Bula simplificada
Bula de Fenitoína sódica
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Fenitoína sódica — aumentado para a fenitoína. Portanto, os pacientes devem ser monitorados quanto aos sinais de comportamento ou intenções suicidas e um tratamento adequado deve ser considerado. Informe ao médico caso surjam sinais de comportamento ou intenções suicidas.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para FENITAL
Para que serve Fenitoína sódica?
Da bula oficial · FENITAL
aumentado para a fenitoína. Portanto, os pacientes devem ser monitorados quanto aos sinais de comportamento ou
intenções suicidas e um tratamento adequado deve ser considerado. Informe ao médico caso surjam sinais de
comportamento ou intenções suicidas.
Faça uma boa higiene dentária durante o tratamento com Fenital®, a fim de minimizar o desenvolvimento de hiperplasia
gengival (aumento não inflamatório das gengivas produzido por fatores outros que a irritação local) e suas complicações.
Níveis plasmáticos de Fenitoína acima da faixa considerada terapêutica pode produzir estados confusionais referidos como
delirium, psicose ou encefalopatia ou, raramente disfunção cerebelar irreversível. Portanto, recomenda-se monitorar os
níveis plasmáticos aos primeiros sinais de toxicidade aguda. A redução da dose Fenital® é indicada se as concentrações de
Fenitoína forem excessivas; se os sintomas persistirem, o tratamento com Fenital® deve ser descontinuado.
O fígado é o principal órgão de biotransformação da Fenitoína; pacientes com insuficiência hepática, idosos ou pessoas
gravemente doentes podem demonstrar sinais precoces de toxicidade.
Fenital® deve ser administrado com cautela em casos de insuficiência hepática.
Os medicamentos antiepiléticos não devem ser interrompidos abruptamente devido a um possível aumento na frequência
de crises, incluindo o status epilético. Quando, a critério do médico, houver necessidade de redução da dose,
descontinuação do tratamento ou substituição por uma terapia alternativa, isso deve ser feito gradualmente. No entanto, no
caso de uma reação alérgica ou reação de hipersensibilidade, pode ser necessária a substituição rápida por uma terapia
alternativa. Nesse caso, a terapia alternativa deve ser um medicamento antiepilético que não pertença à classe da
hidantoína.
A depuração da Fenitoína tende a diminuir com o aumento da idade. Portanto, pacientes idosos podem precisar de doses
mais baixas.
Gravidez e amamentação
Diversos relatos sugerem que o uso de medicamentos antiepilépticos por mulheres epilépticas pode levar a efeitos
teratogênicos (que causa malformação durante a gestação) em crianças nascidas destas mulheres. A maioria dos casos está
relacionada à fenitoína e ao fenobarbital, que são os medicamentos para tratar a convulsão mais comumente indicados
pelos médicos.
Relatos informais ou menos sistemáticos sugerem uma possível associação similar com o uso de todos os medicamentos
anticonvulsivantes conhecidos. Uma relação causa-efeito definitiva não foi estabelecida uma vez que fatores genéticos ou
a própria epilepsia podem ter papel importante na causa de anomalias (malformação) congênitas (ao nascimento).
A grande maioria das gestantes epilépticas tratadas com medicamento antiepiléptico tem bebês normais. Deve-se estar
atento ao fato de que o tratamento antiepiléptico não deve ser interrompido em pacientes nas quais o medicamento previne
a ocorrência de crises epilépticas de grande mal (que acometem todo o corpo), devido à alta possibilidade de antecipação
do estado de mal epiléptico acompanhado de hipóxia falta de oxigênio em um ou mais tecidos) e de risco de morte. Em
casos particulares, nos quais a gravidade e frequência das crises são tais que a retirada do medicamento não representa
ameaça séria ao paciente, deve-se considerar a interrupção do tratamento antes ou durante a gravidez, embora não exista
segurança que mesmo crises epilépticas menores não representem algum perigo ao desenvolvimento do feto.
Riscos à gestante: durante a gravidez pode ocorrer um aumento na frequência das crises epilépticas em uma grande
proporção de pacientes, devido a alterações farmacocinéticas da fenitoína. Por isso, recomenda-se um monitoramento
frequente dos níveis plasmáticos de fenitoína em mulheres grávidas como guia para um ajuste posológico adequado.
Como Fenitoína sódica funciona no organismo?
Da bula oficial · FENITAL
A fenitoína é um medicamento que pode ser utilizado no tratamento da epilepsia (transtorno caracterizado por episódios
recorrentes de alteração na função do cérebro devido à súbita descarga dos neurônios, excessiva e desordenada). O
principal local de ação parece ser a região do cérebro que inibe a propagação das crises epilépticas.
Os níveis terapêuticos no estado de equilíbrio são alcançados em pelo menos 7 a 10 dias após o início do tratamento com
doses recomendadas de 300 mg/dia.
Como usar Fenitoína sódica? Qual a dose?
Da bula oficial · FENITAL
Há um risco potencial de carcinogenicidade (câncer) após a exposição in útero à fenitoína. Casos de neoplasia em crianças
foram reportados na literatura.
Má-formação congênita
Os dados disponíveis sugerem que a exposição no útero à Fenitoína está associada a um aumento da prevalência de
malformações congênitas. Não foram confirmados padrões específicos de malformações congênitas. Dados
epidemiológicos, em particular uma metanálise Cochrane (Weston et al, 2016) e um estudo de coorte do registro EURA P
(Tomson et al. 2018) mostram uma prevalência de grandes malformações congênitas estimadas entre 5,38% e 6,4% após a
exposição pré-natal ao fenitoína. O risco é 2 a 3 vezes maior do que para a população em geral.
As mulheres com potencial para engravidar devem ser informadas dos riscos e benefícios do uso de fenitoína durante a
gravidez. Mulheres em idade fértil devem usar métodos contraceptivos eficazes, sem interrupção durante toda a duração do
tratamento com Fenital® e por 14 dias após a interrupção do tratamento com Fenital®.
Se uma mulher planeja a gravidez, devem ser feitos todos os esforços para mudar um tratamento alternativo apropriado
antes da concepção e antes que a contracepção seja interrompida.
Se uma mulher engravidar, avalie cuidadosamente os riscos e benefícios do tratamento com Fenital® para a mulher e seu
feto, e se o tratamento com Fenital® pode ser continuado ou precisa ser mudado para um tratamento alternativo
apropriado.
Durante a gravidez, pode ocorrer um aumento na frequência de crises em uma grande proporção de pacientes devido a
alterações na farmacocinética da Fenitoína. Recomenda-se o monitoramente frequente dos níveis plasmáticos de Fenitoína
em mulheres grávidas com um guia para o ajuste posológico adequado. No entanto, após o parto, provavelmente será
indicado retornar à dosagem original.
Converse com seu médico, caso tenha epilepsia e tenha suspeita de gravidez. O médico deve aconselhar você durante a
gravidez e avaliar a relação risco/benefício.
Pode ocorrer um distúrbio de sangramento grave (que implica em risco de morte) relacionado a níveis reduzidos de fatores
de coagulação que dependem da vitamina K em recém-nascidos cujas mães usaram fenitoína durante a gravidez. Esta
condição pode ser prevenida através do uso de vitamina K pela mãe antes do parto, e pelo recém-nascido após o parto.
Embora a fenitoína seja excretada no leite materno, há baixo risco aos recém-nascidos, desde que os níveis de fenitoína na
mãe sejam mantidos dentro da faixa terapêutica (dose indicada para o tratamento).
Informe o seu médico se você está amamentando.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Lactação
A excreção de Fenitoína no leite materno pode causar efeitos no lactente;
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou
cirurgião-dentista. Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
Populações especiais
Pacientes idosos
Pacientes idosos podem requerer doses menores. Converse com o seu médico.
A depuração da Fenitoína tende a diminuir com o aumento da idade. Portanto, pacientes idosos podem exigir doses mais
baixas.
Este medicamento contém 4,23 mg/ml de sódio, o que deve ser considerado quando utilizado por pacientes
hipertensos ou em dieta de restrição de sódio.
Este medicamento contém 10% de álcool (etanol) e pode causar intoxicação, especialmente em crianças.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas até que sua susceptibilidade individual seja atingida, pois sua
habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou
acidentes.
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com fenitoína, devido ao dano que ele pode causar à
pessoa que receber o sangue.
Quem não deve usar Fenitoína sódica?
Da bula oficial · FENITAL
Fenital® é contraindicado em pacientes que tenham apresentado reações intensas ao medicamento ou a outras hidantoínas.
Fenital® solução injetável é contraindicado em pacientes que apresentam síndrome de Adams-Stokes (desmaio causado
por bloqueio cardíaco), bloqueio A-V de 2º e 3º graus (retardo ou bloqueio total na condução do impulso do coração),
bloqueio sino-atrial (tipo de bloqueio na propagação dos impulsos elétricos no coração) e bradicardia (diminuição da
frequência cardíaca) sinusal.
Quais os cuidados ao usar Fenitoína sódica?
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ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Foi relatado que complicações hematopoiéticas, algumas delas fatais, estão associadas à administração de Fenitoína. Estes
incluíram trombocitopenia, granuloma reversível da medula óssea, leucopenia, granulocitopenia, agranulocitose e
pancitopenia com ou sem supressão da medula óssea.
Fenital® deve ser administrado com cautela em casos de discrasias sanguíneas.
Vários relatos sugeriram uma relação entre a administração de fenitoína e o desenvolvimento de linfadenopatia (local ou
generalizada), incluindo hiperplasia benigna de linfonodos, pseudolinfoma, linfoma e doença de Hodgkin. Embora não
tenha sido estabelecida uma relação de causa e efeito, a ocorrência de linfadenopatia indica a necessidade em diferenciar
essa patologia de outros tipos de doença linfonodal.
O envolvimento linfonodal pode ocorrer com ou sem sinais e sintomas semelhantes à doença sérica, como febre, rash
erupção cutânea e insuficiência hepática.
Em todos os casos de linfadenopatia, recomenda-se acompanhamento médico a longo prazo e qualquer esforo deve ser
feito para alcançar o controle das crises, usando drogas antiepiléticas alternativas.
O uso de Fenital® é estritamente contraindicado em pacientes com histórico anterior de hipersensibilidade às hidantoínas
(vide “Quando não devo usar este medicamento?”). Além disso, deve-se tomar cuidado e é necessário considerar uma
alergia cruzada em potencial ao usar medicamentos com estruturas semelhantes (ex. barbitúricos, succinimidas,
oxazolidinediona e outros componentes relacionados) nesses mesmos pacientes.
Fenital® deve ser administrado com cautela em casos de função tireoidiana comprometida.
Fenital® deve ser administrado com cautela em casos de diabetes mellitus.
Foi relatada hiperglicemia resultante do efeito inibitório da fenitoína na liberação de insulina. A fenitoína também pode
aumentar os níveis séricos de glicose em pacientes diabéticos.
Os medicamentos que tratam a epilepsia não devem ter seu uso interrompido abruptamente devido ao possível aumento na
frequência de crises, incluindo status epilepticus (quadro onde o paciente passa a ter crises convulsivas constantes).
Quando, a critério médico, houver necessidade de redução da dose, descontinuação do tratamento ou substituição por uma
terapia alternativa, esta deve ser feita gradualmente. Entretanto, no evento de reação alérgica ou reação de
hipersensibilidade (alergia ou intolerância), uma rápida substituição para uma terapia alternativa pode ser necessária. Neste
caso, a terapia alternativa deve ser um medicamento antiepiléptico (que trata a epilepsia) não pertencente à classe das
hidantoínas.
Pode ocorrer hipotensão (pressão baixa) especialmente após a administração intravenosa de doses elevadas de Fenitoína
administradas em alta velocidade. Após a administração de Fenitoína, reações cardiovasculares graves e fatalidades foram
relatadas com depressão na condução atrial e ventricular e fibrilação ventricular (alterações na transmissão elétrica para a
manutenção do ritmo cardíaco e arritmia cardíaca potencialmente letal, caracterizada por disparos de impulsos elétricos
rápidos descordenados nos ventrículos do coração, Portanto, o seu médico deverá realizar um monitoramento cuidadoso da
pressão sanguínea e do ECG (eletroencefalograma), necessário durante a administração de altas doses de Fenital® por via
intravenosa, podendo ser necessária a redução na velocidade de administração ou interrupção da administração.
Converse com seu médico caso você tenha tido pressão baixa, insuficiência cardíaca (condição em que o coração é incapaz
de bombear sangue suficiente para satisfazer as necessidades do corpo) ou infarto do miocárdio (lesão de parte do músculo
cardíaco por falta de oxigênio).
Reações na pele com risco para a vida (Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica) têm sido reportadas
com o uso da Fenitoína. Se os sinais ou sintomas da Síndrome de Stevens-Johnson ou da necrólise epidérmica tóxica
(como por exemplo: rash (lesões avermelhadas) ou lesões de pele na forma de bolhas e que também podem acometer a
mucosa com evolução progressiva e que podem determinar um quadro muito grave ao paciente, ou se houver suspeita de
lúpus eritematoso) surgirem, o tratamento com Fenital® deve ser interrompido. Se o rash for do tipo moderado
(semelhante ao sarampo ou escarlatiniforme), o tratamento pode ser retomado após regressão completa do rash. Caso o
rash reapareça ao reiniciar o tratamento, Fenital® ou outra Fenitoína estão contraindicados.
Quais os efeitos colaterais de Fenitoína sódica?
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Foram relatadas reações cutâneas graves, como síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e necrólise epidérmica tóxica (NET) e
reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS) em associação com o tratamento Fenital®. Os
pacientes devem ser informados sobre os sinais e sintomas de manifestações cutâneas graves e monitorados de perto.
O tratamento deve ser descontinuado no primeiro aparecimento de erupção cutânea, lesões nas mucosas ou qualquer outro
sinal de hipersensibilidade.
Irritação dos tecidos e inflamação pode ocorrer no local da injeção de fenitoína. Edema (inchaço), descoloração e dor no
local da injeção (descrito como “Síndrome da luva púrpura”) têm sido reportados após injeção na veia periférica de
fenitoína. Irritação dos tecidos pode variar de leve irritação a extensa necrose (grandes extensões da pele ficam vermelhas
e morrem) e descamação. A síndrome pode não se desenvolver por vários dias após a injeção. Embora o desaparecimento
dos sintomas possa ser espontâneo, necrose da pele e isquemia do membro (falta de circulação adequada de sangue) tem
ocorrido e requerem intervenções tais como fasciotomia (cirurgia para abertura da musculatura a fim de facilitar a
circulação do sangue, enxerto de pele e em raros casos amputação) (vide Como devo usar este medicamento e Quais os
males que este medicamento pode me causar?).
Converse com seu médico caso você apresente efeitos tóxicos no fígado com o uso deste medicamento e insuficiência
hepática aguda (diminuição súbita da função do fígado). Estes incidentes foram associados com uma síndrome de
hipersensibilidade caracterizada por febre, erupções na pele e linfadenopatia (aparecimento de íngua), e normalmente
ocorrem dentro dos 2 primeiros meses de tratamento. Outras manifestações comuns incluem icterícia (cor amarelada da
pele e olhos), hepatomegalia (aumento de volume do fígado), níveis elevados de transaminase sérica (um marcador da
função das células do fígado), leucocitose (aumento transitório no número de glóbulos brancos que são as células de defesa
do sangue) e eosinofilia (aumento do número de eosinófilos, células específicas dentro do grupo de células brancas
presentes no sangue). A evolução clínica de hepatotoxicidade aguda de fenitoína varia de recuperação imediata á óbito
(morte). Nestes pacientes com hepatotoxicidade aguda, o tratamento com Fenital®
deve ser imediatamente descontinuado
e não deve ser administrado novamente. Complicações hematopoiéticas, (alterações na quantidade e/ou qualidade das
células do sangue) algumas fatais, foram ocasionalmente relatadas como associadas à administração de fenitoína. Informe
imediatamente seu médico se ocorrer trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas sanguíneas), granuloma (lesão
inflamatória) da medula óssea reversível, leucopenia (redução dos glóbulos brancos no sangue), granulocitopenia
(diminuição na contagem de granulócitos – células específicas dentro do grupo de células brancas (basófilos, eosinófilos e
neutrófilos), agranulocitose (ausência de granulócitos) e pancitopenia (diminuição global das células do sangue (glóbulos
brancos, vermelhos e plaquetas) com ou sem supressão da medula óssea (vide Quais os males que este medicamento
pode me causar?).
A reação a medicamentos com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS), também conhecida como Síndrome da
Hipersensibilidade induzida por droga, foi relatada em pacientes que tomavam droga antiepilépticas, incluindo fenitoína.
Alguns desses eventos foram fatais ou representaram grave ameaça à vida. A síndrome de DRESS geralmente apresenta
febre, erupção cutânea, linfadenopatia e/ou inchaço facial em associação com envolvimento de outros órgãos, como
hepatite, nefrite, anormalidades hematológicas, miocardite ou miosite, às vezes lembrando uma infecção viral aguda. A
eosinofilia está frequentemente presente como esse distúrbio é variável em sua expressão outros sistemas de órgãos não
mencionados aqui podem estar envolvidos. É importante destacar que manifestações precoces de hipersensibilidade, como
febre ou linfadenopatia, podem estar presentes mesmo que a erupção cutânea não seja evidente. Se tais sinais ou sintomas
estiverem presentes, o paciente deve ser avaliado imediatamente. A Fenitoína deve ser descontinuada se não for possível
estabelecer uma etiologia alternativa para os sinais ou sintomas apresentados.
Um número de relatos sugeriu a existência de uma relação entre a administração de fenitoína e o desenvolvimento de
linfadenopatia (local ou generalizada), incluindo hiperplasia (aumento na quantidade de células em um tecido ou órgão,
sem formação de tumor) de nódulo linfático benigno, pseudolinfoma (infiltração benigna das células linfóides), linfoma
(doença neoplásica do tecido linfóide) e doença de Hodgkin (doença maligna caracterizada por aumento progressivo de
linfonodos, baço, e geralmente tecido linfóide). Embora uma relação causa-efeito não tenha sido estabelecida, a ocorrência
de linfadenopatia indica a necessidade em diferenciar esta doença de outros tipos de doença de nódulo linfático.
O comprometimento dos nódulos linfáticos pode ocorrer com ou sem sinais e sintomas semelhantes à doença do soro
(reação alérgica que apresenta vários sintomas), como por exemplo, febre, rash (erupção da pele) e comprometimento
hepático (do fígado).
Em todos os casos de linfadenopatia recomenda-se acompanhamento médico por período prolongado e todo esforço deve
ser empregado para se alcançar o controle das crises utilizando-se medicamentos antiepilépticos alternativos.
O fígado é o principal órgão de transformação da fenitoína; portanto converse com o seu médico caso você tenha
insuficiência hepática, seja idoso, ou esteja gravemente doente, pois poderá apresentar sinais precoces de toxicidade.
Uma pequena porcentagem de pacientes tratados com fenitoína demonstrou ter metabolização lenta do medicamento. O
lento metabolismo pode ser justificado pela disponibilidade enzimática limitada e falta de indução. Isto parece ser
geneticamente determinado.
A fenitoína e outras hidantoínas são contraindicadas em pacientes que apresentaram hipersensibilidade à fenitoína (vide
Quando não devo usar este medicamento?). Além disso, deve-se ter cautela ao utilizar medicamentos com estruturas
similares (ex. barbitúricos, succinimidas, oxazolidinedionas e outros componentes relacionados) nestes mesmos pacientes.
Fenital® deve ser administrado com cautela em casos de discrasias sanguíneas (qualquer alteração envolvendo os
elementos celulares do sangue, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas), doença cardiovascular, diabetes
mellitus, funções hepática, renal ou tireoideana prejudicadas.
Considerando os relatos isolados associando a fenitoína à exacerbação da porfiria (doença metabólica que se manifesta
através de problemas na pele e/ou com complicações neurológicas), deve-se ter cautela quando Fenital® for utilizado em
pacientes com esta doença.
Relatou-se hiperglicemia (aumento na taxa de açúcar no sangue) resultante de efeito inibitório da fenitoína na liberação de
insulina. A fenitoína pode também aumentar as concentrações séricas de glicose em pacientes diabéticos.
A osteomalácia (amolecimento e enfraquecimento do osso) foi associada ao tratamento com fenitoína devido à
interferência da fenitoína no metabolismo da Vitamina D.
A fenitoína não está indicada para crises devido à hipoglicemia (diminuição da taxa de açúcar no sangue) ou a outras
causas metabólicas. Procedimentos adequados de diagnóstico devem ser realizados nestes casos.
As concentrações plasmáticas de fenitoína acima do intervalo considerado ideal podem produzir estado de confusão mental
como delírio, psicose (alterações do comportamento) ou encefalopatia (comprometimento da função do cérebro), ou
raramente, disfunção cerebelar irreversível. Portanto, recomenda-se o monitoramento dos níveis plasmáticos aos primeiros
sinais de toxicidade aguda. A redução da dose de Fenital® está indicada se a concentração de fenitoína for excessiva; caso
os sintomas persistam, o tratamento com Fenital® deve ser descontinuado.
Foram relatados comportamentos ou intenções suicidas em pacientes tratados com medicamentos antiepilépticos em várias
Fenitoína sódica interage com outros medicamentos?
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A fenitoína é extensivamente ligada às proteínas plasmáticas séricas e metabolizada pelas enzimas hepáticas CYP2C9,
CYP2C19 do citocromo P450 e enzimas. Inibição do metabolismo pode produzir significante aumento nas concentrações
circulantes de fenitoína e elevar o risco de toxicidade do fármaco. A fenitoína é um potente indutor das enzimas hepáticas
metabolizadoras de fármacos, incluindo CYP1A2, CYP2B6, CYP2C9, CYP3A e UGT1A1. É recomendado que a
concentração plasmática de fenitoína seja monitorada quando utilizada com terapia combinada e a dose deve ser ajustada,
quando apropriado.
A fenitoína pode levar a redução da exposição a contraceptivos, albendazol, mebemdazol, ivabradina, tiagabina,
lamotrigina, eslicarbazepina, topiramato e ciclosporina.
A fenitoína pode levar a redução da exposição a drogas antineoplásicas que são metabolizadas via CYP3A, CYP2B6,
CYP2C9, UGT1A1 e/ou UGT1A4.
Eslicarbazepina, topiramato, cimetidina, omeprazol, estiripentol e fluoxetina podem levar a uma exposição elevada de
fenitoína.
Ácido valpróico: quando coadministrado com a fenitoína, o ácido valpróico reduz a concentração plasmática total de
O que fazer em caso de superdose de Fenitoína sódica?
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valpróico desloca a fenitoína de seus sítios de ligação às proteínas plasmáticas e reduz seu catabolismo hepático (do
fígado)). Os níveis de metabólitos do ácido valpróico podem ser aumentados no caso de uso concomitante com a fenitoína.
Portanto, se você estiver sendo tratado com estes dois fármacos você deve ser cuidadosamente monitorado para sinais de
hiperamonemia (excesso de amônia no organismo).
Azapropazona: a azapropazona aumenta o risco de toxicidade uma vez que o uso concomitante aumenta a quantidade da
fenitoína no sangue. Informe ao seu médico, caso você também faça uso do medicamento azapropazona. O uso da
azapropazona deve ser evitado nos pacientes que recebem tratamento com a fenitoína.
Barbituratos: informe ao seu médico, caso você faça uso de barbiturato, visto que os pacientes tratados com fenitoína e
um barbiturato devem ser observados quanto aos sinais de intoxicação com fenitoína caso o barbiturato seja retirado.
Beclamida: casos individuais de leucopenia reversível foram associados com altas doses de beclamida (1,5 a 5 g por dia)
em associação com outros anticonvulsivantes (medicamentos que tratam a convulsão) como barbitúricos e fenitoína.
Informe ao seu médico se está fazendo uso de beclamida.
Ciprofloxacino: quando coadministrado com a fenitoína, pode levar a uma diminuição da concentração dos níveis de
fenitoína no sangue.
Cloranfenicol: informe ao seu médico, caso você faça uso do medicamento cloranfenicol. Os pacientes recebendo
simultaneamente fenitoína e cloranfenicol devem ser rigorosamente observados quanto aos sinais de intoxicação com a
fenitoína, uma vez que o cloranfenicol reduz o metabolismo da fenitoína. A dose de anticonvulsivante deve ser reduzida,
se necessário. A possibilidade de se usar um antibiótico alternativo deve ser considerada.
Corticosteroides: a fenitoína aumenta o clearance (eliminação) do corticosteroide reduzindo sua eficácia. A eficácia
terapêutica do agente corticosteroide deve ser monitorada; pode ser necessário um aumento na dose do corticosteroide da
ordem de 2 vezes ou mais durante tratamento combinado com a fenitoína. Recomenda-se monitoramento periódico dos
níveis de fenitoína uma vez que doses maiores de fenitoína também podem ser necessárias, considerando que o
corticosteroide pode aumentar ou reduzir os níveis de fenitoína.
Delavirdina: o uso em associação de delavirdina e fenitoína não é recomendado devido à redução da quantidade no
sangue da delavirdina observados nesta situação, em decorrência da indução do metabolismo da delavirdina.
Diltiazem: quando coadministrado com a fenitoína este medicamento pode aumentar a concentração de fenitoína no
sangue. Recomenda-se que a concentração plasmática de fenitoína seja monitorada.
Dissulfiram: este fármaco inibe o metabolismo hepático (no fígado) da fenitoína. Caso você faça uso de dissulfiram e
fenitoína, converse com seu médico, pois ele deverá monitorá-lo. A redução da dose de fenitoína pode ser necessária em
alguns pacientes.
Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como em particular atorvastatina, sinvastatina, lovastatina, fluvastatina e
cerivastatina: a fenitoína pode diminuir a eficácia destes medicamentos. Portanto, informe ao seu médico, caso faça uso
destes medicamentos.
Fenilbutazona: este fármaco aumenta o risco de toxicidade com a fenitoína, uma vez que reduz o metabolismo hepático
da fenitoína e altera a fixação às proteínas plasmáticas.
Converse com seu médico, caso você faça uso de fenilbutazona e fenitoína, o médico irá monitorá-lo quanto á sinais de
intoxicação da fenitoína.
Fluconazol: a coadministração com fluconazol pode levar a uma maior exposição à fenitoína, o que pode levar a
Como guardar Fenitoína sódica?
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Cuidados de armazenamento
Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºC a 30º C). Manter nessa embalagem até o final do uso. Manter na
embalagem original para proteger da luz.
O prazo de validade deste medicamento é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem.
Estabilidade após diluição:
O produto se mantém estável por 6 horas após diluição com solução de cloreto de sódio 0,9%, quando armazenada em
temperatura ambiente (de 15°C a 30°C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspectos físicos / Características organolépticas
Fenital® apresenta-se como uma solução límpida, essencialmente livre de partículas visíveis, incolor a levemente
amarelada.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento deve ser aplicado por profissional de saúde, com o uso de agulhas estéreis e equipos de infusão, que
devem ser adquiridos separadamente. O tipo de agulha, equipo e o modo de aplicação serão definidos pelo profissional
responsável.
Pacientes recebendo fenitoína devem ser alertados da importância de respeitarem estritamente o regime de dose prescrito.
Medicamentos com Fenitoína sódica
FENITAL
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FENITOINA SODICA
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fenitoína sódica
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FENITOÍNA SÓDICA
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HIDANTAL
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