Bula simplificada
Bula de Cloridrato de lercanidipino
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para cloridrato de lercanidipino
Como Cloridrato de lercanidipino funciona no organismo?
Da bula oficial · cloridrato de lercanidipino
A substância ativa cloridrato de lercanidipino possui a propriedade de baixar a pressão alta (anti-
hipertensiva). Após sua ingestão oral, este medicamento tem um tempo médio de início de ação anti-
hipertensiva máxima entre 1,5 e 3 horas, persistindo por 24 horas.
Como usar Cloridrato de lercanidipino? Qual a dose?
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recomendada para cada dia.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Resumo do perfil de segurança
Quem não deve usar Cloridrato de lercanidipino?
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O cloridrato de lercanidipino não deve ser utilizado se você:
- For alérgico ao lercanidipino ou a qualquer ingrediente da formulação, ou ainda se teve reações
alérgicas a fármacos estritamente relacionados ao cloridrato de lercanidipino como anlodipino,
nicardipino, felodipino, isradipino, nifedipino ou lacidipino; se você estiver sangrando excessivamente;
- Estiver grávida ou amamentando, ou caso você esteja desejando engravidar e não estiver usando algum
método contraceptivo;
- Achar que pode estar grávida. Nesse caso, consulte seu médico;
- Sofrer de certas doenças do coração: disfunção cardíaca descontrolada; obstrução do fluxo sanguíneo
que sai do coração; angina instável (angina de repouso ou angina prévia progressiva); no período de um
mês após a ocorrência de ataque cardíaco;
- Tiver problemas hepáticos (fígado) ou renais (rins) graves;
- Tomar medicamentos que são inibidores fortes da isoenzima CYP3A4: medicamentos antifúngicos
(como cetoconazol ou itraconazol); antibióticos macrolídeos (como eritromicina ou troleandomicina);
antivirais (como ritonavir);
- Utilizar ciclosporina;
- Ingerir grapefruit “fruta” (toranja) ou suco de grapefruit.
Relatar ao seu médico se você apresenta alguma das condições listadas a seguir:
- Outras condições cardíacas específicas ou se você possui marca-passo;
- Problemas renais ou hepáticos, ou se você faz diálise peritoneal e hemodiálise (opções de tratamento
utilizadas nos casos de insuficiência renal crônica);
- Se você tem problema hereditário raro de intolerância à galactose, deficiência total de lactase,
galactosemia ou síndrome de má absorção de glicose/galactose, pois os comprimidos de cloridrato de
lercanidipino 10 mg contém 29,20 mg de lactose.
O uso de cloridrato de lercanidipino com outros medicamentos pode fazer com que o efeito destes ou do
cloridrato de lercanidipino aumente ou diminua.
Fale para seu médico caso esteja tomando:
- medicamentos que são inibidores da isoenzima CYP3A4 (citados anteriormente);
- betabloqueadores (medicamentos para a pressão alta), diuréticos (medicamento que aumenta o volume
de urina) ou inibidores da ECA (medicamentos para tratamento da hipertensão), apesar destes poderem
ser administrados seguramente com cloridrato de lercanidipino;
- cimetidina (mais de 800 mg, um medicamento para úlceras, indigestão ou pirose (queimação));
- digoxina (um medicamento para o tratamento de problemas cardíacos);
- midazolam (um medicamento que induz o sono);
- rifampicina (um medicamento para tratamento da tuberculose);
- astemizol ou terfenadina (medicamentos para alergias);
- amiodarona ou quinidina (medicamentos para tratamento do ritmo cardíaco acelerado);
- fenitoína ou carbamazepina (medicamentos para epilepsia);
- ou medicamentos que reduzem as chances de rejeição de órgãos transplantados (como por exemplo,
ciclosporina).
A ingestão de bebidas alcoólicas durante o seu tratamento com cloridrato de lercanidipino pode aumentar
os efeitos deste medicamento; portanto, você deve evitar ou reduzir estritamente o limite do seu consumo
de bebidas alcoólicas. Este medicamento deve ser administrado exclusivamente por via oral.
Este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-
galactose.
Quais os cuidados ao usar Cloridrato de lercanidipino?
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Advertências e Precauções
Embora estudos de controle hemodinâmico tenham revelado que lercanidipino não é prejudicial às
funções ventriculares, pacientes com disfunção do ventrículo esquerdo requerem atenção especial. Foi
sugerido que a utilização das diidropiridinas de curta ação pode estar associada com o aumento do risco
cardiovascular em pacientes com doenças cardíacas isquêmicas. Apesar de possuir ação de longa duração,
é solicitado precaução nestes pacientes. Algumas diidropiridinas podem raramente provocar angina
pectoris (dor no peito). Muito raramente pacientes com angina pectoris preexistente podem apresentar
aumento na frequência, duração ou gravidade destes ataques. Casos isolados de infarto do miocárdio
podem ser observados.
O cloridrato de lercanidipino apresenta pouca influência sob a habilidade de dirigir veículos e/ou operar
máquinas. Porém, deve-se tomar cuidado, uma vez que podem ocorrer tontura, fraqueza, fadiga e, em
raros casos, sonolência.
Evite levantar-se rapidamente e dirigir veículos e/ou operar máquinas durante o tratamento.
O uso de cloridrato de lercanidipino em pacientes com síndrome do seio enfermo (tipo de alteração do
ritmo cardíaco) deve ser realizado com cuidado se não estiver em uso de marcapasso no coração.
Cuidados especiais devem ser necessários quando o tratamento é iniciado em pacientes com insuficiência
renal leve ou moderada ou com insuficiência hepática. O efeito anti-hipertensivo pode ser intensificado
em pacientes com insuficiência hepática e, consequentemente, um ajuste na dose deve ser considerado.
Não é recomendado o uso de cloridrato de lercanidipino em pacientes com insuficiência hepática ou renal
grave (TFG < 30 mL/min), incluindo pacientes sob hemodiálise e diálise peritoneal.
Embora as informações sobre os efeitos clínicos e a experiência clínica sugiram que não é necessário um
ajuste da dose diária, deve-se tomar um cuidado especial ao iniciar o tratamento em idosos.
O cloridrato de lercanidipino não deve ser administrado durante a gravidez ou em mulheres férteis a
menos que seja empregado método adequado de contracepção. A passagem para o leite materno pode ser
esperada. Por esta razão, este medicamento não deve ser administrado em mães que estejam
amamentando.
Não existem dados clínicos disponíveis que relacione o uso de lercanidipino com fertilidade. Alterações
bioquímicas reversíveis na cabeça dos espermatozoides que podem prejudicar a fecundação foram
relatadas em alguns pacientes tratados com bloqueadores de canal. Nos casos em que a fertilização “in
vitro” repetida não é bem-sucedida e onde outra explicação não pode ser encontrada, a possibilidade de
bloqueadores dos canais de cálcio como a causa deve ser considerada.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.
Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois pode ser
excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-
dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.
Fale para seu médico caso esteja tomando:
- medicamentos que são inibidores da isoenzima CYP3A4 (citados anteriormente);
- betabloqueadores (medicamentos para a pressão alta), diuréticos (medicamento que aumenta o volume
de urina) ou inibidores da ECA (medicamentos para tratamento da hipertensão), apesar destes poderem
ser administrados seguramente com cloridrato de lercanidipino;
- cimetidina (mais de 800 mg, um medicamento para úlceras, indigestão ou pirose (queimação));
- fluoxetina (um medicamento para o tratamento da depressão);
- sinvastatina (um medicamento para o tratamento do colesterol);
- metoprolol (um medicamento para tratamento da pressão arterial);
- varfarina (um medicamento para tratamento da circulação sanguínea);
- digoxina (um medicamento para o tratamento de problemas cardíacos);
- midazolam (um medicamento que induz o sono);
- rifampicina (um medicamento para tratamento da tuberculose);
- astemizol ou terfenadina (medicamentos para alergias);
- amiodarona, quinidina e sotalol (medicamentos para tratamento do ritmo cardíaco acelerado);
- fenitoína, fenobarbital ou carbamazepina (medicamentos para epilepsia);
- ou medicamentos que reduzem as chances de rejeição de órgãos transplantados (como por exemplo,
ciclosporina).
A ingestão de bebidas alcoólicas durante o seu tratamento com cloridrato de lercanidipino pode aumentar
os efeitos deste medicamento; portanto, você deve evitar ou reduzir estritamente o limite do seu consumo
de bebidas alcoólicas. Este medicamento deve ser administrado exclusivamente por via oral.
Quando usado nas doses recomendadas, o risco de interação com outros medicamentos é baixo. Mesmo
assim, é importante informar a seu médico sobre o uso concomitante de qualquer destas medicações, pois
pode haver redução do metabolismo de cloridrato de lercanidipino e aumento de sua ação anti-
hipertensiva causando queda mais acentuada da pressão arterial. Além disso, a administração conjunta
com medicamentos citados pode interferir na ação dos mesmos, aumentando ou reduzindo sua eficácia.
Portanto, procure sempre informar ao seu médico sobre todos os medicamentos em uso para que ele
determine a segurança do uso de cloridrato de lercanidipino e oriente quanto a eventuais ajustes
necessários para cada situação.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g / comprimido.
Atenção: contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Quais os efeitos colaterais de Cloridrato de lercanidipino?
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foram: edema periférico, dor de cabeça, rubor, taquicardia e palpitações.
Lista tabulada de eventos adversos
O que fazer em caso de superdose de Cloridrato de lercanidipino?
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de 30 – 40 mg até 800 mg incluindo relatos de tentativa de cometer suicídio.
Se você ingerir mais do que a dose prescrita pelo médico ou em caso de overdose, procure ajuda médica
imediatamente e, se possível, leve com você seus comprimidos ou a embalagem do medicamento. Em
vista do prolongado efeito farmacológico de lercanidipino, será necessária a monitorização por serviço
médico durante um período no mínimo de 24 horas.
A dose excessiva pode fazer com que a pressão sanguínea torne-se muito baixa, e o coração comece a
bater irregularmente ou rapidamente. Isto pode levar também a um estado de inconsciência. Se você
tomar uma dose muito grande deste medicamento acidentalmente, deve procurar um médico ou um centro
de intoxicação imediatamente. O apoio médico imediato é fundamental para adultos e crianças, mesmo se
os sinais e sintomas de intoxicação não estiverem presentes.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e
leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar
de mais orientações.
Como guardar Cloridrato de lercanidipino?
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Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30ºC). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto do medicamento:
Comprimido revestido na cor amarela, circular, biconvexo e liso.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O cloridrato de lercanidipino deve ser tomado de acordo com as instruções fornecidas pelo seu médico,
respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Usualmente, a dose diária é de um
comprimido revestido de 10 mg, que deve ser administrado sempre no mesmo horário, preferencialmente
pela manhã pelo menos 15 minutos antes do café da manhã, porque refeições muito gordurosas aumentam
significantemente o nível sanguíneo do lercanidipino.
Quando necessário, seu médico deverá solicitar que você aumente a dose diária para cloridrato de
lercanidipino 20 mg. A dose máxima recomendada de cloridrato de lercanidipino é de 20 mg/dia.
Nas situações descritas a seguir, o início e ajuste de dose devem ser ainda mais cautelosos.
Caso você tenha mais do que 65 anos, recomenda-se iniciar o tratamento com 10 mg e aguardar pelo
menos quatro semanas para ajuste da dose. Este ajuste sempre deve ser feito obedecendo rigorosamente
as orientações do seu médico. Nos casos onde existe insuficiência renal (deficiência no funcionamento
dos rins) ou nos casos de insuficiência hepática (mau funcionamento do fígado) de leve a moderada a
ação anti-hipertensiva de cloridrato de lercanidipino pode ser intensificada levando a queda mais intensa
da pressão e possível presença de sintomas como náuseas, vômitos e tonteira. Caso você seja portador de
insuficiência renal ou hepática classificadas como grave, não deve fazer uso de cloridrato de
lercanidipino.
Caso você tenha menos de 18 anos, não deve ingerir este medicamento.
Os comprimidos deverão ser engolidos preferencialmente com um pouco de água.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Caso esqueça-se de administrar uma dose, administre-a assim que possível. No entanto, se estiver
próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo determinado
Medicamentos com Cloridrato de lercanidipino
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