médicos com experiência
na administração desses medicamentos.
Imunização
A imunização com vacinas contendo microrganismos vivos tem o potencial de causar infecções
em pacientes imunocomprometidos (nos quais o sistema de defesa não funciona adequadamente).
Por isso, não é recomendada a imunização com vacinas feitas com microrganismos vivos em
pacientes diagnosticados com leucemia linfoblástica aguda e leucemia mieloide aguda. Em todos
os casos, os pacientes em remissão não devem receber vacinas contendo microrganismos vivos
até que o paciente seja considerado apto a responder à vacina. O intervalo entre a descontinuação
da quimioterapia e a restauração da capacidade do paciente de responder à vacina depende da
intensidade e do tipo de medicamentos causadores de imunossupressão utilizados, da doença
subjacente e de outros fatores.
Caso você não saiba qual tipo de vacina tomou ou irá tomar, converse com seu médico.
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Ribavirina
A administração conjunta de ribavirina e Purinethol® não é aconselhável. A ribavirina pode
reduzir a eficácia e aumentar a toxicidade da mercaptopurina (ver item 4. O QUE DEVO SABER
Quais os efeitos colaterais de Mercaptopurina?
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Muito comum (ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Comum (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Incomum (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Rara (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Muito rara (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis)
Classe de sistema de órgãos Frequência Reação Adversa
Infecções e infestações Incomum
Infecções virais e bacterianas; infecções
associadas à neutropenia (diminuição do
número de neutrófilos no sangue)
Neoplasias benignas, malignas
e não especificadas (incluindo
cistos e pólipos)
Rara
Neoplasias incluindo doenças
linfoproliferativas (proliferação excessiva
dos linfócitos), câncer de pele
(melanomas e não melanomas), sarcomas
(de Kaposi e não-Kaposi) e câncer in situ
do colo do útero (ver item 4. O QUE
DEVO SABER ANTES DE USAR
ESTE MEDICAMENTO? –
Mutagenicidade e carcinogenicidade).
Muito rara
Leucemia Secundária e síndrome
mielodisplásica (neoplasias das células
sanguíneas precursoras da medula óssea)
e linfoma hepatoesplênico de células T em
pacientes com doença intestinal
inflamatória quando utilizados em
associação com agentes anti-TNF.
Distúrbios dos sistemas
hematológico e linfático
Muito comum
Insuficiência da medula óssea; leucopenia
(diminuição do número de leucócitos no
sangue) e trombocitopenia (diminuição do
número de plaquetas no sangue)
Comum Anemia
Desconhecida Neutropenia (diminuição do número de
neutrófilos no sangue)
Distúrbios do sistema imune Rara Reações de hipersensibilidade com as
seguintes manifestações foram relatadas:
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Classe de sistema de órgãos Frequência Reação Adversa
artralgia (dor articular); erupções na pele e
pirexia (febre)
Muito rara
Reações de hipersensibilidade com as
seguintes manifestações foram relatadas:
edema facial (inchaço no rosto)
Distúrbios metabólicos e
nutricionais
Incomum Diminuição do apetite
Desconhecida Hipoglicemia1 (baixa concentração de
glicose no sangue)
Distúrbios gastrointestinais
Comum
Enjoo; vômito e pancreatite (inflamação
no pâncreas) na população com doença
intestinal inflamatória
Rara Ulceração da boca (aftas) e pancreatite
(inflamação no pâncreas)
Muito rara Úlcera intestinal (forma de lesão no
intestino)
Desconhecida Diarreia; inflamação da boca (estomatite)
Distúrbios hepatobiliares
Comum Colestase (retenção do fluxo natural de
bílis) e hepatotoxicidade2
Rara Necrose no fígado
Desconhecida
Colestase da gravidez
(pode causar coceira intensa,
principalmente nas mãos e nos pés)
Distúrbios dos tecidos
cutâneos e subcutâneos
Rara Alopecia (queda de cabelo)
Desconhecida Reação de fotossensibilidade
Distúrbios do sistema
reprodutor e da mama Muito rara
Oligospermia transitória
(diminuição transitória da produção de
espermatozoides no homem)
Distúrbios gerais e quadros
clínicos no local de
administração
Desconhecida Mal-estar; inflamação da mucosa
1. A hipoglicemia (baixa concentração de glicose no sangue) tem sido relatada na população
pediátrica.
2. A mercaptopurina é hepatotóxica (causa toxicidade no fígado) em animais e no homem.
As descobertas histológicas no homem demonstram necrose hepática e estase biliar. A
incidência de hepatotoxicidade varia consideravelmente e pode ocorrer com qualquer
dose, porém, mais frequentemente, quando se excede a dose diária recomendada de 2,5
mg/kg de peso corporal ou 75 mg/m2 de área de superfície corporal.
O controle das funções do fígado, através de testes, pode permitir detecção antecipada de
toxicidade no fígado. A hepatotoxicidade é normalmente reversível caso o tratamento com a
mercaptopurina seja interrompido a tempo de evitar a falência hepática fatal.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu Serviço
de Atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Sinais e sintomas
Efeitos gastrointestinais, incluindo enjoos, vômitos, diarreia e anorexia podem ser os primeiros
Mercaptopurina interage com outros medicamentos?
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Monitoramento
Purinethol® diminui o número de algumas células do sangue, como hemácias (glóbulos
vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas (células responsáveis pela coagulação do
sangue). Assim, seu médico vai recomendar que você faça exames de sangue frequentemente,
para controlar a contagem dessas células. Caso diferentes formulações farmacêuticas de
mercaptopurina sejam alternadas, o monitoramento sanguíneo deve ser ainda mais rigoroso.
As contagens de leucócitos e plaquetas continuam a cair após a suspensão do tratamento, de modo
que, ao primeiro sinal de uma queda muito grande nessas contagens, o tratamento deve ser
interrompido imediatamente. A supressão da medula óssea é reversível, se Purinethol® for
suspenso com suficiente antecedência.
Caso você tenha algum problema no fígado, converse com o seu médico. Ele irá avaliar o
funcionamento do seu fígado semanalmente.
Durante o tratamento com Purinethol®, seu médico também pedirá que você faça exames de
urina frequentemente, de modo a avaliar o funcionamento dos seus rins.
Deficiência da TPMT
Converse com o seu médico caso você possua deficiência hereditária da enzima tiopurina S-
metiltransferase (TPMT). Caso não tenha conhecimento sobre tal deficiência, o médico poderá
solicitar a realização de teste para detectar a deficiência da TPMT, além de fazer um rigoroso
monitoramento dos exames de sangue do paciente (ver item 6. COMO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO? - Pacientes com deficiência de TPMT).
Mutação no gene NUDT15
Pacientes com o gene NUDT15 mutado herdado têm um risco aumentado de toxicidade severa
por tiopurina, como leucopenia e alopecia precoces. Pode ser necessária a diminuição da dose.
Insuficiência renal (doença nos rins) e/ou hepática (doença no fígado)
Recomenda-se cuidado durante a administração de Purinethol® em pacientes com doença nos
rins e/ou no fígado. Deve-se cogitar reduzir a dose nesses pacientes, e a resposta sanguínea deve
ser cuidadosamente monitorada (ver item 6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O que fazer em caso de superdose de Mercaptopurina?
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produção de células sanguíneas pela medula óssea). É provável que a toxicidade no sangue seja
Como guardar Mercaptopurina?
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MEDICAMENTO?
Cuidados de armazenamento
Mantenha o medicamento na embalagem original.
Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Proteger da luz e da umidade.
Após aberto, válido por 25 dias, se mantido no frasco original e armazenado nas condições
de temperatura estabelecidas para o produto.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Aspectos físicos/Características organolépticas
Comprimidos redondos, biconvexos, de cor amarela clara. Em um dos lados, traz a inscrição GX
em baixo relevo acima da marca; do outro lado, a inscrição EX2 abaixo da marca.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Modo de uso
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Os comprimidos de Purinethol® devem ser ingeridos com auxílio de um copo de água.
É aconselhável que se tome cuidado na manipulação dos comprimidos de Purinethol®, a fim de
se evitar a contaminação das mãos ou eventual aspiração da droga.
