Bula simplificada
Bula de Carmustina
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para NIBISNU
Como Carmustina funciona no organismo?
Da bula oficial · NIBISNU
NIBISNU® pertence ao grupo dos agentes de alquilação. Ele interfere no crescimento de células
cancerosas, que são eventualmente destruídas. Uma vez que o crescimento das células normais do corpo
podem também ser afetado pela carmustina, outros efeitos podem ocorrer.
Juntamente com os seus efeitos necessários, NIBISNU® pode, por vezes, causar alguns efeitos
indesejados, tais como problemas no sangue, perda de cabelo, e outros efeitos colaterais. Além disso,
devido à maneira como estes medicamentos atuam no corpo, há uma possibilidade de que eles possam
causar outros efeitos indesejados que podem ocorrer até meses ou anos após o medicamento utilizado.
Estes efeitos tardios podem incluir certos tipos de câncer, como a leucemia. Discutir esses possíveis
efeitos com o seu médico.
Quem não deve usar Carmustina?
Da bula oficial · NIBISNU
NIBISNU® é contraindicado para indivíduos que já tenham demonstrado hipersensibilidade a este
medicamento ou a qualquer componente de sua formulação e para pacientes com uma condição em que a
atividade da medula óssea é gravemente diminuída, o que resulta em menor número de glóbulos
vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas ou que tenham mau funcionamento dos rins.
Quais os cuidados ao usar Carmustina?
Da bula oficial · NIBISNU
Advertências:
No local da injeção podem ocorrer reações durante a administração de carmustina. Devido à
possibilidade de extravasamento, é recomendado cuidadoso monitoramento do local de infusão,
para que seja verificada possível infiltração durante a administração do medicamento. Até o
momento, tratamentos específicos para as reações de extravasamento (escape do medicamento do
vaso sanguíneo para os tecidos ao lado da área da punção) não são conhecidos.
- Toxicidade Pulmonar:
A toxicidade pulmonar induzida pela carmustina foi relatada e casos fatais de toxicidade pulmonar
ocorreram (ver 8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?).
Exames relacionados ao funcionamento do pulmão devem ser realizados durante o tratamento. Pacientes
com o valor inicial inferior a 70% da Capacidade Vital Forçada (CVF) prevista ou da capacidade difusora
de monóxido de carbono (DLco) encontram-se particularmente em risco.
Os riscos e benefícios do tratamento com NIBISNU® devem ser cuidadosamente considerados,
especialmente em pacientes jovens, devido ao risco extremamente alto de toxicidade pulmonar.
A segurança e a eficácia do uso de carmustina na população pediátrica não foram estabelecidas.
- Toxicidade Hematológica:
A supressão da medula óssea (diminuição da produção de células do sangue) é um efeito tóxico
comum e grave da carmustina (ver 8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE
ME CAUSAR?). Exames laboratoriais para o monitoramento das células do sangue devem ser
frequentemente realizados durante pelo menos 6 semanas após a administração do medicamento. Doses
subsequentes de NIBISNU® não devem ser administrados com maior frequência do que a cada 6
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semanas. Os efeitos tóxicos de NIBISNU® sobre a medula óssea são cumulativos e, portanto, o ajuste da
dose deve ser considerado, de acordo com a contagem sanguínea anterior (ver 6. COMO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO?). As funções do fígado e dos rins também devem ser monitoradas.
Tem-se administrada a carmustina por via intra-arterial carotídea. Este procedimento não tem
comprovação científica e tem sido associado à toxicidade visual.
NIBISNU® deve ser administrado por indivíduos experientes em terapia antineoplásica.
- Uso na Gravidez:
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
O uso seguro de NIBISNU® durante a gravidez não está estabelecido.
Deve-se avaliar cuidadosamente o benefício para a mãe contra o risco de toxicidade à mesma e ao
feto.
- Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade:
A carmustina demonstrou ser embriotóxica (tóxico ao feto) e teratogênica (causadora de anomalias ao
feto) em ratos e embriotóxica (tóxica ao feto) em coelhos em doses equivalentes às empregadas em seres
humanos. Infertilidade e teratogênese também foram observadas. A carmustina também afeta a fertilidade
dos ratos machos em doses um pouco maiores que as utilizadas em humanos. A carmustina é
carcinogênica (causadora de tumores) em ratos e camundongos, produzindo um aumento acentuado na
incidência de tumores em doses próximas às empregadas clinicamente.
O uso a longo prazo de nitrosureias tem sido associado com o desenvolvimento de malignidades
secundárias.
- Uso Durante a Amamentação:
É desconhecido se a carmustina é liberada no leite materno. Devido ao potencial em causar eventos
adversos graves nos bebês, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento com carmustina.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres que estejam amamentando. É desconhecido
se a carmustina é liberada no leite materno, portanto, existe a possibilidade de que o lactente seja
afetado.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu
médico ou cirurgião-dentista.
- Uso em Idosos:
Não foi identificado, através de estudos ou através da experiência clínica, se pacientes com 65 anos de
idade ou mais respondem de maneira diferente em comparação com pacientes mais jovens.
A carmustina e os compostos resultantes de seu metabolismo são substancialmente excretados pelos rins,
sendo que os riscos de reações tóxicas podem aumentar em pacientes que apresentam comprometimento
no funcionamento dos rins. Considerando que os pacientes idosos têm maior probabilidade de
apresentarem comprometimento no funcionamento dos rins, deve-se tomar cuidado na seleção de dose e a
função dos rins deve ser monitorada nestes pacientes (ver 6. COMO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?).
Este medicamento contém uma quantidade de álcool a ser considerada, que pode ser prejudicial em
casos de pacientes grávidas, lactantes, crianças e grupos de alto risco (com doença no fígado ou
epilepsia) ou com dependência do álcool.
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A quantidade de álcool neste medicamento pode afetar a capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas.
Quais os efeitos colaterais de Carmustina?
Da bula oficial · NIBISNU
carmustina):
- Reações Adversas Pulmonares
Toxicidade pulmonar, fibrose intersticial (desenvolvimento exagerado do tecido conjuntivo do pulmão) e
pneumonite (inflamação dos pulmões). Fibrose intersticial com doses mais baixas ocorreu raramente.
A toxicidade pulmonar induzida por carmustina foi relatada em uma frequência de até 30%. A toxicidade
pulmonar usualmente ocorre dentro de um período de até 3 anos do tratamento e é caracterizada por
infiltrado e/ou fibrose pulmonar (substituição do tecido normal do pulmão pelo cicatricial). Foram
relatados casos de toxicidade pulmonar que levaram à morte.
O aparecimento da toxicidade pulmonar induzida por carmustina pode ocorrer a partir de 1 ano e 10
meses de idade até 72 anos. Os fatores que aumentam a probabilidade da toxicidade pulmonar induzida
por carmustina incluem fumo, presença de comprometimento do sistema respiratório, anormalidades
radiográficas preexistentes, irradiação torácica sequencial ou concomitante e associação com outros
agentes que causam danos ao pulmão. A incidência parece estar relacionada à dose, com doses
cumulativas totais de 1.200 – 1.500 mg/m2 sendo associadas com o aumento da probabilidade de fibrose
pulmonar. Casos de fibrose pulmonar tardia, ocorrendo até 17 anos após o tratamento, também foram
relatados. Em um estudo de longo prazo com 17 pacientes que sobreviveram a tumores cerebrais na
infância, 8 (47%) morreram de fibrose pulmonar. Dessas 8 mortes, duas ocorreram dentro de 3 anos de
tratamento e seis ocorreram 8 a 13 anos após o tratamento. Dos pacientes que faleceram, a idade média
durante o tratamento foi 2,5 anos (variando de 1 a 12 anos); a idade média dos sobreviventes do estudo
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prolongado foi de 10 anos (5 a 16 anos de tratamento). Todos os cinco pacientes tratados abaixo de 5 anos
morreram por fibrose pulmonar. Nesta série, a dose de carmustina não influenciou o resultado fatal nem a
coadministração de vincristina ou irradiação espinal. Em todos os demais sobreviventes disponíveis para
acompanhamento foi detectada evidência de fibrose pulmonar (ver 4. O QUE DEVO SABER ANTES
DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).
A toxicidade pulmonar também se manifesta como pneumonia e doença intersticial pulmonar durante o
período pós-comercialização.
Carmustina interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · NIBISNU
Aumento na mielotoxicidade (toxicidade à medula óssea), como leucopenia (baixo número de leucócitos
no sangue) e neutropenia (baixo número de neutrófilos no sangue) foi relatado quando a carmustina foi
usada em combinação com cimetidina.
Não há surgimento de resistência cruzada quando carmustina é administrado após falha de outros
medicamentos alquilantes para combate ao câncer.
A adição de medicamentos antineoplásicos (bleomicina, carmustina, metotrexato, vimblastina,
vincristina) em pacientes sob tratamento com a fenitoína resultou em concentrações mais baixas de
fenitoína.
Até este momento não foram descritas interações com alimentos, álcool, nicotina ou exames laboratoriais.
A carmustina aumenta os efeitos indesejáveis de verapamil e metronidazol e reduz a eficácia da
anfotericina B e da fenitoína.
O fenobarbital pode atenuar o efeito da carmustina.
A combinação de carmustina com melfalana pode aumentar a toxicidade pulmonar.
É importante que você mantenha uma lista escrita de todos os medicamentos sob prescrição médica
e sem prescrição que você está tomando, bem como quaisquer produtos, tais como vitaminas,
minerais ou outros suplementos dietéticos. Você deve trazer esta lista com você cada vez que você
visitar o médico ou se você está internado em um hospital. Esta lista também é uma informação
importante para levar com você em caso de emergência.
AVISO: este medicamento pode provocar uma diminuição acentuada do número de células do
sangue em sua medula óssea. Isso aumenta o risco para o desenvolvimento de infecções graves ou
sangramentos. Se sentir algum dos seguintes sintomas, entre em contato com seu médico
imediatamente: febre, dor de garganta, calafrios, ou outros sinais de infecção; hemorragia
incomum; fezes escuras ou negras; presença de sangue nas fezes; vômito sanguinolento; ou vômito
que se parece com borra de café. A carmustina também pode causar danos nos pulmões, mesmo
anos após o tratamento. O dano pulmonar pode causar a morte. Informe o seu médico se você tem
ou já teve doença de pulmão.
Mantenha todos os compromissos com o seu médico e com o laboratório. O seu médico irá pedir
certos testes para verificar a resposta do seu corpo para a carmustina.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
O que fazer em caso de superdose de Carmustina?
Da bula oficial · NIBISNU
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e
leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar
de mais orientações sobre como proceder.
Como guardar Carmustina?
Da bula oficial · NIBISNU
Antes de abertos, os frascos de NIBISNU® com o produto não reconstituído devem ser armazenados em
geladeira (entre 2°C e 8°C) e protegidos da luz. Depois de preparado, este medicamento pode ser
utilizado em até 24 horas, desde que armazenado sob refrigeração (2º a 8ºC) e protegido de luz.
Frascos fechados com o produto não reconstituído devem ser transportados e armazenados sob
refrigeração (2°C a 8°C). Alternativamente, NIBISNU® pode ser transportado em gelo seco e
subsequentemente armazenado sob refrigeração (2°C a 8°C). Isso impede a decomposição significativa
do medicamento até a data de validade indicada no cartucho.
Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.
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Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Os frascos contendo a solução preparada e armazenados sob refrigeração devem ser examinados quanto à
formação de cristais antes do seu uso. Se forem observados cristais, estes podem ser novamente
dissolvidos aquecendo-se o frasco a temperatura ambiente com agitação.
A solução reconstituída adicionalmente diluída com NaCl ou soro glicosado a 5% (conforme descrito em
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO) deve ser protegida da luz. A solução resultante é
estável até 24 horas sob refrigeração (2º a 8ºC) e depois por 6 horas adicionais se mantidas à temperatura
ambiente (25ºC). A solução resultante armazenada somente à temperatura ambiente deve ser utilizada
dentro de 3 horas e protegida da luz.
Frascos de vidro foram utilizados para obtenção destes dados de estabilidade. Somente frascos de vidro
devem ser usados para administração de carmutina. A carmustina não é estável em outros tipos de frascos
tal como cloreto de polivinil (PVC).
Importante:
A formulação liofilizada de carmustina não contém conservantes e o conteúdo dos frascos não deve
ser dividido em partes.
A carmustina apresenta um ponto de fusão baixo (aproximadamente 30,5º ºC a 32,0ºC). A exposição do
medicamento a esta temperatura ou acima desta, fará com que o medicamento se liquefaça e apareça
como uma película oleosa no fundo do frasco. Este é um sinal de decomposição e, portanto, o frasco
deverá ser descartado. Se houver dúvida sobre a refrigeração adequada quando do recebimento do
produto, inspecionar imediatamente um frasco em cada cartucho. Aproximar o frasco a uma luz forte para
a inspeção. A NIBISNU® terá o aspecto de flocos, massa congelada ou pó amarelo pálido. Se isto for
evidente, carmustina é adequado para uso e deve ser refrigerado imediatamente. Não usar caso o produto
tenha se liquefeito.
NIBISNU® pó liofilizado para solução injetável pode apresentar um aspecto físico variando de flocos-
rendilhados a uma massa congelada, sem evidência de degradação do princípio ativo carmustina.
Não usar caso o produto tenha se liquefeito.
A diluição de carmustina no diluente estéril conforme recomendado em 6. COMO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO resulta em uma solução clara, incolor à amarelada e livre de partículas estranhas
visíveis.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
NIBISNU® deve ser administrado por infusão intravenosa lenta. NIBISNU® não deve ser administrado
por injeção intravenosa rápida.
A dose recomendada de NIBISNU®, quando aplicada isolada em pacientes não tratados anteriormente, é
de 200 mg/m2 por infusão intravenosa (IV) a cada 6 semanas. Pode ser utilizada em uma dose única ou
dividida em infusões diárias de 100 mg/m2 por 2 dias seguidos. Quando NIBISNU® é usada em
combinação com outros medicamentos mielosupressores (depressores da função da medula óssea) ou em
pacientes com baixa reserva medular, as doses devem ser ajustadas.
Um novo ciclo de NIBISNU® não deve ser aplicado até que os elementos circulantes do sangue tenham
retornado a níveis aceitáveis (plaquetas acima de 100.000/mm3; leucócitos acima de 4.000/mm3), e isto
geralmente ocorre dentro de 6 semanas. O hemograma (exame de sangue) deve ser monitorado
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frequentemente, e ciclos repetitivos do medicamento não devem ser repetidos antes de 6 semanas por
causa da toxicidade tardia.
As doses seguintes à dose inicial devem ser ajustadas, de acordo com a resposta hematológica do paciente
à dose anterior. A resposta hematológica deve ser verificada antes da próxima dose e a dose ajustada
adequadamente.
O seguinte tratamento é sugerido como guia para o ajuste da dose:
Nadir (número mais baixo de células) após a dose anterior % da dose anterior a ser
aplicadaLeucócitos Plaquetas
> 4.000 > 100.000 100%
3.000 - 3.999 75.000 - 99.999 100%
2.000 - 2.999 25.000 - 74.999 70%
< 2.000 < 25.000 50%
- Uso Geriátrico
Em geral a seleção de dose em pacientes idosos deve ser cuidadosa, geralmente iniciando no limite
inferior da dose recomendada, devido à maior frequência, nesta população, de diminuição do
funcionamento do fígado, dos rins ou do coração, doenças associadas e utilização concomitante de vários
medicamentos (ver 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).
O seu médico poderá atrasar o seu tratamento ou ajustar a sua dose, se você experimentar alguns
efeitos colaterais. É importante que você informe o seu médico como você está sentindo durante o
seu tratamento com carmustina.
Preparação de carmustina para uso intravenoso:
Para facilitar a reconstituição, deixar NIBISNU® e o diluente estéril (álcool etílico) atingir a temperatura
ambiente (15º a 30ºC) antes da mistura. Dissolver NIBISNU® completamente com 3 mL de diluente
estéril e em seguida acrescentar, assepticamente (em ambiente ausente de microrganismos), 27 mL de
água estéril para injeção à solução alcoólica (o volume final do medicamento preparado será de 30 mL).
Cada mL da solução resultante irá conter 3,3 mg de carmustina em 10% de álcool etílico. A solução no
álcool etílico deve ser completa antes que a água estéril para injeção seja acrescentada. O contato
acidental de NIBISNU® reconstituído com a pele causa hiperpigmentação (manchas) transitória das áreas
afetadas. Caso NIBISNU® pó liofilizado ou solução entrem em contato com a pele ou mucosa, você deve
lavar toda a região que entrou em contato com a solução imediatamente.
É recomendado o uso da agulha de calibre 21 para reconstituição do frasco para diluição.
A solução de carmustina preparada no diluente estéril, conforme recomendado no item 6. COMO
DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?, poderá ser posteriormente diluída com soro fisiológico ou
soro glicosado a 5%. A solução reconstituída deve ser usada apenas por via intravenosa e administrada
por infusão em um período mínimo de 1 a 2 horas. Se administrada em menor tempo, pode causar dor
intensa e queimação no local da injeção. A infusão intravenosa rápida de NIBISNU® pode produzir rubor
(vermelhidão) intenso da pele e sufusão da conjuntiva (extravasamento de líquido na região dos olhos)
dentro de 2 horas, durando cerca de 4 horas.
Os frascos reconstituídos conforme orientação e posteriormente diluídos com 500 ml de solução de
cloreto de sódio 0,9% para injeção ou 5% de dextrose para injeção em recipientes de vidro a uma
concentração de 0,2 mg/ml devem ser armazenados à temperatura ambiente, protegidos da luz e utilizados
dentro de 3 horas. Estas soluções também são estáveis por 24 horas sob refrigeração (2° - 8°C) e depois
por 6 horas adicionais, se mantidas à temperatura ambiente (25ºC), protegidas da luz.
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Compatibilidade / incompatibilidade com recipientes: a solução intravenosa é instável em recipientes
de cloreto polivinil.
Utilizar somente recipientes de vidro para a preparação e a aplicação de NIBISNU®.
Procedimento para Manipulação e Descarte dos medicamentos de combate ao câncer:
O contato acidental da solução preparada de NIBISNU® com a pele tem causado queimação e excesso de
pigmentação da pele nas áreas afetadas. A fim de minimizar os riscos de exposição da pele, luvas
impermeáveis devem ser utilizadas sempre durante a manipulação de frascos contendo NIBISNU® pó
liofilizado para injeção. Isto inclui todas as atividades de manipulação em clínicas, salas de
armazenamento e ambientes domiciliares de cuidado à saúde, incluindo abertura da embalagem, inspeção
do produto, transporte, preparação da dose e administração.
Devem ser considerados os procedimentos quanto à manipulação e descarte dos medicamentos de
combate ao câncer. Já foram publicados guias sobre este assunto, porém, não há um acordo geral de que
todos os procedimentos recomendados nesses guias sejam necessários ou apropriados.
O tempo de duração do seu tratamento deve estar de acordo com a orientação médica.
Não há estudos dos efeitos de carmustina pó para solução injetável administrada por vias não
recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia desta apresentação, a administração deve ser
somente pela via intravenosa.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
