Bula simplificada
Bula de Complexo protrombínico parcialmente ativado
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para FEIBA
Como Complexo protrombínico parcialmente ativado funciona no organismo?
Da bula oficial · FEIBA
FEIBA é uma preparação feita de plasma humano que promove a hemostase, mesmo quando os fatores de coagulação
individuais estão reduzidos ou ausentes.
Como usar Complexo protrombínico parcialmente ativado? Qual a dose?
Da bula oficial · FEIBA
A dosagem e a duração da terapia dependem da gravidade do distúrbio hemostático, da localização e extensão da hemorragia
e da condição clínica do paciente.
A dose e frequência da administração devem ser sempre orientadas de maneira individualizada.
Como regra geral, recomenda-se uma dose de 50 a 100 U de FEIBA por kg de peso corpóreo, sem exceder a dose individual
de 100 U/kg de peso corpóreo e a dose diária de 200 U/kg de peso corpóreo, a menos que a gravidade do sangramento
justifique a utilização de doses maiores. Em pacientes sob profilaxia de emicizumabe, a dose diária de FEIBA não deve
exceder 100 U por kg de peso corpóreo.
Devido aos fatores específicos do paciente, a resposta a um agente de bypass pode variar, e em uma determinada situação
de sangramento, pacientes com resposta insuficiente a um agente podem responder a outro agente. Em caso de resposta
insuficiente a um agente de bypass, deve ser considerado o uso de outro agente.
Pacientes pediátricos
A experiência em crianças menores de 6 anos de idade é limitada; o mesmo regime posológico dos adultos deve ser
adaptado às condições clínicas da criança.
Hemorragias espontâneas
Hemorragia articular, muscular e de tecidos moles
Nos casos de hemorragias leves a moderadas, recomenda-se uma dose de 50 – 75 U/kg de peso corpóreo em intervalos de
12 horas. Deve-se dar continuidade ao tratamento até que haja sinais evidentes de melhoria clínica, tais como alívio da dor,
redução da inflamação ou a melhora na mobilidade articular.
Nos casos de hemorragia muscular ou de tecido mole, de grande porte, tais como o sangramento retro peritoneal,
recomendam-se doses de 100 U/kg de peso corpóreo em intervalos de 12 horas.
Hemorragia da membrana mucosa
Recomenda-se uma dose de 50 U/kg de peso corpóreo administrada a cada 6 horas com monitoramento cuidadoso do
paciente (controle visual da hemorragia, medição repetida do hematócrito). Se persistir a hemorragia, a dose pode ser
aumentada para 100 U/kg de peso corpóreo, tendo a cautela de não ultrapassar a dose máxima diária de 200 U/kg de peso
corpóreo.
Outras hemorragias graves
Em hemorragias graves, tais como sangramentos de SNC, recomenda-se uma dose de 100 U/kg de peso corpóreo em
intervalos de 12 horas. Em casos individuais, pode-se administrar FEIBA em intervalos de 6 horas até que se alcance a
melhora clínica evidente. Não ultrapassar a dose máxima diária de 200 U/kg de peso corpóreo.
Cirurgia
Em intervenções cirúrgicas, pode ser administrada uma dose inicial de 100 U/kg de peso corpóreo no pré- operatório, e
pode ser administrada dose adicional de 50 – 100 U/kg de peso corpóreo após 6 a 12 horas. Em manutenção de dose no
pós-operatório, podem ser administrados 50 – 100 U/kg de peso corpóreo com 6 a 12 horas de intervalo; a dosagem,
intervalo entre doses e duração da terapia no pré e pós-operatório são guiadas pela intervenção cirúrgica, condições gerais
do paciente e eficácia clínica em cada caso individual. Não ultrapassar a dose máxima diária de 200 U/kg de peso corpóreo).
Profilaxia em pacientes com Hemofilia A com inibidores
Profilaxia de hemorragia em pacientes com inibidor de alto título e hemorragias frequentes após falha na indução
de tolerância imunológica (ITI) ou quando uma ITI não é considerada: uma dose de 70- 100 U/kg de peso corpóreo a
cada dois dias é recomendada. Se necessário, a dose deve ser aumentada para 100 U/kg de peso corpóreo por dia ou pode
ser diminuída gradualmente.
Profilaxia de hemorragias em pacientes com inibidor de alto título durante uma indução de imunotolerância (ITI):
FEIBA deve ser administrado concomitantemente com a administração do fator VIII, em uma dosagem de 50 – 100 U/kg
de peso corpóreo, duas vezes por dia, até o título do inibidor do fator VIII diminuir para < 2 BU*
*1 unidade de Bethesda é definida como a quantidade de anticorpos que inibe 50% da atividade do fator VIII no plasma
incubado (2h a 37°C).
MÉTODO DE ADMINISTRAÇÃO
Reconstituir o pó liofilizado do FEIBA com o diluente que o acompanha e aplicar a solução por via intravenosa.
Use o FEIBA exatamente como seu médico explicou. Você deve consultar o seu médico ou farmacêutico se você não tiver
certeza.
O médico deve determinar individualmente a dose e intervalos de aplicação do medicamento, levando em consideração a
gravidade do distúrbio hemostático, sua localização e extensão, além do estado geral do paciente e a resposta ao
medicamento. Não altere a dosagem estabelecida pelo médico e não interrompa a administração do medicamento sem
orientação.
Informe seu médico se tiver a impressão de que o efeito de FEIBA está muito forte ou muito fraco. Manter o produto a
temperatura ambiente antes da administração se necessário.
FEIBA deve ser reconstituído imediatamente antes da administração. A solução deve ser administrada completamente
dentro de três horas após a reconstituição (uma vez que o medicamento não contém conservantes).
Agitar suavemente até que todo o material seja dissolvido. Certificar-se de que FEIBA esteja completamente dissolvido,
caso contrário, menos unidades de FEIBA passarão através do filtro do dispositivo.
Se a solução estiver turva ou apresentar depósitos, descartar de forma adequada. Não reutilizar embalagens abertas.
Usar somente água para injetáveis e o conjunto dispositivo para reconstituição fornecidos.
Não usar o produto se a sua barreira estéril for violada, se a embalagem estiver danificada ou se mostrar algum sinal
de deterioração.
Todo material não utilizado ou resíduo deve ser descartado de acordo com os requerimentos da legislação local.
Reconstituição do pó para preparação de uma solução para infusão com agulhas
Usar técnicas assépticas durante todo o procedimento.
1. Aquecer o frasco fechado contendo o diluente (água para injetáveis) à temperatura ambiente ou no máximo 37° C se
necessário.
2. Remover as tampas plásticas protetoras dos frascos do concentrado e do diluente (fig. A) e fazer assepsia das tampas
de borracha de ambos os frascos.
3. Remover a tampa protetora de uma extremidade da agulha de transferência fechada exercendo um movimento de
torcer e puxar, removê-la e inserir a agulha exposta através da tampa de borracha do frasco do diluente (fig. B e C).
4. Remover a tampa protetora da outra extremidade da agulha de transferência, tendo o cuidado de não tocar na
extremidade exposta.
5. Inverter o frasco de diluente sobre o frasco do concentrado e inserir a extremidade livre da agulha de transferência
para dentro do frasco do concentrado (fig. D). O diluente será aspirado para dentro do frasco de concentrado por vácuo.
6. Quando o diluente for transferido completamente para o frasco contendo pó, desconectar os dois frascos removendo
a agulha de transferência do frasco do concentrado (fig. E). Agitar suavemente o frasco do concentrado para acelerar a
dissolução.
7. Ao se completar a reconstituição do pó, inserir a agulha de aeração (fig. F), e qualquer espuma que tenha se formado
desaparecerá. Remover a agulha de aeração.
Infusão:
Usar técnicas assépticas durante todo o procedimento:
1. Abrir uma extremidade da tampa protetora da agulha com filtro por torção removê-la e inserir a agulha na
seringa descartável estéril (Fig. G).
2. Desconectar a agulha de filtro da seringa e administrar lentamente a solução via intravenosa com o conjunto
de infusão fechado (ou agulha descartável).
Reconstituição do pó para preparação da solução para infusão com Baxject II Hi-Flow:
1. Aquecer o frasco fechado de diluente (água para injetáveis) a temperatura ambiente ou no máximo a 37°C se
necessário, por exemplo, usando banho de água por alguns minutos.
2. Remover a tampa protetora do frasco contendo pó e do frasco de diluente e desinfetar a tampa de borracha de ambos
os frascos. Colocar os frascos sobre uma superfície plana.
3. Abrir a embalagem do Baxject II Hi-Flow retirando a tampa de proteção sem tocar no conteúdo da embalagem (Fig.
a). Não remover o sistema de transferência da embalagem neste momento.
4. Virar a embalagem e inserir a ponta de plástico transparente na tampa de borracha do frasco do diluente (Fig. b).
Agora remover a embalagem do Baxject II Hi-Flow (Fig.c). Não remover a tampa protetora azul do Baxject II Hi-Flow
neste momento.
5. Agora girar o sistema, que consiste do Baxject II Hi-Flow e o frasco de diluente, de tal maneira que o frasco de
diluente fique na parte de cima. Pressionar a ponta roxa do Baxject II Hi-Flow no frasco de FEIBA. O diluente é extraído
do frasco de FEIBA por vácuo (Fig. d).
6. Agitar todo o sistema suavemente até que o pó esteja dissolvido. Certificar-se de que o FEIBA esteja completamente
dissolvido, senão o material ativo ficará retido no filtro do sistema.
Fig. a Fig. b Fig. c Fig. d
Infusão
Usar técnicas assépticas durante todo o procedimento.
1. Remover a tampa protetora azul do Baxject II Hi-Flow. Firmemente conectar a seringa no Baxject II Hi- Flow.
NÃO RETIRAR O AR DE DENTRO DA SERINGA (Fig. e). A fim de garantir a conexão firme
entre a seringa e Baxject II Hi-Flow, o uso de uma seringa luer lock é altamente recomendado (virar a seringa no sentido
horário até a posição de parada durante a montagem).
2. Inverter o sistema de modo que o produto dissolvido esteja na parte de cima. Passar o produto dissolvido dentro da
seringa puxando lentamente o êmbolo para trás e garantir que a conexão firme entre Baxject II Hi-Flow e a seringa seja
mantida durante todo o processo (Fig. f).
3. Desconectar a seringa.
4. Se ocorrer a formação de espuma na seringa, esperar até que a espuma desapareça. Administrar lentamente a solução
por via intravenosa, com o conjunto de infusão fechado (ou agulha descartável).
Fig. e Fig. F
FEIBA 50 U/mL:
FEIBA deve ser administrado como uma injeção ou infusão intravenosa. A taxa de administração deve garantir
o conforto do paciente e não deve exceder um máximo de 2 U/kg de peso corpóreo por minuto.
FEIBA 100 U/mL:
FEIBA deve ser administrado como uma injeção ou infusão intravenosa. A taxa de administração deve garantir
o conforto do paciente e não deve exceder um máximo de 10 U/kg de peso corpóreo por minuto.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
FEIBA não apresentou potencial conhecido para abuso ou dependência.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Como ocorre com todos os medicamentos, o uso de FEIBA pode causar eventos adversos, porém não são todos os pacientes
que os apresentam.
Quem não deve usar Complexo protrombínico parcialmente ativado?
Da bula oficial · FEIBA
Nas situações apresentadas a seguir, FEIBA somente deve ser usado se, por exemplo, devido à presença de altos títulos de
inibidor, a ausência de resposta ao tratamento com o concentrado de fator de coagulação adequado possa ser esperada.
Você não deve usar FEIBA:
• Se você for alérgico (hipersensível) a qualquer um dos componentes de FEIBA (vide item COMPOSIÇÃO);
• Se você apresentar coagulação intravascular disseminada (CID).
A coagulação intravascular disseminada é uma coagulopatia de consumo, com risco de vida, em que ocorre a coagulação
excessiva do sangue com a formação pronunciada de coágulos de sangue nos vasos sanguíneos. Isto leva a um consumo
dos fatores de coagulação em todo o corpo).
• Se você apresentar casos de infarto do miocárdio, trombose aguda e/ou embolia. Nesses casos, FEIBA só deve ser
usado nos episódios de sangramento em que há risco de vida.
Quais os cuidados ao usar Complexo protrombínico parcialmente ativado?
Da bula oficial · FEIBA
Informe seu médico se você possui alguma alergia conhecida.
FEIBA contém sódio, informe seu médico se você está em uma dieta com restrição de sódio (sal).
‒ FEIBA 500 U contém aproximadamente 40 mg de sódio por frasco-ampola, equivalente a 2% da ingestão diária máxima
recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto. Se você faz dieta de restrição de sal (sódio) ou toma
medicamento para controlar a pressão arterial, consulte o médico antes de usar este medicamento.
Eventos trombóticos e tromboembólicos
Há relatos de eventos trombóticos ou tromboembólicos, incluindo coagulopatia intravascular disseminada (CID), trombose
venosa, embolia pulmonar, infarto do miocárdio e derrame durante o tratamento com FEIBA. O uso concomitante com
fator VIIa recombinante aumenta o risco de desenvolver um evento tromboembólico. Alguns eventos tromboembólicos
ocorreram em tratamentos com doses elevadas de FEIBA. Uma dose única de 100 U/kg de peso corporal e uma dose diária
de 200 U/kg de peso corporal não devem ser ultrapassadas, a menos que a gravidade do sangramento justifique o uso de
doses mais altas.
Pacientes sob profilaxia com emicizumabe
Em um estudo feito para avaliar emicizumabe (um medicamento para prevenção de sangramentos em pacientes com
hemofilia A), alguns pacientes que sofreram hemorragias foram tratados com mais de 100 U/kg de peso corporal por dia
de FEIBA para controlar os sangramentos e alguns desses pacientes desenvolveram Microangiopatia trombótica (MAT).
MAT é uma condição grave e com potencial risco à vida. Quando uma pessoa tem essa condição, o revestimento
dos vasos sanguíneos pode ser danificado e coágulos de sangue podem se formar em pequenas veias sanguíneas. Em
alguns casos, isto pode causar danos aos rins e outros órgãos. Em caso de desenvolvimento de sangramentos enquanto em
profilaxia com emicizumabe, contate seu cuidador ou seu centro de tratamento imediatamente. Em pacientes sob profilaxia
com emicizumabe, a dose diária de FEIBA não deve exceder 100 U/kg de peso corporal por dia.
Reações de hipersensibilidade
Converse com seu médico antes de usar FEIBA, porque podem ocorrer reações de hipersensibilidade (alergia), como é o
caso com todos os produtos plasmáticos administrados por via intravenosa.
FEIBA pode levar a reações de hipersensibilidade do tipo alérgica que incluem urticária, angioedema, manifestações
gastrointestinais, broncoespasmo e hipotensão; estas reações podem ser graves e podem ser sistêmicas (por exemplo,
anafilaxia com urticária e angioedema, broncoespasmo e choque circulatório). Outras reações de infusão, tais como
calafrios, pirexia e hipertensão também podem acontecer.
Para reconhecer uma reação alérgica o mais rápido possível, você deve estar ciente dos potenciais sinais e sintomas
precoces de uma reação de hipersensibilidade (alergia) tais como: eritema (vermelhidão da pele), erupção cutânea (rash),
ocorrência de urticária na pele, coceira em todo o corpo, inchaço nos lábios e língua, dispneia (dificuldade respiratória),
aperto no peito, mal-estar geral, tonturas, queda da pressão arterial. Outras reações de infusão, tais como calafrios, pirexia
e hipertensão também podem acontecer.
Outros sintomas de reações de hipersensibilidade a produtos derivados do plasma incluem letargia (sonolência) e
inquietação.
Se você perceber um ou mais destes sintomas, interrompa imediatamente a infusão e contate o seu médico. Os sintomas
mencionados acima podem ser os primeiros indícios de um choque anafilático. Sintomas graves requerem tratamento de
emergência imediatamente.
Seu médico poderá usar novamente FEIBA em pacientes com suspeita de hipersensibilidade ao produto ou qualquer um de
seus componentes, após análise cuidadosa do benefício esperado e do risco de reexposição e/ou se não for esperada uma
reação com outra terapia preventiva ou agentes terapêuticos alternativos:
• Se você apresentar grandes mudanças na pressão arterial ou pulsação, dificuldade de respiração, tosse ou dor no peito,
interrompa a infusão imediatamente e contate o seu médico. O seu médico realizará o diagnóstico apropriado e iniciará
medidas terapêuticas.
• Pacientes com hemofiliacom inibidores ou pacientes com inibidores adquiridos de fatores de coagulação, em tratamento
com FEIBA, podem ter uma maior tendência a hemorragias e um aumento do risco de trombose ao mesmo tempo.
Síndrome nefrótica em pacientes com hemofilia B congênita com inibidores
Casos isolados de síndrome nefrótica foram relatados em um número limitado de pacientes com hemofilia B congênita
com inibidores que receberam FEIBA, geralmente após exposição prolongada. Esse risco parece ser específico para
pacientes com hemofilia B congênita com inibidores e nenhum caso de síndrome nefrótica foi relatado em pacientes com
hemofilia A com inibidores tratados com FEIBA.
Deve-se ter cautela ao usar FEIBA em pacientes com hemofilia B congênita com inibidores, especialmente em aqueles
com histórico de reações alérgicas ou síndrome nefrótica com produtos contendo fator IX ou exposição prolongada.
Transmissão de agentes infecciosos
Quando os medicamentos são produzidos a partir do sangue ou plasma humano, determinadas medidas são adotadas para
evitar transmissão de infecções aos pacientes. Estas incluem a seleção de doadores de sangue e plasma para garantir que
os portadores de infecções sejam excluídos, e os testes em cada doação e pool de plasma para sinais de vírus/infecções. Os
fabricantes destes produtos também incluem etapas de processamento do sangue e plasma para inativar ou remover vírus.
Apesar destas medidas, quando medicamentos produzidos a partir de sangue ou plasma humano são administrados, a
possibilidade de transmissão de infecções não pode ser totalmente excluída. Isto também se aplica a vírus desconhecidos
ou emergentes ou outros tipos de infecções.
As medidas adotadas são consideradas eficazes para vírus encapsulados tais como o vírus da imunodeficiência humana
(HIV), o vírus da hepatite B e vírus da hepatite C, e para os vírus não encapsulados da hepatite A. As medidas adotadas
podem ter eficácia limitada contra vírus não encapsulados como o parvovírus B19. Infecção pelo parvovírus B19 pode ser
grave em mulheres grávidas (infecção fetal) e em indivíduos com sistema imune deprimido ou que tenham algum tipo de
anemia (por exemplo, doença falciforme ou anemia hemolítica).
Seu médico pode recomendar a vacinação contra hepatite A e B se você receber regularmente ou repetidamente produtos
derivados do plasma humano.
Após a administração de altas doses do FEIBA, o aumento transitório de anticorpos de superfície da hepatite B transferidos
passivamente pode resultar em interpretação enganosa de resultados positivos nos testes sorológicos.
A transmissão passiva de anticorpos contra antígenos de glóbulos vermelhos pode interferir em alguns testes sorológicos
para anticorpos de células vermelhas, como o teste antiglobulina.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Não há sinais de que FEIBA possa afetar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.
Gravidez, lactação e fertilidade
Seu médico irá decidir se você deve utilizar FEIBA durante a gravidez ou lactação. Devido ao aumento do risco de trombose
durante a gravidez, FEIBA deve ser administrado apenas sob o acompanhamento médico cuidadoso e somente se for
absolutamente necessário.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da lactação
depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista
Quais os efeitos colaterais de Complexo protrombínico parcialmente ativado?
Da bula oficial · FEIBA
erupção cutânea, anticorpos de superfície da Hepatite B positiva.
Reações adversas com frequência desconhecida (a frequência não pode ser estimada com os dados disponíveis)
• Distúrbios do Sistema Sanguíneo e Linfático: coagulopatia de consumo (CID), aumento dos níveis de inibidores.
• Distúrbios do Sistema Imunológico: reação anafilática, rash no corpo inteiro (urticária).
• Distúrbios do Sistema Nervoso: sensação de dormência nos membros (parestesia), redução de sensibilidade
normal (hipoestesia), AVC (Acidente Vascular Cerebral trombótico ou embólico), sonolência, alteração do paladar
(disgeusia).
• Distúrbios Cardíacos: ataque cardíaco (infarto do miocárdio), palpitações (taquicardia).
• Distúrbios Vasculares: formação de coágulo com inflamação nos vasos (eventos tromboembólicos, trombose
venosa arterial), aumento na pressão arterial (hipertensão), rubor (vermelhidão).
• Distúrbios Respiratórios, torácicos e do mediastino: obstrução da artéria pulmonar (embolia pulmonar),
constrição da passagem de ar (broncoespasmo), chiados (sibilos), tosse, dificuldade em respirar (dispneia).
• Distúrbios Gastrointestinais: vômitos, diarreia, desconforto abdominal, sensação de enjoo (náuseas).
• Distúrbios da pele e tecido subcutâneo: sensação de dormência na face, inchaço da face, língua e lábios
(angioedema), rash no corpo inteiro (urticária), coceira (prurido).
• Distúrbios Renais e Urinário: síndrome nefrótica.
• Distúrbios Gerais e queixas no local da injeção: dor no local da injeção, sensação geral de mal-estar, calor,
calafrios, febre, dor no peito, desconforto no peito.
• Investigações: queda da pressão arterial, aumento dos níveis de dímeros D de fibrina no sangue.
A infusão intravenosa rápida pode causar dor aguda e sensação de dormência na face e lábios, bem como queda
da pressão arterial.
Foi observado infarto do miocárdio após a administração de doses acima da dose máxima diária e/ou aplicação
prolongada e/ou presença de fatores de risco de tromboembolismo.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso
do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
Complexo protrombínico parcialmente ativado interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · FEIBA
Informe seu médico ou farmacêutico se você estiver usando ou usou recentemente algum outro medicamento, incluindo os
medicamentos obtidos sem prescrição médica.
Não há estudos adequados e controlados do uso combinado ou sequencial de FEIBA e fator VIIa ou antifibrinolíticos sendo
conduzidos. Deve ser considerada a possibilidade de eventos trombóticos quando antifibrinolíticos sistêmicos, como
por exemplo, os ácidos tranexâmico ou aminocapróicos, são usados durante o tratamento com FEIBA. Por isso,
antifibrinolíticos não devem ser utilizados por aproximadamente 6 a 12 horas após a administração de FEIBA.
Informe seu médico se você estiver sendo tratado com FEIBA após ter recebido emicizumabe (um medicamento para a
Como guardar Complexo protrombínico parcialmente ativado?
Da bula oficial · FEIBA
Armazenar em geladeira (de 2°C a 8°C). Proteger da luz. Não congelar.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após preparo, a injeção ou infusão deve ser iniciada imediatamente e deve ser administrada completamente dentro
de três horas após a reconstituição. Não refrigerar após reconstituição.
FEIBA 50 U/mL apresenta-se sob a forma de pó branco ou quase branco a verde pálido. O valor do pH da solução
reconstituída está entre 6,8 a 7,6.
FEIBA 100 U/mL apresenta-se sob a forma de pó liofilizado branco ou quase branco a verde pálido. O pH da solução
pronta para uso é entre 6,5 e 7,3.
O pó liofilizado e o diluente são acondicionados em frascos de vidro e são fechados com tampa de borracha butílica.
Os medicamentos não devem ser eliminados na água residual ou lixo doméstico. Perguntar ao farmacêutico como desprezar
o medicamento que não será mais utilizado. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O tratamento deve ser iniciado e monitorado por um médico com experiência no tratamento de distúrbios de coagulação.
