Bula simplificada
Bula de Cloridrato de clorpromazina
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para cloridrato de clorpromazina
Como Cloridrato de clorpromazina funciona no organismo?
Da bula oficial · cloridrato de clorpromazina
O cloridrato de clorpromazina é um medicamento que age no sistema nervoso central controlando os mais
variados tipos de excitação. É, portanto, de grande valor no tratamento das perturbações mentais e
emocionais.
Como usar Cloridrato de clorpromazina? Qual a dose?
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Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
De modo geral, cloridrato de clorpromazina é bem tolerado.
Quem não deve usar Cloridrato de clorpromazina?
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O cloridrato de clorpromazina não deve ser utilizado caso você apresente:
- glaucoma de ângulo fechado (aumento da pressão intraocular).
- risco de retenção urinária (urina presa), ligado aos problemas uretroprostáticos (uretra e próstata).
O cloridrato de clorpromazina não deve ser utilizado com levodopa (medicamento utilizado no tratamento
das síndromes apresentadas na Doença de Parkinson) (vide item “4. O que devo saber antes de usar este
Quais os cuidados ao usar Cloridrato de clorpromazina?
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Em caso de febre o tratamento com cloridrato de clorpromazina deve ser suspenso e o médico comunicado.
A febre sem causa aparente pode ser um dos elementos da Síndrome Maligna (palidez, febre e distúrbios
vegetativos como tremores, palpitação, sudorese entre outros) que tem sido descrita com o uso de
medicamentos neurolépticos.
Informe ao seu médico caso você tenha doença de coração, fígado, rim ou Parkinson, ou se estiver fazendo
uso de outros medicamentos.
Casos de tromboembolismo venoso, incluindo casos de embolismo pulmonar, algumas vezes fatal, e casos
de trombose venosa profunda, foram reportados com medicamentos antipsicóticos (classe que o princípio
ativo de cloridrato de clorpromazina pertence). Portanto, cloridrato de clorpromazina deve ser utilizado
com cautela em pacientes com fatores de risco para tromboembolismo (obstrução de um vaso sanguíneo
por um coágulo de sangue).
Hiperglicemia (nível alto de açúcar no sangue) ou intolerância à glicose foram relatadas em pacientes
tratados com cloridrato de clorpromazina. Os pacientes com diagnóstico estabelecido de diabetes mellitus
ou com fatores de risco para desenvolvimento de diabetes que iniciaram o tratamento com cloridrato de
clorpromazina devem realizar monitoramento glicêmico (controle do nível de açúcar no sangue) apropriado
durante o tratamento (vide item “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”).
O cloridrato de clorpromazina deve ser usado com cautela caso você apresente fatores de risco para
acidentes vasculares cerebrais (derrame).
O cloridrato de clorpromazina também deve ser utilizado com prudência em pacientes parkinsonianos, que
necessitem de um tratamento neuroléptico, em geral devido à sua idade avançada (hipotensão e sedação),
Quais os efeitos colaterais de Cloridrato de clorpromazina?
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A administração de cloridrato de clorpromazina junto com amitriptilina pode levar a um aumento nos
níveis plasmáticos (quantidade de medicamento no sangue) da amitriptilina. Os pacientes devem ser
Cloridrato de clorpromazina interage com outros medicamentos?
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O cloridrato de clorpromazina também não deve ser utilizado caso você apresente: comas barbitúricos
(coma temporário provocado por uma dose controlada de medicamento barbitúrico) e etílicos (coma
provocado por ingestão de álcool); sensibilidade às fenotiazinas (medicamento tranquilizante); doença
cardiovascular (do coração) grave; depressão severa do sistema nervoso central.
Além disso, cloridrato de clorpromazina não deve ser utilizado junto com álcool, lítio e sultoprida (vide
O que fazer em caso de superdose de Cloridrato de clorpromazina?
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Assim como com outros neurolépticos (classe do cloridrato de clorpromazina), foram relatados casos raros
de prolongamento do intervalo QT (alteração observada em eletrocardiograma e que está relacionada aos
batimentos do coração) com a clorpromazina.
Neurolépticos fenotiazínicos podem potencializar o prolongamento do intervalo QT, o que aumenta o risco
de ataque de arritmias (descompasso dos batimentos do coração) ventriculares graves do tipo torsades de
pointes (tipo de alteração grave nos batimentos cardíacos), que é potencialmente fatal (morte súbita). O
prolongamento QT é exacerbado, em particular, na presença de bradicardia (diminuição da frequência
cardíaca), hipopotassemia (redução dos níveis de potássio no sangue) e prolongamento QT congênito ou
adquirido (exemplo: fármacos indutores). Se a situação clínica permitir, avaliações médicas e laboratoriais
devem ser realizadas para descartar possíveis fatores de risco antes do início do tratamento com um agente
neuroléptico e conforme necessidade durante o tratamento (vide item “8. Quais os males que este
medicamento pode me causar?”).
Nos primeiros dias de tratamento, principalmente se você é hipertenso (tem pressão alta) ou hipotenso (tem
pressão baixa), é necessário que você se deite durante meia hora em posição horizontal, sem travesseiro,
logo após a tomada do medicamento. Esta precaução deve ser rigorosamente seguida quando se administra
o cloridrato de clorpromazina Injetável.
A vigilância clínica e, eventualmente eletroencefalográfica, deve ser reforçada em pacientes epilépticos,
devido à possibilidade de diminuição do limiar epileptógeno. Recomenda-se evitar o tratamento prolongado
se você pretende engravidar.
É desaconselhável o consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Em tratamentos prolongados, é recomendável controle oftalmológico (dos olhos) e hematológico (do
sangue) regular.
Como guardar Cloridrato de clorpromazina?
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O cloridrato de clorpromazina deve ser mantido em sua embalagem original. Manter em temperatura
ambiente (entre 15 - 30°C). Proteger da luz.
Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem do produto. Nunca
use medicamento com o prazo de validade vencido, pois pode ser prejudicial à saúde.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamentos com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Depois de aberto, este medicamento deve ser utilizado imediatamente.
Características do medicamento
Solução límpida e incolor.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
A solução injetável deve ser administrada por via intramuscular.
O cloridrato de clorpromazina deve ser administrado profundamente no músculo. Como a solução é
irritante, a administração intramuscular superficial deve ser evitada, de forma a minimizar reações locais.
Uso Intramuscular (adultos): usado em pacientes internados, é preconizada uma dose inicial de 25 a 100
mg, repetida dentro de 1 a 4 horas, se necessário, até o controle dos sintomas. Em pacientes idosos ou
debilitados, doses mais baixas são geralmente suficientes para o controle dos sintomas (1/2 a 1/3 da dose de
adultos). A administração por via oral deve ser introduzida quando os sintomas estiverem controlados.
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Uso Intramuscular (crianças acima de 2 anos): deve-se usar o esquema de aumento gradativo de dose,
sendo usualmente utilizada uma dose inicial de 1 mg/kg/dia, dividida em 2 ou 3 tomadas. O total da dose
diária não deve exceder 40 mg, em crianças abaixo de 5 anos, ou 75 mg, em crianças mais velhas.
Devendo-se passar para a via oral tão logo os sintomas estejam controlados.
Não há estudos dos efeitos da clorpromazina administrada por vias não recomendadas. Portanto, por
segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via
intramuscular, conforme recomendado pelo médico.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível. No entanto, se estiver próximo do
horário da dose seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo determinado pela
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