Bula simplificada
Bula de Fosfato dissódico de dexametasona
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Fosfato dissódico de dexametasona — A. Por injeção intravenosa ou intramuscular, quando não seja viável a terapia oral: Insuficiência adrenocortical primária: O fosfato dissódico de dexametasona injetável possui atividade predominantemente glicocorticoide, com baixa atividade mineralocorticoide.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para FOSFATO DISSODICO DE DEXAMETASONA
Para que serve Fosfato dissódico de dexametasona?
Da bula oficial · FOSFATO DISSODICO DE DEXAMETASONA
A. Por injeção intravenosa ou intramuscular, quando não seja viável a terapia oral:
Insuficiência adrenocortical primária: O fosfato dissódico de dexametasona injetável possui
atividade predominantemente glicocorticoide, com baixa atividade mineralocorticoide. Por isso,
não constitui terapia completa de substituição e seu uso deve ser suplementado com sal e/ou
desoxicorticosterona. Quando assim suplementado, o fosfato dissódico de dexametasona injetável
é indicado na deficiência de toda atividade adrenocortical, como na insuficiência adrenocortical
primária (doença de Addison) ou após adrenalectomia bilateral, que requer substituição da
atividade glicocorticoide e mineralocorticoide.
Insuficiência adrenocortical relativa: na insuficiência adrenocortical relativa, que pode ocorrer
após a cessação da terapia prolongada com doses supressivas de hormônios adrenocorticais, a
secreção mineralocorticoide pode estar inalterada. A substituição por hormônio que atue
predominantemente como glicocorticoide pode ser suficiente para restabelecer a função
adrenocortical. Quando é imperativo instituir-se imediata proteção, fosfato dissódico de
dexametasona injetável pode ser eficaz dentro de minutos após a aplicação e constituir medida
capaz de salvar a vida.
Proteção pré e pós-operatória: pacientes submetidos à adrenalectomia bilateral ou
hipofisectomia ou a qualquer outro procedimento cirúrgico, em que a reserva adrenocortical for
duvidosa e no choque pós-operatório refratário à terapia convencional.
Tireoidite subaguda
Choque: o fosfato dissódico de dexametasona injetável é recomendado para o tratamento auxiliar
do choque, quando se necessitam altas doses (farmacológicas) de corticosteroides como, por
exemplo, no choque grave de origem hemorrágica, traumática ou cirúrgica. O tratamento com
fosfato dissódico de dexametasona injetável é auxiliar e não substituto das medidas específicas ou
de apoio que o paciente possa requerer.
Distúrbios reumáticos: como terapia auxiliar na administração a curto prazo (durante episódio
agudo ou exacerbação) em espondilose pós-traumática, sinovite da espondilose, artrite
reumatoide, incluindo artrite reumatoide juvenil (casos selecionados podem requerer terapia de
manutenção com baixas doses), bursite aguda e subaguda, epicondilite (inflamação dos tendões
do cotovelo), tenossinovite aguda inespecífica (inflamação do líquido sinovial que fica entre as
articulações e tendões), artrite gotosa aguda, artrite psoriática (inflamação das articulações em
pessoas com psoríase, uma doença crônica na pele) e espondilite anquilosante (doença
caracterizada pela inflamação da coluna vertebral e das grandes articulações, provocando rigidez
e dor).
Doença do colágeno: durante exacerbação ou terapia de manutenção em casos selecionados de
“lupus” eritematoso disseminado [sistêmico] e cardite reumática aguda não especificada.
Doenças dermatológicas: pênfigo não especificado (formação de bolhas na pele e mucosas),
eritema polimorfo grave (eritema multiforme), dermatite esfoliativa, dermatite herpetiforme
bolhosa (doença caracterizada pelo aparecimento de bolhas com sensação de queimação e
coceira), dermatite seborreica grave não especificada (doença da pele provocando vermelhidão,
descamação oleosa e coceira), psoríase grave e micose fungoide.
Estados alérgicos: controle de afecções alérgicas graves ou incapacitantes, intratáveis com
tentativas adequadas de tratamento convencional, asma brônquica, dermatite de contato não
especificada (reação alérgica da pele pelo contato de substâncias), dermatite atópica não
especificada (inflamação crônica da pele), outras reações do soro (reação alérgica tardia causando
febre, coceira, entre outros sintomas), rinites alérgicas perenes (durante todo o ano) ou sazonais
(em épocas do ano), reações de hipersensibilidade (alergia) a drogas, reações urticariformes por
transfusão, edema da laringe não infeccioso agudo e choque anafilático não especificado
(epinefrina é o medicamento de primeira escolha).
Oftalmopatias (doenças dos olhos): graves processos alérgicos e inflamatórios, agudos e
crônicos envolvendo os olhos e seus anexos, tais como: conjuntivite alérgica (inflamação da
conjuntiva, uma parte do olho), ceratite não especificada (inflamação da córnea, uma parte do
olho), úlceras de córnea marginais alérgicas, herpes zóster oftálmico, irite e iridociclite não
especificada (inflamação da íris e do corpo ciliar, partes do olho), coriorretinite, uveíte posterior
(inflamação da úvea, uma parte do olho) e coroidite difusas, neurite óptica (inflamação de um
nervo do olho), oftalmia simpática (um tipo de inflamação dos olhos, geralmente após um
trauma) e inflamação do segmento anterior do olho.
Doenças gastrintestinais: para apoiar o tratamento durante o período crítico da doença em colite
ulcerativa (terapia sistêmica) e doença de Crohn [enterite regional] (terapia sistêmica).
Doenças respiratórias: sarcoidose não especificada do pulmão sintomática (aparição de
pequenos nódulos inflamatórios nos pulmões), eosinofilia pulmonar (aumento de um tipo de
célula de defesa do organismo nos pulmões), não classificada em outra parte (síndrome de
Loeffler) não controlável por outros meios, beriliose (inflamação nos pulmões causada pela
inalação de poeira e gases de berílio), tuberculose pulmonar fulminante ou disseminada, quando
simultaneamente acompanhada de quimioterapia antituberculosa adequada (tratamento para
tuberculose) e pneumonite devida a alimento ou vômito (inflamação dos pulmões causada pela
aspiração de alimentos e vômito).
Distúrbios hematológicos (doença no sangue): anemia hemolítica adquirida (autoimune),
púrpura trombocitopênica idiopática em adultos (doença do sangue caracterizada pela diminuição
do número de plaquetas podendo haver a formação de manchas roxas na pele) (administração
somente intravenosa; é contraindicada a via intramuscular), trombocitopenia secundária em
adultos, aplasia pura da série vermelha, adquirida [eritroblastopenia] (anemia por deficiência de
hemácias) e anemia hipoplástica constitucional (eritroide).
Doenças neoplásicas: no tratamento paliativo de distúrbios do metabolismo do cálcio associada
ao câncer, leucemias e linfomas do adulto e leucemia aguda da infância.
Estados edematosos (com inchaço): para induzir diurese (urina) ou remissão da proteinúria na
síndrome nefrótica sem uremia, do tipo idiopático ou devido ao “lupus” eritematoso.
Edema cerebral (inchaço no cérebro): o fosfato dissódico de dexametasona injetável pode ser
usado para tratar pacientes com edema cerebral de várias causas: a) associado com tumores
cerebrais primários ou metastáticos, b) associado com neurocirurgia, c) associado com lesão
craniana ou pseudotumor cerebral, d) associado com acidente vascular cerebral ("ictus" cerebral),
exceto hemorragia intracerebral. Também pode ser utilizado no pré-operatório de pacientes com
hipertensão intracraniana (aumento da pressão cerebral) secundária a tumores cerebrais ou como
medida paliativa em pacientes com neoplasias cerebrais inoperáveis ou recidivantes. O uso de
fosfato dissódico de dexametasona injetável no edema cerebral não constitui substituto de
cuidadosa avaliação neurológica e tratamento definitivo, tal como neurocirurgia ou outros
tratamentos específicos.
Várias: meningite tuberculosa (inflamação da membrana que reveste o cérebro causada pelo
bacilo da tuberculose) com bloqueio subaracnoide ou bloqueio iminente, quando
simultaneamente acompanhado por adequada quimioterapia antituberculosa, triquinose (doença
causada pelo parasita Trichinella) com comprometimento neurológico ou miocárdico.
Prova Diagnóstica da Hiperfunção Adrenocortical
Síndrome da angústia respiratória do recém-nascido: profilaxia pré-natal. O uso de fosfato
dissódico de dexametasona injetável em mães com alto risco de parto prematuro mostrou reduzir
a incidência da síndrome da angústia respiratória do recém-nascido.
B. Por injeção intra-articular ou nos tecidos moles: como terapia auxiliar para administração a
curto prazo (para apoio do paciente durante episódio agudo ou exacerbação) em sinovite da
osteartrite, artrite reumatoide não especificada, bursite aguda e subaguda, artrite gotosa aguda,
epicondilite, tenossinovite aguda inespecífica e osteoartrite pós-traumática.
C. Por injeção intralesional: cicatriz queloides, lesões inflamatórias localizadas hipertróficas,
infiltradas de líquen plano, psoríase vulgar em placas, granuloma anular (inflamação benigna na
pele, caracterizada em geral por lesões em forma de anel) e líquen simples crônico
(neurodermatite) (doença na pele geralmente por causas emocionais), “lupus” eritematoso
discoide, Necrobiosis lipoidica diabeticorum, alopecia areata (uma forma de perda de
cabelos/pelos em áreas do corpo, geralmente no couro cabeludo).
Pode também ser útil em tumores císticos de aponeurose (a aponeurose não tem origem muscular
e funciona como um invólucro ao redor dos músculos) ou tendão (gânglios).
D. Por injeção intravenosa: pacientes com covid-19 grave (saturação de oxigênio < 90% em ar
ambiente, sinais de pneumonia, sinais de desconforto respiratório grave) ou crítica (necessidade
de tratamento de manutenção da vida, síndrome do desconforto respiratório agudo, sepse e
choque séptico).
Como Fosfato dissódico de dexametasona funciona no organismo?
Da bula oficial · FOSFATO DISSODICO DE DEXAMETASONA
O fosfato dissódico de dexametasona injetável é um corticosteroide potente, altamente eficaz e
versátil, que por ser uma verdadeira solução, pode ser administrado pela via intravenosa,
intramuscular, intra-articular, intralesional ou nos tecidos moles. Por isso é usado condições nas
quais os efeitos anti-inflamatórios (contra a inflamação) e imunossupressores (diminuição da
atividade de defesa do organismo) dos corticosteroides (classe medicamentosa da dexametasona)
são desejados.
O tempo médio estimado para início da ação depois que você receber fosfato dissódico de
dexametasona injetável para o tratamento de reações alérgicas por via intramuscular, é de 8 a 24
horas.
Como usar Fosfato dissódico de dexametasona? Qual a dose?
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possibilidade de prejudicar-se a secreção mineralocorticoide, deve-se administrar conjuntamente
sal e/ou mineralocorticoide. Após terapia prolongada, a retirada dos corticosteroides pode resultar
em sintomas de síndrome da retirada de corticosteroides, compreendendo febre, mialgia (dor
muscular), artralgia (dor nas articulações) e mal-estar. Isso pode ocorrer mesmo em pacientes
sem sinais de insuficiência suprarrenal (glândula responsável pela produção de alguns
hormônios).
A administração de vacinas com vírus vivos é contraindicada caso esteja recebendo doses
imunossupressoras de corticosteroides. Se forem administradas vacinas com vírus ou bactérias
inativadas em indivíduos recebendo doses imunossupressoras de corticosteroides, a resposta
esperada de anticorpos séricos pode não ser obtida. Entretanto, pode ser feito procedimento de
imunização em pacientes que estejam recebendo corticosteroides como terapia de substituição
como, por exemplo, na doença de Addison (doença rara onde as glândulas adrenais não
produzem hormônio cortisol e, algumas vezes, a aldosterona, em quantidade suficiente).
O uso de fosfato dissódico de dexametasona injetável em altas dosagens ou por tempo
prolongado pode causar imunossupressão semelhante a outros corticosteroides. O uso de fosfato
dissódico de dexametasona injetável na tuberculose ativa deve restringir-se aos casos de doença
fulminante ou disseminada, em que se usa o corticosteroide para o controle da doença, em
conjunção com o tratamento antituberculoso adequado. Se houver indicação de corticosteroides
em pacientes com tuberculose latente ou reação à tuberculina, torna-se necessária estreita
observação, dada a possibilidade de ocorrer reativação da moléstia. Durante tratamento
prolongado com corticosteroide, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia.
Os esteroides devem ser utilizados com cautela na colite ulcerativa inespecífica (inflamação dos
intestinos com formação de feridas), se houver probabilidade de iminente perfuração, abcessos ou
outras infecções piogênicas (com pus), diverticulite (inflamação de parte do intestino grosso),
anastomose intestinal recente (ligação de partes do intestino), úlcera péptica ativa ou latente,
insuficiência renal (dos rins), hipertensão (aumento da pressão arterial), osteoporose e “miastenia
gravis” (doença que acomete os nervos e músculos causando cansaço). Sinais de irritação
peritoneal, após perfuração gastrintestinal, em pacientes recebendo grandes doses de
corticosteroides, podem ser mínimos ou ausentes. Tem sido relatada embolia gordurosa
(rompimento de vasos com mistura da medula óssea com o sangue, obstruindo os vasos capilares)
como possível complicação do hipercortisolismo. Nos pacientes com hipotireoidismo
(diminuição da função da tireoide) e nos cirróticos há maior efeito dos corticosteroides.
Em alguns pacientes os esteroides podem aumentar ou diminuir a motilidade (movimento) e o
número de espermatozoides. Os corticosteroides podem mascarar alguns sinais de infecção e
novas infecções podem aparecer durante o seu uso. Na malária cerebral, o uso de corticosteroides
está associado com prolongamento do coma e a maior incidência de pneumonia e hemorragia
gastrintestinal. Os corticosteroides podem ativar amebíase latente ou estrongiloidíase ou
exacerbar a moléstia ativa.
Portanto, é recomendado excluir a amebíase latente ou ativa e a estrongiloidíase antes de iniciar a
terapia com corticosteroide em qualquer paciente sob o risco ou com sintomas sugestivos dessas
condições.
O uso prolongado dos corticosteroides pode produzir catarata subcapsular posterior (opacidade na
parte superior do cristalino), glaucoma (aumento da pressão intraocular) com possível lesão do
nervo óptico e estimular o desenvolvimento de infecções oculares secundárias devidas a fungos
ou vírus. Os corticosteroides devem ser usados com cuidado em pacientes com herpes simples
oftálmico devido à possibilidade de perfuração corneana.
As crianças de qualquer idade, em tratamento prolongado com corticosteroides, devem ser
cuidadosamente observadas quanto ao seu crescimento e desenvolvimento. A injeção intra-
articular de corticosteroide pode produzir efeitos sistêmicos e locais. Pronunciado aumento da dor
acompanhado de tumefação (aumento do volume) local, maior restrição do movimento articular,
febre e mal-estar são sugestivos de artrite séptica. Se ocorrer esta complicação e confirmar-se o
diagnóstico de sepsis, deve-se instituir terapia antimicrobiana adequada. Deve-se evitar a injeção
local de esteroide em área infectada.
É necessário o exame adequado de qualquer líquido presente na articulação, a fim de se excluir
processos sépticos. Frequentes injeções intra-articulares podem resultar em dano para os tecidos
articulares. Os corticosteroides não devem ser injetados em articulações instáveis. Você será
energicamente advertido sobre a importância de não usar demasiadamente as articulações
sintomaticamente beneficiadas enquanto o processo inflamatório permanecer ativo.
Gravidez e lactação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.
Pelo fato de não serem realizados estudos de reprodução humana com corticosteroides, o uso
destas substâncias na gravidez ou na mulher em idade fértil requer que os benefícios previstos
sejam confrontados com os possíveis riscos para a mãe e o embrião ou feto. Crianças nascidas de
mães que receberam durante a gravidez doses substanciais de corticosteroides devem ser
cuidadosamente observadas quanto a sinais de hipoadrenalismo (menor funcionamento da
glândula adrenal). Os corticosteroides aparecem no leite materno e podem inibir o crescimento,
interferir na produção endógena de corticosteroides ou causar outros efeitos indesejáveis. Mães
que tomam doses farmacológicas de corticosteroides devem ser advertidas no sentido de não
amamentarem.
Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos
que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à
possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o
diagnóstico precoce e tratamento.
Este medicamento pode causar doping.
Quem não deve usar Fosfato dissódico de dexametasona?
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O fosfato dissódico de dexametasona injetável está contraindicado em casos de infecções
fúngicas sistêmicas (infecções no organismo causadas por fungos), hipersensibilidade (alergia) ao
medicamento e a administração de vacina de vírus vivo (vide “4. O que devo saber antes de usar
este medicamento?”).
Quais os cuidados ao usar Fosfato dissódico de dexametasona?
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O fosfato dissódico de dexametasona injetável contém bissulfito de sódio, um sulfito que pode
provocar reações alérgicas, inclusive sintomas de anafilaxia (reação alérgica) e episódios
asmáticos com risco de vida ou menos severos em alguns indivíduos suscetíveis. A prevalência
global de sensibilidade a sulfitos na população em geral é desconhecida e provavelmente baixa. A
sensibilidade a sulfito é encontrada mais frequentemente em indivíduos asmáticos do que nos não
asmáticos.
Os corticosteroides podem exacerbar as infecções fúngicas (por fungos) sistêmicas e, portanto,
não devem ser usados na presença de tais infecções, a menos que sejam necessários para o
controle de reações medicamentosas devido à anfotericina B (medicamento usado para inibir o
crescimento dos fungos). Além disso, foram reportados casos nos quais, o uso concomitante de
anfotericina B e hidrocortisona foi seguido de hipertrofia cardíaca (aumento do coração) e
insuficiência cardíaca congestiva (incapacidade de o coração efetuar as suas funções de forma
adequada).
Relatos da literatura sugerem uma aparente associação entre o uso de corticosteroides e ruptura
da parede livre do ventrículo esquerdo (parte do coração) após infarto recente do miocárdio;
portanto, terapia com corticosteroides deve ser utilizada com muita cautela nestes pacientes.
Doses médias e grandes de hidrocortisona ou cortisona podem causar elevação da pressão
arterial, retenção de sal e água e maior excreção de potássio. Tais efeitos são menos prováveis
com os derivados sintéticos (dexametasona), salvo quando se utilizam grandes doses. Pode ser
necessária a restrição dietética de sal e suplementação de potássio. Todos os corticosteroides
aumentam a excreção (eliminação) de cálcio.
A insuficiência adrenocortical secundária induzida por drogas (diminuição na fabricação e
secreção dos hormônios adrenocorticais, em especial os glicocorticoides, causada por
medicamentos) pode resultar da retirada muito rápida de corticosteroide e pode ser minimizada
pela redução posológica gradual. Este tipo de insuficiência relativa pode persistir por meses após
a cessação do tratamento. Por isso, em qualquer situação de estresse que ocorra durante esse
Quais os efeitos colaterais de Fosfato dissódico de dexametasona?
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ao tratamento corticosteroide parenteral: raros casos de cegueira associados com tratamento
intralesional na região da face e da cabeça, hiperpigmentação ou hipopigmentação, atrofia
subcutânea e cutânea, abscesso estéril, fogacho após injeção (em seguida ao uso intra-articular),
artropatia do tipo Charcot (deformação das articulações) e síndrome de lise tumoral.
Durante a experiência pós-comercialização com o fosfato dissódico de dexametasona, foram
Fosfato dissódico de dexametasona interage com outros medicamentos?
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Interação Medicamento-Medicamento:
-Gravidade maior:
Efeito da interação: redução da eficácia antitumor.
Medicamento: aldesleucina.
Efeito da interação: redução do limiar de convulsão.
Medicamento: bupropiona.
Efeito da interação: redução das concentrações plasmáticas do outro medicamento.
Medicamento: darunavir, desatinibe, etaverina, fosamprenavir, imatinibe, ixabelpilona,
lapatinibe, nilotinibe, praziquantel, quetiapina, romidepsina, sunitinibe e tensirolimo.
Efeito da interação: aumento do risco de infecção pelo microrganismo da vacina.
Medicamento: vacina de rotavírus vivo.
Efeito da interação: aumento do risco de desenvolver necrólise epidermoide bolhosa.
Medicamento: talidomida.
-Gravidade moderada:
Efeito da interação: aumento do risco de sangramento e/ou redução do efeito do outro
medicamento.
Medicamento: acenocumarol, dicumarol, femprocumona, fluindiona e varfarina.
Efeito da interação: aumento do risco de ruptura de tendão.
Medicamento: alatrofloxacino, balofloxacino, cinoxacino, ciprofloxacino, clinafloxacino,
enoxacino, esparfloxacino, fleroxacino, flumequina, gemifloxacino, grepafloxacino,
levofloxacino, lomefloxacino, mesilato de trovafloxacino, moxifloxacino, norfloxacino,
oflaxacino, pefloxacino, prulifloxacino, rosoxacino, rufloxacino, temafloxacino e tosufloxacino.
Efeito da interação: redução do efeito do outro medicamento, fraqueza muscular e miopatia
prolongada.
Medicamento: alcurônio, atracúrio, cisatracúrio, doxacúrio, galamina, hexafluorônio,
metocurine, mivacúrio, pancurônio, pipecurônio, rocurônio, tubecurarina e vecurônio.
Efeito da interação: redução da eficácia da dexametasona.
Medicamento: aminoglutatimida, carbamazepina, equinácea, fenitoína, fosfenitoína, Ma Huang,
primidona, rifampicina e rifapentina.
Efeito da interação: prolongamento do efeito da dexametasona.
Medicamento: acetato de medroxiprogesterona, cipionato de estradiol, desogestrel, diacetato de
etinodiol, dienogeste, drospirenona, etinilestradiol, etonogestrel, levonorgestrel, mestranol,
norelgestromina, noretisterona, norgestimato, norgestrel, valerato de estradiol e Saiboku-To.
Efeito da interação: aumento do risco de hipocalemia.
Medicamento: anfotericina B lipossomal.
Efeito da interação: redução das concentrações plasmáticas do outro medicamento.
Medicamento: amprenavir, caspofungina, indinavir, mifepristona e sorafenibe.
Efeito da interação: resposta imunológica inadequada.
Medicamento: vacina adsorvida de antrax, vacina do bacilo vivo de Calmette-Guerin, vacina
adsorvida do toxóide diftérico, vacina de Haemophilus B, vacina inativada de hepatite A, vacina
do vírus da Influenza, vacina da doença de Lyme (OspA recombinante), vacina de vírus vivo do
sarampo, vacina meningocócica, vacina de vírus vivo da caxumba, vacina da coqueluche, vacina
conjugada difteria e pneumocócica, vacina pneumocócica polivalente, vacina do vírus vivo da
poliomielite, vacina da raiva, vacina do vírus vivo da rubéola, vacina da varíola, toxoide tetânico,
vacina tifoide, vacina do vírus da varicela e vacina do vírus da febre amarela.
Efeito da interação: aumento da exposição sistêmica à dexametasona.
Medicamento: aprepitanto e fosaprepitanto.
Efeito da interação: aumento do risco de ulceração gastrintestinal e concentrações séricas de
aspirina subterapêuticas.
Medicamento: ácido acetilsalicílico.
Efeito da interação: redução da eficácia do outro medicamento.
Medicamento: delavirdina, everolimo, mifepristona, saquinavir e tretinoína.
Efeito da interação: aumento do risco de linfocitopenia e/ou hiperglicemia.
Medicamento: irinotecano.
Efeito da interação: aumento da concentração plasmática da dexametasona e aumento do risco
de seus efeitos adversos (miopatia, intolerância à glicose e Síndrome de Cushing).
Medicamento: itraconazol, licorice e ritonavir.
Efeito da interação: aumento dos efeitos mieloproliferáticos do sargramostim.
Medicamento: sargramostim.
-Gravidade menor:
Efeito da interação: aumento do risco de eventos adversos do albendazol.
Medicamento: albendazol.
Efeito da interação: redução da reatividade à tuberculina.
Medicamento: tuberculina.
Interação Medicamento-Exame Laboratorial:
-Gravidade menor:
Efeito da interação: falso aumento dos níveis séricos de digoxina.
Exame Laboratorial: dosagem sérica de digoxina.
Efeito da interação: redução da retenção de I131 e da concentração de iodeto ligado à proteína.
Exames Laboratoriais: cintilografia tireoidiana diagnóstica e de controle para tireoidites.
Efeito da interação: resultado falso-negativo.
Exames Laboratoriais: teste de nitrotetrazólio azul e testes dermatológicos.
A literatura cita ainda as seguintes interações, apesar de não possuírem significância clínica
relatada:
-O ácido acetilsalicílico deve ser usado com cautela em conjunto com corticosteroides em
hipoprotrombinemia
-fenitoína, fenobarbital, efedrina e rifampicina podem acentuar a depuração metabólica dos
corticosteroides, resultando em níveis sanguíneos diminuídos e atividade fisiológica diminuída,
O que fazer em caso de superdose de Fosfato dissódico de dexametasona?
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eventualidade de ocorrer superdose não há antídoto específico, o tratamento é de suporte e
sintomático.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001,
se você precisar de mais orientações.
Como guardar Fosfato dissódico de dexametasona?
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MEDICAMENTO?
CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE (15 A 30°C). PROTEGER DA LUZ E
UMIDADE.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Características do medicamento: Solução límpida incolor.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Modo de usar
Passo 1: Posicionamento do ponto OPC e da ampola
1. Localizar e posicionar o ponto colorido para o lado oposto ao seu polegar.
2. Segurar no corpo da ampola, deixando-a na posição de aproximadamente 45 graus, observando
a localização do ponto colorido.
Passo 2: Posição adequada dos dedos
1. Posição dos dedos indicador e polegar da outra mão.
- Dedo indicador: envolve a haste da ampola logo acima do balão.
- Ponta do dedo polegar: apoia no estrangulamento (lado oposto ao ponto de tinta e a incisão).
2. Puxe a haste para trás (para si mesmo) com o apoio dos dedos indicador e polegar.
Este medicamento é apresentado nas seguintes concentrações: fosfato dissódico de dexametasona
injetável 4,372mg - cada mL contém 4mg de fosfato de dexametasona (igual a 3,33mg de
dexametasona ou cerca de 100mg de hidrocortisona).
Esta preparação pode ser retirada diretamente da ampola para aplicação, sem necessidade de
mistura ou diluição. Ou se preferido, pode ser adicionada a solução fisiológica ou glicosada, sem
perda de potência, e administrado gota a gota por via intravenosa.
A segurança e eficácia de fosfato dissódico de dexametasona injetável somente é garantida na
administração pelas vias intravenosa, intramuscular, intra-articular, intralesional ou nos
tecidos moles.
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