Bula simplificada
Bula de Cloridrato de idarrubicina
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para EVOMID
Como Cloridrato de idarrubicina funciona no organismo?
Da bula oficial · EVOMID
Evomid® é um quimioterápico (medicamento usado no tratamento de neoplasias) com ação
antimitótica (que inibe a multiplicação celular) e citotóxica (que causa destruição celular).
Quem não deve usar Cloridrato de idarrubicina?
Da bula oficial · EVOMID
Evomid® é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade (alergia) ao cloridrato de idarrubicina
ou a qualquer componente da fórmula, ou outras antraciclinas ou antracenedionas (antineoplásicos) e
àqueles pacientes com insuficiência renal (diminuição da função dos rins) e/ou hepática (diminuição
da função do fígado) grave, a pacientes com insuficiência cardíaca grave (incapacidade do coração
de bombear a quantidade adequada de sangue) ou que tenham tido infarto do miocárdio recentemente,
a pacientes com arritmias graves (alteração do ritmo do coração), com mielossupressão (diminuição
da função da medula óssea) persistente ou que já tenham feito tratamento anteriormente com dose
cumulativa máxima com Evomid® e/ou outras antraciclinas e antracenedionas (antineoplásicos).
Quais os cuidados ao usar Cloridrato de idarrubicina?
Da bula oficial · EVOMID
Geral
Evomid® deve ser administrado apenas sob a supervisão de médicos com experiência em
quimioterapia.
Os pacientes devem se recuperar de toxicidades agudas, tais como estomatite (inflamação da mucosa
da boca), neutropenia (diminuição de um tipo de célula de defesa no sangue: neutrófilo),
trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) e infecções
generalizadas, e também de tratamentos citotóxicos prévios (tratamento para neoplasias anteriores),
antes de iniciarem o tratamento com Evomid®
Saúde para o futuro que sonhamos.
Função Cardíaca
A cardiotoxicidade (toxicidade do coração) é um risco do tratamento com antraciclinas que pode se
manifestar por eventos iniciais (isto é, agudos) ou tardios (isto é, que aparecem tardiamente).
Eventos iniciais (agudos)
A cardiotoxicidade inicial de Evomid® é constituída, principalmente, por taquicardia sinusal
(aceleração do ritmo cardíaco) e/ou anormalidades eletrocardiográficas (alterações no exame de
eletrocardiograma - ECG), como alterações não específicas de ST-T (alterações vistas no exame de
ECG). Taquiarritmias (arritmia com aumento do número de batimentos cardíacos), incluindo
contrações ventriculares prematuras (tipo de arritmia cardíaca), taquicardia ventricular (tipo de
arritmia cardíaca com aumento do número de batimentos) e bradicardia (diminuição do número de
batimentos), assim como bloqueios atrioventriculares e de ramo (interrupção do impulso cardíaco
em regiões específicas do coração) foram também relatados. Esses efeitos, usualmente, não
predizem desenvolvimento subsequente de cardiotoxicidade tardia (toxicidade cardíaca que aparece
tardiamente), e são, raramente, de importância clínica, não devendo ser, geralmente, a razão para a
interrupção do tratamento com Evomid®.
Eventos tardios (que surgem tardiamente)
A cardiotoxicidade tardia usualmente se desenvolve posteriormente no curso da terapia com Evomid®
ou dentro de 2 a 3 meses após o término do tratamento, mas a ocorrência de eventos tardios vários
meses ou anos após o término do tratamento também foi relatada. A cardiomiopatia (lesão do músculo
cardíaco) tardia se manifesta pela redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE -
quantidade de sangue bombeado do coração para as artérias) e/ou sinais e sintomas de insuficiência
cardíaca congestiva (ICC - incapacidade do coração bombear a quantidade adequada de sangue), tais
como: dispneia (falta de ar), edema pulmonar (acúmulo de líquido no pulmão), edema postural
(acúmulo de líquido em regiões variadas do corpo, que varia com a posição), cardiomegalia (aumento
do coração), hepatomegalia (aumento do fígado), oligúria (diminuição do volume urinário), ascite
(acúmulo de líquido no abdome), efusão pleural (acúmulo de líquido na camada que recobre o
pulmão) e ritmo de galope (tipo de arritmia cardíaca). Efeitos subagudos como pericardite (inflamação
da membrana que reveste o coração)/miocardite (inflamação do músculo cardíaco) também foram
relatados. ICC com risco de morte é a forma mais grave de cardiomiopatia induzida por antraciclina
e representa a toxicidade cumulativa limitante da dose (toxicidade a partir da qual não se pode
aumentar a dose do medicamento) do fármaco.
Os limites da dose cumulativa para Evomid® intravenoso não foram definidos. No entanto,
cardiomiopatia relacionada ao Evomid® foi relatada em 5% dos pacientes que receberam doses
cumulativas intravenoso 150 a 290 mg/m2.
A função cardíaca deve ser avaliada antes do paciente ser submetido ao tratamento com Evomid® e
deve ser monitorada durante a terapia para que se minimize o risco de ocorrência de insuficiência
cardíaca grave. O risco pode ser diminuído pela monitoração regular da FEVE (fração de ejeção do
ventrículo esquerdo - quantidade de sangue bombeado do coração para as artérias) durante o
tratamento, com interrupção imediata de Evomid® ao primeiro sinal de disfunção. O método
quantitativo apropriado para avaliações repetidas da função cardíaca (avaliação da FEVE) inclui
cintilografia nuclear do coração (MUGA) ou ecocardiografia (ECO). A avaliação cardíaca basal com
uma eletrocardiografia associada a uma cintilografia nuclear cardíaca ou a uma ecocardiografia é
recomendada, especialmente para pacientes com fatores de risco aumentados para cardiotoxicidade
(toxicidade do coração). Determinações repetidas da FEVE pela cintilografia cardíaca ou pela
ecocardiografia devem ser realizadas, particularmente com doses cumulativas mais altas de
antraciclina. A técnica utilizada na avaliação cardíaca deve ser consistente durante o
acompanhamento.
Fatores de risco para toxicidade cardíaca incluem doença cardiovascular ativa ou não, radioterapia
prévia (tratamento com radioterapia) ou concomitante em região mediastinal/pericardíaca (no
mediastino ou próxima ao coração), terapia prévia com outras antraciclinas ou antracenedionas e uso
concomitante de outros fármacos com capacidade de reduzir a contratilidade cardíaca ou
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medicamentos cardiotóxicos (p. ex.: trastuzumabe). As antraciclinas, incluindo Evomid®, não devem
ser administradas em associação a outros agentes cardiotóxicos a menos que a função cardíaca do
Quais os efeitos colaterais de Cloridrato de idarrubicina?
Da bula oficial · EVOMID
Infecções e infestações: infecção, sepse/septicemia (infecção generalizada), infecção por fungo.
Neoplasias benignas, malignas e indefinidas: leucemia secundária (leucemia mieloide aguda e
síndrome mielodisplásica).
Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático: anemia (diminuição da quantidade de células
vermelhas do sangue: hemácias), leucopenia (redução de células de defesa no sangue), neutropenia
(diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) e neutropenia febril,
trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), falência da medula
óssea (incapacidade da medula óssea de produzir as células do sangue).
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Distúrbios do sistema imunológico: anafilaxia (reação alérgica grave).
Distúrbios do metabolismo e nutrição: anorexia (falta de apetite), desidratação (perda excessiva de
água e sais minerais do organismo), hiperuricemia (aumento do ácido úrico no sangue).
Distúrbios cardíacos: bloqueio atrioventricular (bloqueio da condução elétrica do átrio para o
ventrículo), bloqueio de ramo de feixes (bloqueio da condução elétrica do coração), taquiarritmias e
taquicardia sinusal (alterações do ritmo do coração), insuficiência cardíaca congestiva (incapacidade
do coração bombear a quantidade adequada de sangue), miocardite (inflamação do coração) e
pericardite (inflamação da membrana que reveste o coração externamente), e infarto do miocárdio.
Distúrbios vasculares: hemorragia (sangramento), ondas de calor, flebite (inflamação da veia),
choque (queda grave da pressão), tromboflebite (inflamação da veia com formação de coágulos),
tromboembolismo (eliminação de coágulos dos vasos sanguíneos para os pulmões), hipotensão
(queda de pressão), hemorragia cerebral (sangramento no cérebro).
Distúrbios gastrintestinais: dor abdominal ou sensação de queimação, colite (inflamação do
intestino grosso ou cólon) incluindo enterocolite grave (inflamação grave dos intestinos) e
enterocolite neutropênica com perfuração (inflamação grave com perfuração do intestino), diarreia
(aumento no número e na quantidade de fezes), erosão/ ulceração (lesões semelhantes a aftas),
esofagite (inflamação do esôfago), sangramento do trato gastrintestinal (compreende boca, esôfago,
estômago e intestino delgado), mucosite/estomatite (inflamação da mucosa da boca), náusea (enjoo),
vômito, falência hepática (do fígado).
Distúrbio de pele e tecido subcutâneo: eritema acral (vermelhidão nas extremidades), alopecia
(perda de cabelo), hipersensibilidade da pele irradiada (inflamação da pele tratada previamente com
radioterapia), toxicidade local, rash (vermelhidão da pele), coceira, alterações na pele,
hiperpigmentação (escurecimento) da pele e unhas, urticária (alergia da pele).
Distúrbios renal e urinário: coloração vermelha da urina por 1-2 dias após administração da
medicação, nefropatia (doença dos rins), falência renal (diminuição grave da função dos rins), falência
renal aguda (diminuição aguda grave da função dos rins).
Respiratório: tosse, pneumonia (infecção do pulmão), síndrome respiratória aguda (mau
funcionamento grave dos pulmões decorrente de inflamação), fibrose pulmonar (endurecimento dos
pulmões).
Distúrbios Gerais e no local da administração: febre, dor de cabeça, letargia (cansaço e lentidão
de reações e reflexos), falência múltipla dos órgãos (mau funcionamento de vários órgãos ao mesmo
tempo).
Investigação: redução assintomática (sem sintomas) na função de ejeção do ventrículo esquerdo e
anormalidades no ECG (alterações do coração a serem investigadas com ecocardiograma e
eletrocardiograma), elevação de enzimas hepáticas e bilirrubina (alteração dos exames relacionados
à função do fígado).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Doses muito altas de Evomid® podem causar toxicidade miocárdica aguda (toxicidade cardíaca que
surge horas depois da infusão do medicamento), dentro de 24 horas e mielossupressão grave
(diminuição da função da medula óssea) dentro de 1 ou 2 semanas. Insuficiência cardíaca tardia
(incapacidade do coração bombear a quantidade adequada de sangue), foi observada com as
Saúde para o futuro que sonhamos.
Cloridrato de idarrubicina interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · EVOMID
recebendo antraciclinas após a interrupção do tratamento com outros agentes cardiotóxicos (tóxicos
ao coração), especialmente aqueles com meias-vidas longas (tempo necessário para que o organismo
elimine metade da concentração sanguínea do medicamento), tais como trastuzumabe, podem estar
sob risco aumentado de desenvolver cardiotoxicidade. A meia-vida reportada do trastuzumabe é
variável. O trastuzumabe pode persistir na circulação por até 7 meses. Portanto, quando possível, os
médicos devem evitar a terapia baseada em antraciclinas por até 7 meses após a interrupação do
tratamento com tratuzumabe. Se as antraciclinas forem utilizadas antes deste tempo, recomenda-se
monitoramento cuidadoso da função cardíaca.
A monitoração da função cardíaca deve ser particularmente rigorosa em pacientes recebendo altas
doses cumulativas (doses que se somam) e naqueles com fatores de risco. No entanto, a
cardiotoxicidade com Evomid® pode ocorrer em doses cumulativas mais baixas independentemente
da presença de fatores de risco cardíacos.
Uma avaliação de longo prazo e periódica da função cardíaca deve ser feita em crianças já que
demonstraram uma maior suscetibilidade à toxicidade cardíaca induzida pela antraciclina.
É provável que a toxicidade de Evomid® e outras antraciclinas ou antracenedionas seja aditiva (as
toxicidades se somam).
Toxicidade Hematológica (toxicidade sanguínea)
Evomid® é um potente supressor da medula óssea (diminui a função da medula óssea).
Mielossupressão grave (diminuição acentuada da função da medula óssea) ocorrerá em todos os
pacientes que recebam doses terapêuticas desse agente. O perfil hematológico (exames de sangue)
deve ser avaliado antes e durante cada ciclo da terapia com Evomid®, incluindo contagem diferencial
dos glóbulos brancos (contagem das células responsáveis pela defesa no sangue). Leucopenia
reversível (redução de células de defesa no sangue), dependente da dose e/ou granulocitopenia
(neutropenia: diminuição de um tipo de células de defesa no sangue - neutrófilos) são as
manifestações predominantes da toxicidade hematológica de Evomid®, constituindo a toxicidade
aguda limitante da dose mais comum desse fármaco. A leucopenia e a neutropenia são, geralmente,
graves; trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) e anemia
(diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue: hemácias) também podem ocorrer. As
contagens de leucócitos e neutrófilos alcançam o nadir (ponto mais baixo da contagem de células de
defesa, a partir do qual o número começa a aumentar), geralmente, entre o 10° e 14° dia após a
administração do fármaco, no entanto, as contagens celulares usualmente retornam a níveis normais
durante a terceira semana. As consequências clínicas da mielossupressão grave incluem febre,
infecções, sepse/septicemia (infecção generalizada), choque séptico (sepse grave), hemorragia,
hipóxia tecidual (diminuição da quantidade de oxigênio no tecido) ou morte.
Leucemia secundária (leucemia que surge como consequência do tratamento com Evomid®)
Leucemia secundária, com ou sem fase pré-leucêmica, foi relatada em pacientes tratados com
antraciclinas incluindo Evomid®. A leucemia secundária é mais comum quando tais fármacos são
administrados em combinação com agentes antineoplásicos (que combatem o câncer) lesivos ao DNA
(causa danos ao DNA da célula), quando os pacientes foram pré-tratados intensivamente com
fármacos citotóxicos (medicamentos que causam destruição celular) ou quando as doses de
antraciclinas foram aumentadas. Essas leucemias possuem um período de latência (período sem
manifestação clínica) de 1 a 3 anos.
Gastrintestinal
Evomid® é emetogênico (provoca vômitos). A mucosite (inflamação na mucosa dos órgãos do
aparelho digestivo, principalmente estomatite (da boca e língua)), menos frequentemente esofagite
(do esôfago) geralmente aparece no início do tratamento com o fármaco e, se grave, pode progredir
em poucos dias para úlceras de mucosa. A maioria dos pacientes se recupera desse evento adverso
até a terceira semana de terapia.
Saúde para o futuro que sonhamos.
Função hepática (do fígado) e/ou renal (do rim)
Uma vez que a função hepática e/ou renal insuficiente pode afetar a distribuição de Evomid®, a função
do fígado e dos rins deve ser avaliada com os exames laboratoriais e clínicos convencionais utilizando
bilirrubina sérica (exame de sangue que avalia o funcionamento do fígado) e creatinina sérica (exame
de sangue que avalia o funcionamento do rim) antes e durante o tratamento. Em várias experiências
clínicas de Fase III (pesquisas de eficácia e segurança do medicamento), o tratamento era
contraindicado se os níveis séricos de bilirrubina e/ou creatinina excedessem 2 mg%. Com outras
antraciclinas, uma redução de 50% da dose é geralmente empregada se os níveis de bilirrubina e
creatinina estiverem em torno de 1,2 - 2,0 mg% (vide questão 6. COMO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?).
Efeitos no local de infusão
Fleboesclerose (fibrose da veia utilizada para infusão do medicamento) pode resultar da infusão do
fármaco em vaso de pequeno calibre ou de infusões repetidas (várias aplicações) na mesma veia.
Seguir os procedimentos de administração recomendados pode minimizar o risco de flebite
(inflamação da veia)/tromboflebite (inflamação e trombose da veia) no local de infusão (vide questão
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?).
Extravasamento (injeção acidental ou escape da medicação de dentro da veia para os tecidos
vizinhos)
O extravasamento de Evomid® durante a administração intravenosa (presença do medicamento fora
da veia) pode produzir dor local, lesões teciduais graves (vesicação (formação de vesículas), celulite
grave (inflamação do tecido gorduroso abaixo da pele)) e necrose (morte do tecido). Caso ocorram
sinais ou sintomas de extravasamento durante a administração intravenosa de Evomid®, a infusão do
fármaco deve ser imediatamente interrompida.
Síndrome da Lise Tumoral (sintomas provocados pela destruição das células do câncer)
EVOMID® pode induzir à hiperuricemia (aumento do ácido úrico no sangue) devido ao extenso
catabolismo (quebra) das purinas que acompanha a rápida lise (destruição) de células neoplásicas
induzidas pelo fármaco (síndrome de lise tumoral). Níveis séricos de ácido úrico, potássio, cálcio,
fosfato e creatinina devem ser avaliados após o tratamento inicial. Hidratação, alcalinização urinária
(uso de substâncias para favorecer a eliminação do medicamento pela urina) e profilaxia com
alopurinol para prevenir a hiperuricemia podem minimizar as complicações potenciais da síndrome
de lise tumoral.
Efeitos Imunossupressores (que diminuem a função do sistema imune)/Aumento da
Suscetibilidade à Infecções
A administração de vacinas com antígenos vivos (feita a partir de patógenos ativos) ou atenuados
(inativados) em pacientes imunocomprometidos por agentes quimioterápicos, incluindo Evomid®,
pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação com antígenos vivos deve ser evitada em
pacientes recebendo Evomid®. Vacinas com antígenos mortos ou inativos podem ser administradas,
no entanto, a resposta à vacina pode estar diminuída.
Outros
Assim como ocorre com outros agentes citotóxicos, tromboflebite e fenômenos tromboembólicos,
incluindo embolismo pulmonar (presença de um coágulo no pulmão), foram coincidentemente
relatados com o uso de EVOMID®.
Fertilidade, gravidez e lactação (amamentação)
Gravidez
O potencial embriotóxico (capacidade de provocar danos ao embrião) de Evomid® foi demonstrado
em estudos in vitro (em laboratório) e in vivo (em animais). No entanto, não há estudos adequados e
bem controlados em mulheres grávidas. Mulheres com potencial para engravidar devem ser
aconselhadas a evitarem a gravidez durante o tratamento. Evomid® deve ser utilizado durante a
Saúde para o futuro que sonhamos.
gravidez apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial ao feto. A paciente deve ser
informada do dano potencial ao feto (risco de dano ao feto).
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Lactação (amamentação)
Não se sabe se Evomid® é excretado (eliminado) no leite humano.
As mães não devem amamentar enquanto estiverem em quimioterapia, em uso de Evomid®.
Alteração na fertilidade
Evomid® pode levar a alterações nos espermatozoides humanos. Por essa razão, homens submetidos
a tratamento com Evomid® devem utilizar métodos contraceptivos (que evitem engravidar a parceira)
efetivos.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
O efeito de Evomid® na habilidade de dirigir ou operar máquinas não foi avaliado.
O que fazer em caso de superdose de Cloridrato de idarrubicina?
Da bula oficial · EVOMID
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico
e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.
Como guardar Cloridrato de idarrubicina?
Da bula oficial · EVOMID
Evomid® pó liofilizado deve ser conservado em temperatura inferior a 25°C, protegido da luz.
Após preparo da reconstituição em soro fisiológico, a solução é química e fisicamente estável
por até 48 horas em geladeira (2 a 8ºC). Descartar devidamente qualquer solução não utilizada
após a reconstituição.
Após diluição em soro glicosado 5% ou em soro fisiológico, a solução é química e fisicamente
estável por 48 horas em temperatura inferior a 25ºC.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo
Saúde para o futuro que sonhamos.
Características do produto: frasco-ampola de vidro incolor, contendo massa laranja esponjosa.
Solução Reconstituída (0,1% de cloridrato de idarrubicina em soro fisiológico): solução transparente
e límpida, laranja, livre de partículas visíveis de material estranho.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Evomid® é um medicamento de Uso Restrito a Hospitais ou Ambulatórios Especializados, portanto,
a preparação e administração de Evomid® devem ser feitas por um médico ou por profissionais de
saúde especializados e treinados em ambiente hospitalar ou ambulatorial.
Evomid® deve ser utilizado somente por via intravenosa (dentro da veia).
O conteúdo do frasco-ampola de Evomid® 5 mg será dissolvido com 5 mL de soro fisiológico e o
conteúdo do frasco-ampola de 10 mg, com 10 mL de soro fisiológico. Vide procedimento de
administração descrito adiante (vide subitem Medidas de Proteção).
Administração
Evomid® deve ser administrado somente por via intravenosa e a solução reconstituída será
administrada através de um sistema de flebóclise conectado a um frasco de solução de cloreto de
sódio a 0,9% ou soro glicosado a 5%. A duração da injeção deverá ser acima de 5-10 minutos. Uma
injeção direta em push não é recomendada devido ao risco de extravasamento, que pode ocorrer
mesmo na presença de retorno sanguíneo adequado à aspiração com a agulha (vide questão 5.
