Pular para o conteúdo
Renove sua receita por R$ 49,90
Renovar

Bula simplificada

Bula de Citarabina

Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.

Medicamentos

5

Apresentações

5

Também disponível em

ver marcas

Bula oficial em PDF · Paciente

Documento registrado na Anvisa para CITARABINA

Como Citarabina funciona no organismo?

Da bula oficial · CITARABINA

Citarabina é um agente antineoplásico (que combate o câncer) que inibe a formação do DNA (ácido desoxirribonucleico -
substância ou material genético que forma os seres vivos). Também apresenta propriedades antivirais (que combatem vírus)
e imunossupressoras (que diminuem a resposta do sistema de defesa do organismo).

Como usar Citarabina? Qual a dose?

Da bula oficial · CITARABINA

a ser utilizado. Citarabina pode ser administrado por infusão ou por injeção intravenosa, por via subcutânea ou intratecal.
Em alguns pacientes ocorreu tromboflebite no local da injeção ou da infusão; raramente relatou-se dor e inflamação nos
locais da injeção subcutânea. Na maioria dos casos, entretanto, a medicação foi bem tolerada.
Os pacientes podem tolerar doses totais maiores quando recebem o medicamento por injeção intravenosa rápida quando
comparado por infusão lenta. Esse fenômeno está relacionado com a rápida inativação de citarabina e com a curta
exposição das células normais e neoplásicas susceptíveis a níveis significativos do medicamento, após injeção rápida.
Células normais e neoplásicas respondem aparentemente de modo paralelo a esses diferentes modos de administração;
nenhuma vantagem clínica expressiva foi demonstrada para qualquer um deles.
Doses convencionais: na terapia de indução de leucemia não-linfocítica aguda, a dose habitual de citarabina em
combinação com outros agentes quimioterápicos antineoplásicos é de 100 mg/m2/dia por infusão intravenosa contínua (dias
1 - 7) ou 100 mg/m2 IV a cada 12 horas (dias 1 - 7).
Doses altas: 2-3 g/m2 por infusão intravenosa a cada 12 horas por 1-3 horas durante 2-6 dias com ou sem agentes
quimioterápicos adicionais.
Doses subcutâneas: em geral a dose é 20-100 mg/m2 dependendo da indicação do tratamento e do regime posológico
utilizado.
A literatura deve ser consultada sobre as recomendações atuais para o uso em leucemia.
Uso intratecal para leucemia meníngea
A citarabina tem sido utilizado por via intratecal em leucemia aguda em doses que variam de 5 mg/m2 a 75 mg/m2 de
superfície corpórea. A frequência de administração variou de uma vez ao dia por 4 dias a uma vez a cada 4 dias. A dose
mais frequentemente usada foi de 30 mg/m² a cada 4 dias até que os achados no líquido cérebro-espinhal fossem normais,
seguida por um tratamento adicional.

BULA PARA PACIENTE RDC 47/2009
Av. Guido Caloi, 1985 – Galpão 01 – Condomínio River Side Jd. São Luis CEP 05802-140 São Paulo – SP Fone: 55 11 5516-3291
O regime de doses é usualmente determinado pelo tipo e gravidade das manifestações no sistema nervoso central e pela
resposta à terapia prévia.
A citarabina tem sido utilizada por via intratecal em associação com succinato sódico de hidrocortisona e metotrexato,
ambos como profilaxia em crianças recém-diagnosticadas com leucemia linfocítica aguda, bem como no tratamento de
leucemia com infiltração meníngea. Sullivan reportou que a terapia profilática tripla preveniu doenças do sistema nervoso
central tardias apresentando índices de cura e sobrevida global similares aos daqueles pacientes nos quais a radiação no
sistema nervoso central e o metotrexato por via intratecal foram usados com profilaxia inicial do sistema nervoso central.
As doses utilizadas nesta terapia foram 30 mg/m2 de citarabina, 15 mg/m2 de succinato sódico de hidrocortisona e 15 mg/m2
de metotrexato (uma dose única máxima absoluta de 15 mg de metotrexato). O médico deve estar ciente deste regime de
dose e notar que a dosagem de metotrexato em pacientes pediátricos é diferente, com base na idade ao invés de área de
superfície corporal.
A terapia profilática tripla após tratamento bem-sucedido do episódio meníngeo agudo pode ser útil. O médico deve estar
familiarizado com a literatura atual antes de instituir este programa.
O uso de citarabina por via intratecal pode causar toxicidade sistêmica, recomendando-se um cuidadoso monitoramento do
sistema hemopoiético. Pode ser necessária a alteração da terapia antileucêmica. Raramente ocorre toxicidade significativa
(ver item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?” e item “8. Quais os males que este medicamento pode me
causar?”). Quando citarabina é administrado por ambas as vias intratecal e intravenosa num período de poucos dias, existe
um risco aumentado de toxicidade espinal; entretanto, quando existe doença associada a risco de morte, o médico deve, a
seu critério, decidir sobre o uso concomitante de citarabina por via intratecal e intravenosa.
O envolvimento leucêmico focal do sistema nervoso central pode não responder ao citarabina por via intratecal, podendo
ser melhor o tratamento com radioterapia.
Compatibilidades a medicamentos
Citarabina é compatível com os seguintes medicamentos, em concentrações específicas, em glicose 5% em água durante 8
horas: citarabina 0,8 mg/mL e cefalotina sódica 1,0 mg/mL; citarabina 0,4 mg/mL e fosfato sódico de prednisolona 0,2
mg/mL; citarabina 16 mcg/mL e sulfato de vincristina 4 mcg/mL. Citarabina também é fisicamente compatível com
metotrexato.
Uso em crianças: semelhante ao uso em adultos.
Uso em idosos: não são conhecidas até o momento recomendações especiais para os pacientes idosos, aplicando-se as
informações técnicas já descritas.

BULA PARA PACIENTE RDC 47/2009
Av. Guido Caloi, 1985 – Galpão 01 – Condomínio River Side Jd. São Luis CEP 05802-140 São Paulo – SP Fone: 55 11 5516-3291
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Como citarabina é um medicamento de uso exclusivamente hospitalar, o plano de tratamento é definido pelo médico que
acompanha o caso. Caso o paciente falte a uma sessão programada de quimioterapia com esse medicamento, ele deve
procurar o seu médico para redefinição da programação de tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a
eficácia do tratamento.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
O principal efeito tóxico de citarabina é supressão (diminuição da função) da medula óssea, com leucopenia (redução de
células de defesa no sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) e anemia
(diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue: hemácias). A toxicidade menos grave inclui náuseas (enjoos),
vômitos, diarreia e dor abdominal, ulceração oral (feridas na mucosa da boca) e disfunção hepática (do fígado).
Resumo do Perfil de Segurança (ver item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”).
Distúrbios sanguíneo e linfático: como citarabina é um supressor da medula óssea, podem ocorrer anemia, leucopenia
(redução de células de defesa do sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas),
megaloblastose (presença de células grandes e imaturas no sangue) e redução de reticulócitos (células vermelhas jovens)
como resultado de sua administração. A gravidade dessas reações depende da dose e do esquema terapêutico. Pode-se
esperar, a ocorrência de alterações celulares na morfologia em esfregaços de medula óssea e de sangue periférico (exames
feitos para avaliar a aparência das células do sangue).
Infecções e infestações: infecções virais, bacterianas, fúngicas, parasitárias ou saprofíticas (família de bactérias), em
qualquer local do corpo, podem estar associadas ao uso de citarabina sozinho ou combinado com outros agentes
imunossupressores após doses imunossupressoras (que afetam as células de defesa) ou humoral (substâncias de defesa:
anticorpos). Essas infecções podem ser leves, mas também podem ser graves e até fatais.
Distúrbios dos tecidos musculoesquelético e conjuntivo
Síndrome da citarabina: caracteriza-se por febre, mialgia (dor muscular), dor óssea, ocasionalmente dor torácica, rash
maculopapular (com formação de manchas vermelhas e lesões elevadas na pele), conjuntivite (inflamação ou infecção da
membrana que cobre o olho) e mal-estar. Geralmente ocorre 6-12 horas após a administração do medicamento. Os
corticosteroides mostraram ser benéficos no tratamento ou prevenção dessa síndrome. Se os sintomas forem considerados
tratáveis, o uso de corticosteroides deve ser considerado, assim como a continuação da terapia com citarabina.

BULA PARA PACIENTE RDC 47/2009
Av. Guido Caloi, 1985 – Galpão 01 – Condomínio River Side Jd. São Luis CEP 05802-140 São Paulo – SP Fone: 55 11 5516-3291

Quem não deve usar Citarabina?

Da bula oficial · CITARABINA

Este medicamento é contraindicado a pacientes hipersensíveis (alérgicos) à citarabina ou a qualquer componente do
produto.

Quais os cuidados ao usar Citarabina?

Da bula oficial · CITARABINA

Citarabina deve ser utilizado apenas sob a supervisão de médicos experientes em quimioterapia antineoplásica (que
combate o câncer). Na terapia de indução (primeira tentativa de diminuir a quantidade de células cancerosas no sangue),
devem estar à disposição do paciente e da equipe médica, recursos laboratoriais e de suporte adequados para monitorar a
tolerabilidade ao fármaco, proteger e manter pacientes comprometidos pela toxicidade da medicação.
Para avaliar a adequação da terapia com citarabina, o médico deve considerar os possíveis benefícios ao paciente em
relação aos conhecidos efeitos tóxicos do mesmo. Antes de decidir quanto à terapia ou iniciar o tratamento, o médico deve
se familiarizar com as informações seguintes:
Efeitos hematológicos: Citarabina é um potente supressor (inibidor) da medula óssea; o grau da supressão depende da dose
e do esquema terapêutico adotado. A terapia deve ser iniciada com cautela em pacientes com supressão da medula óssea
preexistente induzida por medicamentos. Pacientes que receberem este fármaco devem estar sob rigorosa supervisão
médica e, durante a terapia de indução, a contagem de leucócitos (células de defesa do sangue) e plaquetas (células
responsáveis pela coagulação do sangue) deve ser feita diariamente. Devem ser realizados, frequentemente, exames da
medula óssea após o desaparecimento dos blastos (células do sangue que são muito jovens, indicando um aumento da
divisão celular, o que é um indicativo de câncer) da circulação sanguínea. Deve-se considerar a suspensão ou modificação
do tratamento se a depressão da medula óssea induzida por medicamento resultar em contagem plaquetária inferior a
50.000, ou se a contagem dos granulócitos polimorfonucleares (tipo de células de defesa presentes no sangue) chegar a
níveis inferiores a 1.000/mm3. As contagens de elementos figurados (todos os vários tipos de células presentes no sangue)
do sangue podem continuar diminuindo após a suspensão do medicamento e alcançar valores mais baixos após períodos de
12 a 24 dias da interrupção do tratamento. Caso seja indicado, deve-se reiniciar a terapia quando aparecerem sinais
definitivos de recuperação medular. Devem estar à disposição do paciente os recursos para o tratamento de eventuais
complicações, possivelmente fatais, consequentes da supressão da medula óssea (infecção, hemorragia devido à
trombocitopenia - diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas).

BULA PARA PACIENTE RDC 47/2009
Av. Guido Caloi, 1985 – Galpão 01 – Condomínio River Side Jd. São Luis CEP 05802-140 São Paulo – SP Fone: 55 11 5516-3291
Ocorreram reações anafiláticas (reações alérgicas graves) durante o tratamento com citarabina. Relatou-se anafilaxia que
resultou em parada cardiopulmonar (do coração e do pulmão) aguda e exigiu ressuscitação. Esse fato ocorreu
imediatamente após a administração intravenosa de citarabina.
Terapia com altas doses: após terapia com altas doses de citarabina (2-3 g/m2) relatou-se toxicidade pulmonar,
gastrintestinal (do estômago e do intestino) e do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) grave, diferente
daquela observada com os regimes terapêuticos convencionais de citarabina, e por vezes fatal. Essas reações incluem
toxicidade reversível da córnea (membrana transparente da frente do olho) e conjuntivite hemorrágica (inflamação ou
infecção da membrana que cobre o olho com presença de sangue), que podem ser evitadas ou diminuídas através da
administração profilática de colírio de corticosteroide; disfunção cerebral e cerebelar (região do sistema nervoso central
responsável pelo equilíbrio e coordenação dos movimentos), geralmente reversível, incluindo alterações de personalidade,
sonolência, convulsão e coma; ulceração gastrintestinal grave (ferimento no estômago e intestino), incluindo pneumatose
cistoide intestinal (presença de ar na parede do intestino) levando à peritonite (inflamação do peritônio – camada que
recobre o abdome internamente), sepse (infecção generalizada) e abscesso hepático (formação de uma cavidade com
acúmulo de pus no fígado); edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões); lesão hepática com hiperbilirrubinemia
aumentada (excesso de bilirrubina no sangue); necrose (destruição) de alças intestinais e colite necrosante (inflamação
grave e fulminante do intestino grosso).
Ocorreram casos graves e alguns fatais de toxicidade pulmonar, síndrome da angústia respiratória em adultos (mau
funcionamento grave dos pulmões por acúmulo de líquido) e edema pulmonar (líquido nos pulmões) com esquemas
terapêuticos com altas doses de citarabina. Foi observada uma síndrome de angústia respiratória súbita, que progrediu
rapidamente a edema pulmonar com cardiomegalia (aumento do coração) evidente radiologicamente (por exame de
imagem) após terapia experimental com altas doses de citarabina empregada no tratamento da recaída (volta) de leucemia.
Casos de cardiomiopatia (lesão do músculo do coração) com morte subsequente foram relatados após terapia experimental
com altas doses de citarabina em combinação com ciclofosfamida, na preparação para transplante de medula óssea. Isso
pode ser dependente do esquema posológico (da dose).
Ocorreram neuropatias periféricas motoras e sensoriais (lesões dos nervos periféricos responsáveis pelos movimentos e pela
sensibilidade, respectivamente) após a combinação de altas doses de citarabina, daunorrubicina e asparaginase em pacientes
adultos com leucemia não-linfocítica aguda. Deve-se observar o surgimento de neuropatias em pacientes tratados com altas
doses de citarabina uma vez que alterações no esquema terapêutico podem ser necessárias para evitar disfunções
neurológicas irreversíveis.
Raramente, erupção cutânea (vermelhidão da pele) grave levando à descamação foi relatada. Alopecia (perda de cabelo)
total é mais comumente observada com terapia de altas doses do que com esquemas convencionais de tratamento com
citarabina.

BULA PARA PACIENTE RDC 47/2009
Av. Guido Caloi, 1985 – Galpão 01 – Condomínio River Side Jd. São Luis CEP 05802-140 São Paulo – SP Fone: 55 11 5516-3291
Quando o medicamento é administrado rapidamente em altas doses por via intravenosa (na veia), os pacientes
frequentemente sentem náuseas (enjoos) e podem vomitar por várias horas após a injeção. Esse problema tende a ser menos
grave quando o medicamento é administrado por infusão.
Terapias com doses convencionais: dor abdominal por inflamação do peritônio (peritonite) e colite guáiaco positiva
(colite em que há sangue oculto nas fezes, detectado pelo teste de guáiaco), com neutropenia (diminuição de um tipo de
células de defesa no sangue: neutrófilos) e trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas)
concomitantes, foram relatadas em pacientes tratados com doses convencionais de citarabina em combinação com outros
medicamentos. Estes pacientes responderam às medidas terapêuticas não cirúrgicas. Foram relatados casos de paralisia
ascendente progressiva tardia (perda dos movimentos que se inicia nos membros inferiores e vai acometendo as partes mais
altas do corpo) resultando na morte de crianças com leucemia mieloide aguda, tratadas com citarabina, em doses
convencionais, por via intratecal (injeção de substâncias diretamente no espaço onde circula o líquido da medula espinhal) e
intravenosa em combinação com outros medicamentos.
Função hepática (do fígado) e/ou renal (dos rins): o fígado humano, aparentemente, metaboliza (elimina) parte
substancial da dose administrada de citarabina. Especialmente pacientes com função renal ou hepática prejudicada podem
apresentar uma probabilidade mais alta de toxicidade do sistema nervoso central após tratamento com altas doses de
Citarabina. Este medicamento deve ser utilizado com cautela e, se possível, em doses reduzidas, nos pacientes com função
hepática ou renal prejudicada.
Devem-se realizar avaliações periódicas das funções medular (da medula óssea) hepática e renal em pacientes sob
tratamento com citarabina.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e exames
laboratoriais periódicos para controle.

Quais os efeitos colaterais de Citarabina?

Da bula oficial · CITARABINA

episódios semelhantes a AVC (derrame) foram relatados, principalmente em jovens e adolescentes aos quais foi
administrado citarabina por via intravenosa em combinação com metotrexato (outro medicamento) por via intratecal
(administração diretamente no sistema nervoso central).
Síndrome da lise tumoral: como outros medicamentos citotóxicos, citarabina pode induzir hiperuricemia (aumento do
ácido úrico no sangue) secundária à rápida lise (destruição) de células neoplásicas (cancerosas). O clínico deve monitorar
os níveis sanguíneos de ácido úrico em seu paciente e estar alerta para o uso das medidas de suporte e farmacológicas
necessárias para controlar o problema.
Pancreatite: foi relatada pancreatite aguda (inflamação do pâncreas) em pacientes tratados com citarabina em combinação
com outros fármacos.

BULA PARA PACIENTE RDC 47/2009
Av. Guido Caloi, 1985 – Galpão 01 – Condomínio River Side Jd. São Luis CEP 05802-140 São Paulo – SP Fone: 55 11 5516-3291
Efeitos imunossupressores/aumento da suscetibilidade às infecções: a administração de vacinas com antígenos
(patógenos) vivos ou atenuados em pacientes imunocomprometidos (com diminuição da função do sistema de defesa do
organismo) por agentes quimioterápicos, incluindo citarabina, pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação
com antígenos vivos deve ser evitada em pacientes recebendo citarabina. Vacinas com antígenos mortos ou inativos podem
ser administradas, no entanto a resposta à vacina pode estar diminuída.

Citarabina interage com outros medicamentos?

Da bula oficial · CITARABINA

Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova. O médico
precisa avaliar se as medicações reagem entre si alterando suas ações: isso se chama interação medicamentosa.
digoxina: foram observadas diminuições reversíveis nas concentrações plasmáticas (no sangue) no estado de equilíbrio de
digoxina (remédio para o coração) e na excreção renal de glicosídeos (remédio para o coração) em pacientes recebendo
beta-acetildigoxina e esquemas quimioterápicos contendo ciclofosfamida, vincristina e prednisona com ou sem citarabina
ou procarbazina. Não houve alterações aparentes nas concentrações plasmáticas de digitoxina (remédio para o coração) no
estado de equilíbrio. Portanto, recomenda-se o monitoramento dos níveis plasmáticos de digoxina em pacientes recebendo
esquemas quimioterápicos combinados similares ao acima descrito. A utilização de digitoxina por tais pacientes pode ser
uma alternativa.
gentamicina: um estudo de interação in vitro entre gentamicina e citarabina mostrou um antagonismo (reação oposta)
relacionado à citarabina quanto à susceptibilidade (sensibilidade ou capacidade de sofrer a ação lesiva do antibiótico) de
cepas de K. pneumoniae. Esse estudo sugere que, em pacientes tratados com citarabina e recebendo gentamicina devido a
uma infecção por K. pneumoniae, a ausência de uma resposta terapêutica imediata pode indicar a necessidade de uma
reavaliação do tratamento antibacteriano (tratamento com antibiótico).
fluorocitosina: evidências clínicas mostraram uma possível inibição da eficácia da terapia com fluorocitosina pela
citarabina, possivelmente devido à potencial inibição competitiva de sua captação.
metotrexato: a citarabina administrada via intravenosa concomitantemente com metotrexato via intratecal pode aumentar o

O que fazer em caso de superdose de Citarabina?

Da bula oficial · CITARABINA

durante uma hora, a cada 12 horas, causou um aumento inaceitável e toxicidade irreversível do sistema nervoso central e
morte.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem
ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

BULA PARA PACIENTE RDC 47/2009
Av. Guido Caloi, 1985 – Galpão 01 – Condomínio River Side Jd. São Luis CEP 05802-140 São Paulo – SP Fone: 55 11 5516-3291

Como guardar Citarabina?

Da bula oficial · CITARABINA

Armazenar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30°C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Citarabina é uma solução injetável, que quando diluída com água para injeção, solução glicosada a 5% e solução fisiológica
a 0,9%, demonstrou ser estável por um período de 24 horas, quando mantida em temperatura abaixo de 25°C e protegida da
luz. A infusão deve ser finalizada dentro de 24 horas a partir do início do preparo da mistura, após este período todos os
resíduos devem ser descartados.
A injeção de citarabina, bem como as soluções para infusão preparadas a partir dela, não contém agentes antimicrobianos.
Por este motivo, é recomendado que a diluição seja feita imediatamente antes do uso e a infusão seja iniciada tão logo o
preparo da mistura seja feito.
Como regra geral, antes de sua administração, as medicações para uso parenteral devem ser inspecionadas visualmente
quanto a partículas em suspensão e descoloração, quando a solução e o frasco o permitirem.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Características físicas:
Citarabina é uma solução incolor, clara, contida em um frasco de vidro transparente. Quando examinado sob condições de
visibilidade ela deve ser livre de partículas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, com emprego específico em neoplasias
malignas (cânceres) e deve ser manipulado apenas por pessoal treinado.

BULA PARA PACIENTE RDC 47/2009
Av. Guido Caloi, 1985 – Galpão 01 – Condomínio River Side Jd. São Luis CEP 05802-140 São Paulo – SP Fone: 55 11 5516-3291
As especificações da agulha para administração do medicamento devem ser estabelecidas de acordo com a avaliação prática
do profissional de saúde, baseadas nas necessidades do paciente.
Citarabina sempre será preparado e administrado por um médico ou por um profissional de saúde especializado.

Medicamentos com Citarabina

Continue consultando sobre Citarabina