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Bula simplificada

Bula de Ganciclovir

Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.

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Bula oficial em PDF · Paciente

Documento registrado na Anvisa para CYMEVIR

Como Ganciclovir funciona no organismo?

Da bula oficial · CYMEVIR

Cymevir® é o nome comercial para o ganciclovir sódico, uma droga antiviral, ativa contra
o citomegalovírus.

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A solução estéril de Cymevir®, destina-se exclusivamente à administração intravenosa.
Cada bolsa contém 100mg, 250mg e 500mg de ganciclovir. O nome químico do
ganciclovir é 9- (1,3-Dihidroxi-2-propoximetil) guanina. O ganciclovir tem sido referido,
também, como DHPG.
O ganciclovir é um nucleosídeo sintético que inibe a replicação dos herpes vírus, tanto in
vitro como in vivo. Os vírus humanos sensíveis ao ganciclovir incluem os
citomegalovírus (CMV), os vírus herpes simples 1 e 2 (HSV-1, HSV-2), o herpes vírus
humano tipo 6, 7 e 8 (HHV-6, HHV-7, HHV-8) o vírus de Epstein-Barr (EBV) e o vírus
da Varicela Zoster (VZV) e o vírus da Hepatite B. Os estudos clínicos têm se limitado à
avaliação da eficácia na infecção por citomegalovírus.
Nas células infectadas o ganciclovir causa inibição da síntese do DNA viral. A
possibilidade de resistência viral deve ser considerada em pacientes que demonstrem
pouca resposta clínica ou excreção viral persistente. A resistência do CMV ao ganciclovir
é rara (aproximadamente 1%), mas tem sido observada em pacientes com AIDS e com
retinite por CMV que nunca receberam terapia com ganciclovir.
O volume de distribuição de ganciclovir após administração intravenosa está
correlacionado com o peso corpóreo.
Quando administrado I.V. o ganciclovir exibe uma farmacocinética linear estendendo-se
de 1,6 – 5,0mg/kg.
A excreção renal da droga inalterada, por filtração glomerular e secreção tubular, é a
principal via de eliminação do Cymevir®.
Farmacocinética em Situações Clínicas Especiais:
Pacientes com disfunção renal
A farmacocinética do Cymevir® I.V. foi avaliada em 10 pacientes imunossuprimidos
com disfunção renal que receberam doses de 1,25 – 5mg/kg.
Pacientes em hemodiálise
A hemodiálise reduz a concentração plasmática do Cymevir® em cerca de 50% após a
administração I.V. Durante a hemodiálise intermitente, o clearance estimado do
ganciclovir variou de 42 a 92mL/min, resultando em uma meia-vida de 3,3 a 4,5 horas.
O clearance estimado do ganciclovir para a diálise contínua foi menor (4,0 a
29,6mL/min), mas resultou numa eliminação maior do ganciclovir no intervalo entre as
doses. Para a hemodiálise intermitente, a fração de eliminação do ganciclovir numa sessão
de diálise variou de 50% a 63%.
Crianças
A farmacocinética do ganciclovir foi estudada em 27 neonatos com idade entre 2 – 49
dias com dose intravenosa de 4 mg/kg e 6 mg/kg. Os clearances sistêmicos foram
comparáveis àqueles observados em adultos com função renal normal. A farmacocinética
do ganciclovir foi também avaliada em 10 crianças com função renal normal, idade de 9
meses a 12 anos. As características farmacocinéticas do ganciclovir foram às mesmas
após dose única ou múltipla (a cada 12 horas) de administração intravenosa (5 mg/kg).
Idosos
Não existem dados disponíveis para adultos com idade acima de 65 anos.

Quem não deve usar Ganciclovir?

Da bula oficial · CYMEVIR

Você não deve utilizar Cymevir® se tem alergia conhecida a ganciclovir, aciclovir,
valaciclovir, valganciclovir ou a qualquer outro componente da fórmula.

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Categoria de Risco C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais os cuidados ao usar Ganciclovir?

Da bula oficial · CYMEVIR

Com base em dados animais e dados humanos limitados, Cymevir® na dose humana
recomendada pode causar inibição temporária ou permanente da espermatogênese em
homens e pode causar dificuldade da fertilidade em mulheres.
O uso de Cymevir® pode prejudicar a fertilidade.
Cymevir® pode ser tóxico ao feto quando administrado a mulheres grávidas com base
em resultados de estudos em animais. As alterações teratogênicas em animais incluíram
fenda palatina, anoftalmia/microftalmia (ausência globo ocular/olho anormalmente
pequeno), órgãos aplásticos (rim e pâncreas), hidrocefalia e braquignatia. Mulheres em
idade fértil devem ser aconselhadas a usar métodos contraceptivos eficazes durante o
tratamento e por pelo menos 30 dias após tratamento. Da mesma forma, os homens devem
ser aconselhados a utilizar preservativo durante e pelo menos 90 dias após o tratamento
Leucopenia grave (diminuição dos leucócitos do sangue), neutropenia (diminuição dos
neutrófilos do sangue), anemia e trombocitopenia (diminuição das plaquetas do sangue),
pancitopenia (diminuição global de elementos do sangue como glóbulos brancos,
vermelhos e plaquetas), mielossupressão e anemia aplástica (deficiência na produção das
células sanguíneas) foram observadas em pacientes tratados com Cymevir®. A terapia
com Cymevir® não deve ser iniciada se a contagem absoluta de neutrófilos for inferior a
500 células/mcL ou a contagem de plaquetas for inferior a 25.000 células/mcL ou
hemoglobina menor que 8 g/dL. É recomendado que as células sanguíneas e as plaquetas
sejam monitoradas durante a terapia com Cymevir®. Em pacientes com leucopenia grave,
neutropenia, anemia e/ou trombocitopenia, é recomendado que o tratamento com fatores
de crescimento hematopoiético e/ou interrupção da dose seja considerado.
Cymevir® deve ser usado com cautela em pacientes com citopenias pré-existentes e em
pacientes recebendo medicamentos mielossupressores ou em radioterapia.
Agranulocitose (diminuição de granulócitos do sangue) geralmente ocorre durante a
primeira ou segunda semana de tratamento, mas pode ocorrer a qualquer momento
durante o tratamento. A contagem de células geralmente começa a se recuperar dentro de
3 a 7 dias após a descontinuação do medicamento. Fatores estimuladores de colônia
demonstraram aumentar a contagem de neutrófilos e glóbulos brancos em pacientes
recebendo a solução para tratamento da retinite por CMV. Devido à frequência de
neutropenia (diminuição dos neutrófilos do sangue), anemia e trombocitopenia
(diminuição das plaquetas do sangue) em pacientes recebendo o medicamento,
hemograma completo com contagem diferencial e de plaquetas deve ser realizado
frequentemente em todos os pacientes, especialmente em pacientes com insuficiência
renal e em pacientes nos quais o ganciclovir ou outros análogos de nucleosídeos tenham
anteriormente resultado em leucopenia, ou em quem a contagem de neutrófilos é inferior
a 1.000 células/μL no início do tratamento.
Em pacientes com alteração da função renal, ajustes na dose baseados no clearance de
creatinina são necessários (Ver em “6. COMO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?”). Convulsões, sedações, tonturas, ataxia (falta de coordenação dos
movimentos) e/ou confusão podem ocorrer em pacientes recebendo Cymevir®. Se
ocorrerem, tais efeitos poderão alterar tarefas que necessitem de concentração incluindo
habilidade para dirigir automóveis e operar máquinas.

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Cymevir® deve ser utilizado com cautela em pacientes com insuficiência renal porque a
eliminação do medicamento pode ser afetada. Se a função renal estiver prejudicada,
ajustes posológicos são recomendados. Níveis séricos aumentados de creatinina foram
relatados em pacientes idosos e em receptores de transplante recebendo tratamento
concomitante de medicamentos nefrotóxicos (ou seja, ciclosporina e anfotericina B).
Monitoramento da função renal durante a terapia é essencial, especialmente para
pacientes idosos e pacientes que recebem agentes concomitantes que podem causar
nefrotoxicidade (toxicidade aos rins).
Convulsões têm sido relatadas em pacientes tomando imipenem-cilastatina e
ganciclovir. O Cymevir® não deve ser utilizado concomitantemente com imipenem-
cilastatina, a menos que os potenciais benefícios superem os riscos. (Ver em “6.
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?”).
Zidovudina e Cymevir® têm cada um, o potencial de causar neutropenia e anemia.
Alguns pacientes podem não tolerar a terapia concomitante com dose plena. (Ver em
“6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?”).
A concentração plasmática de didanosina pode aumentar durante o tratamento
concomitante com Cymevir®, portanto, os pacientes devem ser cuidadosamente
monitorados quanto à toxicidade da didanosina (Ver em “6. COMO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO?”).
O uso concomitante de outras drogas sabidamente mielossupressoras ou associadas
com lesão renal e Cymevir® pode resultarem toxicidade adicional (Ver em 6. COMO
DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?).
Categoria de Risco C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Estudos experimentais em animais têm mostrado toxicidade reprodutiva, com defeitos de
nascimento ou outros efeitos no desenvolvimento do embrião/feto, no curso da gestação
ou no desenvolvimento peri ou pós-natal. Como a teratogenicidade tem sido observada
em estudos animais, mulheres em idade fértil devem ser orientadas para a utilização de
algum método anticoncepcional efetivo durante o tratamento. Pacientes do sexo
masculino devem ser orientados para a utilização de um método anticoncepcional de
barreira durante o tratamento, por pelo menos 90 dias após o término do tratamento com
Cymevir®. A segurança do Cymevir® para uso na gravidez não está estabelecida. O uso
de Cymevir® deve ser evitado em mulheres grávidas, a não ser que os benefícios para a
mãe superem os potenciais riscos para o feto. O desenvolvimento peri e pós-natal do
recém-nascido não tem sido estudado com a valganciclovir ou com o Cymevir®, mas a
possibilidade do ganciclovir sódico ser excretado no leite materno não pode ser
descartada. Entretanto, a decisão entre a descontinuação do medicamento ou da
amamentação, deve ser tomada levando-se em consideração os potenciais benefícios de
Cymevir® para a mãe.
Idosos: como pacientes idosos têm disfunção renal com frequência, Cymevir® deve ser
administrado a pacientes idosos com especial consideração pela sua função renal. (Ver
em “6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?” – Dosagens especiais:
Pacientes com disfunção renal).

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Crianças: a eficácia e segurança do ganciclovir sódico em pacientes pediátricos não
estão estabelecidas, incluindo o uso de Cymevir® para tratamento de infecções
congênitas ou neonatais por CMV. O uso do Cymevir® em crianças requer cuidado
devido ao potencial carcinogênico a longo prazo e a toxicidade na reprodução. Os
benefícios do tratamento devem ser considerados em relação aos riscos (Ver em “2.
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?” – Farmacocinética em situações
clínicas especiais).
Pacientes com insuficiência renal: em pacientes com alteração da função renal, ajustes
na dose baseados no clearance de creatinina são necessários.

Ganciclovir interage com outros medicamentos?

Da bula oficial · CYMEVIR

A adesão do ganciclovir sódico às proteínas plasmáticas é de apenas 1 a 2%, interações
de drogas envolvendo reposição de sítios de adesão não são esperadas.
Probenecida: pode aumentar a concentração sérica de ganciclovir sódico. Estas
alterações resultam de uma interação entre as drogas com uma competição pela excreção
tubular renal.
Zidovudina: em associação com Cymevir® podem causar neutropenia e anemia, alguns
pacientes podem não tolerar a terapia concomitante com doses plenas.
Didanosina: a concentração plasmática da didanosina aumentou de forma importante
quando administrado junto com Cymevir®. Com doses de Cymevir® I.V. de 5 e 10
mg/kg/dia, observou-se um aumento da AUC da didanosina que variou de 38% a 67%.
Este aumento não pode ser explicado pela competição pela excreção tubular renal, uma
vez que há um aumento na dose de didanosina excretada. Este aumento pode ser devido
a um aumento da biodisponibilidade e/ou diminuição do metabolismo. Não há nenhum
efeito clinicamente significante na concentração do ganciclovir sódico. Entretanto,
devido ao aumento na concentração plasmática da didanosina na presença do Cymevir®,
os pacientes devem ser monitorados de perto quanto à toxicidade da didanosina (ex.:
pancreatite).
Imipenem-Cilastatina: convulsões generalizadas têm sido relatadas em pacientes que
receberam imipenem-cilastatina e ganciclovir. Essas drogas não devem ser utilizadas
concomitantemente a menos que os benefícios potenciais se sobreponham aos riscos.
Pode haver aumento de toxicidade com outras drogas mielossupressoras ou associada à
disfunção renal.
Zalcitabina: a zalcitabina aumentou a AUC0-8 do Cymevir®. Não houve nenhuma
mudança estatisticamente significante em outros parâmetros farmacocinéticos avaliados.
Adicionalmente, não houve nenhuma mudança clinicamente relevante na farmacocinética
da zalcitabina na presença do ganciclovir sódico, embora um pequeno aumento na taxa
de eliminação constante tenha sido observado.
Estavudina: nenhuma interação estatisticamente significante foi observada quando a
estavudina e o Cymevir® foram administrados conjuntamente.

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Trimetoprima: a trimetoprima diminui de forma estatisticamente significante o
clearance renal do Cymevir® em 16,3% e isto estava associado com a diminuição
terminal, com correspondente aumento na meia-vida de 15%. No entanto, estas alterações
provavelmente não são clinicamente significantes. A única mudança estatisticamente
significante nos parâmetros farmacocinéticos da trimetoprima quando administrada
juntamente com Cymevir®, foi um aumento na Cmín. Entretanto, isto provavelmente não
é clinicamente significante e nenhum ajuste na dose é recomendado.
Ciclosporina: não há evidências de que a administração do Cymevir® afete a
farmacocinética da ciclosporina baseado numa comparação das concentrações de vale da
ciclosporina. Entretanto, houve alguma evidência de aumento nos valores máximos de
creatinina sérica após o início da terapia com Cymevir®.
Micofenolato de mofetila: baseado nos resultados de administração de dose única nas
doses recomendadas de ganciclovir I.V. e micofenolato de mofetila e dos efeitos
conhecidos da lesão renal na farmacocinética do MMF e do ganciclovir sódico, podemos
antecipar que a coadministração destas duas drogas (as quais têm o potencial para
competir pela excreção tubular renal) resultará num aumento das concentrações do ácido
micofenólico (MPAG) e do ganciclovir sódico.
Nenhuma alteração substancial na farmacocinética do ácido micofenólico é prevista e
nenhum ajuste na dose do MMF é necessário. Em pacientes com lesão renal nos quais o
MMF e o Cymevir®, são coadministrados, a dose recomendada do ganciclovir sódico
deve ser estabelecida de acordo com as dosagens especiais e os pacientes monitorados
cuidadosamente.

O que fazer em caso de superdose de Ganciclovir?

Da bula oficial · CYMEVIR

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- Toxicidade hematológica: mielossupressão, granulocitopenia (diminuição dos
granulócitos), leucopenia, aplasia medular (falência medular), neutropenia e
pancitopenia.
- Hepatotoxicidade: hepatite e alterações da função hepática.
- Toxicidade renal: insuficiência renal aguda, elevação da creatinina e piora da hematúria
(sangue na urina) em pacientes com lesão renal preexistentes.
- Toxicidade gastrintestinal: dor abdominal, diarreia e vômitos.
- Neurotoxicidade: conclusão e tremores generalizados.
Hemodiálise e hidratação podem ser úteis na redução dos níveis plasmáticos sanguíneos

Como guardar Ganciclovir?

Da bula oficial · CYMEVIR

MEDICAMENTO?
Cymevir® deve ser armazenado em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC), protegido da
luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua
embalagem original.
Após aberto, usar imediatamente.

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Depois de aberto este medicamento, por ser de caráter estéril, não se pode em hipótese
alguma a guarda e conservação das soluções utilizadas, devendo as mesmas serem
descartadas. Antes de serem administradas as soluções parenterais devem ser
inspecionadas visualmente para se observar a presença de partículas, turvação na solução,
fissuras e quaisquer violações na embalagem primária. Não utilizar se detectadas
partículas ou algum tipo de precipitado.
Características do produto: Líquido límpido, incolor e inodoro. Isento de partículas
estranhas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de
validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para
saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O modo correto de aplicação e administração do medicamento é pela via intravenosa.
Antes de serem administradas as soluções parenterais devem ser inspecionadas
visualmente para se observar a presença de partículas, turvação na solução, fissuras e
quaisquer violações na embalagem primária.
Via de administração: intravenosa
Uso adulto.
Dose padrão para tratamento de retinite por CMV e dose padrão para prevenção
em receptores de transplante:
Tratamento de indução: 5 mg/kg a cada 12 horas em pacientes com função renal normal,
por 14 – 21 dias para o tratamento da retinite e 7 – 14 dias para a prevenção em receptores
de transplante.
Tratamento de manutenção: 5mg/kg administrado por infusão intravenosa durante 1
hora, 1 vez por dia 7 dias/semana ou 6mg/kg 1 vez ao dia por 5 dias/semana.
Dosagens especiais:
Pacientes com disfunção renal: a dose do Cymevir® deve ser modificada como
mostrado na tabela abaixo:
Clearance de creatinina pode ser calculado pela creatinina sérica pela sua fórmula:
Pacientes do sexo masculino = ___(140 – idade [em anos]) x (peso [kg])___
(72) x (0,011 x creatinina sérica [mmol/L])
Para pacientes do sexo feminino = 0,85 x valor para o sexo masculino
Clarence de creatinina Dose de indução Dose de manutenção
≥ 70mL/min 5mg/kg a cada 12h 5mg/kg/dia
50 – 69mL/min 2,5mg/kg a cada 12h 2,50mg/kg/dia
24 - 49mL/min 2,5mg/kg/dia 1,25mg/kg/dia
10 – 24mL/min 1,25mg/kg/dia 0,625mg/kg/dia
< 10mL/min 1,25 mg/kg 3X por semana
depois da hemodiálise
0,625mg/kg 3X por
semana depois da
hemodiálise

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Idosos: a dose de ganciclovir sódico deve ser ajustada considerando sua condição renal.
Recomenda-se modificações da dosagem em pacientes com diminuição renal; a creatinina
sérica ou clearance de creatinina devem ser monitorados cuidadosamente.
Pacientes com leucopenia, leucopenia grave, anemia e trombocitopenia:
Leucopenia grave, neutropenia, anemia, trombocitopenia, mielossupressão e anemia
aplástica são observados em pacientes tratados com ganciclovir.
Como pacientes idosos têm disfunção renal com frequência, Cymevir® deve ser
administrado a pacientes idosos com especial consideração pela sua condição renal (Ver
em “6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?” – Dosagens especiais:
Pacientes com disfunção renal).
Crianças: a eficácia e segurança do ganciclovir sódico em pacientes pediátricos não está
estabelecida, incluindo o uso de Cymevir® para tratamento de infecções congênitas ou
neonatais por CMV. O uso do Cymevir® em crianças requer extremo cuidado devido ao
potencial carcinogênico a longo prazo e toxicidade na reprodução. Os benefícios do
tratamento devem ser considerados em relação aos riscos (Ver em “2. COMO ESTE
MEDICAMENTO FUNCIONA?” – Farmacocinética em situações clínicas especiais).
Duração do tratamento a critério médico.
Para administração de doses que variam de acordo com o peso do paciente,
Cymevir® deve ser administrado através de bomba de infusão.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou
cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Dor de cabeça, confusão e sepse ocorrem com frequência em pacientes tratados com
Cymevir®.
Os seguintes efeitos adversos podem ocorrer em pacientes tratados com ganciclovir
sódico. Alguns deles podem ser devidos a doença de base.

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Em pacientes transplantados tratados com Cymevir® a elevação da creatinina sérica (>2,5
mg/dl) foi muito frequente. Em receptores de medula óssea, a neutropenia <1000
células/μl foi mais frequente em pacientes tratados com Cymevir®, do que no grupo
controle.
Sistema hematológico e linfático: leucopenia, anemia, eosinofilia (aumento da
concentração de eosinófilos no sangue), anemia hipocrômica (diminuição do teor de
hemoglobina nos eritrócitos), depressão medular, pancitopenia e trombocitopenia.
Sistema digestivo: dor abdominal, constipação, diarreia, dispepsia (indigestão), disfagia
(dificuldade de deglutição), eructação, incontinência fecal, flatulência, hemorragia,
alterações nos exames de função hepática, ulceração de mucosa, náuseas, distúrbios da
língua, vômitos e pancreatite.
Efeitos sistêmicos: aumento do abdome, anorexia, astenia (fraqueza), celulite, dor no
peito, edema, febre, dor de cabeça, infecção, abscesso (pus) no local da injeção,
hemorragia no local da injeção, reação inflamatória no local da injeção, mal-estar, dor,
reação de fotossensibilidade e sepse (infecção generalizada).
Cardiovascular: arritmia (distúrbio no ritmo dos batimentos cardíacos), trombose venosa
profunda, hipertensão, hipotensão, vasodilatação e enxaqueca.
Respiratório: aumento da tosse e dispneia (falta de ar).
Sistema nervoso central: sonhos e pensamentos anormais, alteração da marcha,
ansiedade, ataxia (falta de coordenação dos movimentos), coma, confusão, depressão,
tonturas, boca seca, euforia, hiperestesia (hipersensibilidade), insônia, reação maníaca,
nervosismo, parestesia (sensações cutâneas como formigamento, pressão, frio ou
queimação nas mãos, braços, etc.), psicose, convulsões, sonolência e tremor.
Pele e anexos: acne, alopecia, herpes simples, rash maculopapular, prurido, rash,
sudorese, urticária.
Sentidos especiais: alteração da visão, ambliopia (diminuição da acuidade visual uni ou
bilateral), cegueira, conjuntivite, surdez, dor ocular, glaucoma (aumento da pressão
intraocular), descolamento de retina, retinite, perversão do paladar e distúrbios no humor
vítreo.
Metabólico/nutricional: aumento de fosfatase alcalina, aumento de creatinina, aumento
de creatininafosfoquinase, diminuição do açúcar no sangue, hipocalemia, aumento de
desidrogenase láctea e aumento de SGOT e SGPT.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de
reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através
do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

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