Bula simplificada
Bula de Canagliflozina hemi-hidratada
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para INVOKANA
Como Canagliflozina hemi-hidratada funciona no organismo?
Da bula oficial · INVOKANA
INVOKANA® atua aumentando a quantidade de açúcar removida do organismo através da urina, levando à
redução do açúcar no sangue.
A taxa de glicose no sangue diminui no primeiro dia de tratamento.
A substância ativa do INVOKANA®, a canagliflozina, atua bloqueando uma proteína nos rins chamada co-
transportador de sódio-glicose 2 (SGLT2). O SGLT2 absorve a glicose da urina de volta à corrente sanguínea, à
medida que o sangue é filtrado nos rins. Ao bloquear a ação do SGLT2, o INVOKANA® faz com que mais
glicose seja removida pela urina, reduzindo assim os níveis de glicose no sangue.
O SGLT2 também absorve sódio da urina para a corrente sanguínea. Bloquear a ação do SGLT2 leva a uma
redução de sódio no sangue, reduzindo a pressão no rim e retardando a progressão da doença renal diabética.
Como usar Canagliflozina hemi-hidratada? Qual a dose?
Resumo baseado na bula · INVOKANA
Medicamentos à base de canagliflozina são geralmente administrados por via oral. A forma correta de uso e a dosagem adequada dependem de fatores individuais, como idade, condição de saúde e orientação médica. Consulte a bula oficial e um profissional de saúde antes de usar.
Quem não deve usar Canagliflozina hemi-hidratada?
Da bula oficial · INVOKANA
Este medicamento é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade (alergia) ao princípio ativo ou aos
excipientes da fórmula.
Quais os cuidados ao usar Canagliflozina hemi-hidratada?
Da bula oficial · INVOKANA
Este medicamento não é indicado para o tratamento de diabetes tipo 1 (quando o organismo não produz insulina)
ou de uma condição denominada cetoacidose diabética (uma complicação do diabetes com nível alto de açúcar no
sangue, perda de peso rápida, náusea ou vômito). Ele não deve ser usado, também, por pessoas com doença renal
grave ou que fazem diálise.
Informe ao médico se você:
- tem diabetes tipo 1 (uma doença em que o seu organismo não produz insulina).
INVOKANA® não deve ser usado para tratar esta condição;
- tem cetoacidose diabética (uma complicação da diabetes com açúcar elevado no sangue, rápida perda de peso,
náusea ou vômito). INVOKANA® não deve ser usado para tratar esta condição;
- precisar fazer uma cirurgia maior ou outros procedimentos que exijam jejum prolongado;
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- tem mais do que 75 anos de idade;
- tem úlceras no pé diabético, infecções ou feridas nos membros inferiores ou se já sofreu uma amputação dos
membros inferiores;
- tem problemas graves nos rins;
- tem problemas graves do fígado;
- faz uso de qualquer medicamento anti-hiperglicemiante conhecido como sulfonilureia (por exemplo,
glimepirida, glipizida, gliburida, entre outros) ou insulina. Seu médico poderá reduzir a dose de sulfonilureia ou
insulina quando utilizado em conjunto com INVOKANA®, para evitar que o seu nível de açúcar no sangue se
torne muito baixo (hipoglicemia);
- está tomando algum diurético (usado para remover líquidos do organismo);
- tem intolerância à lactose. Os comprimidos revestidos de INVOKANA® apresentam lactose em sua formulação.
Você não deve utilizar este medicamento se apresentar problemas hereditários raros de intolerância à galactose,
deficiência de Lapp para lactase, ou se apresentar má absorção de glicose-galactose.
Cetoacidose diabética
Pacientes com história de cetoacidose diabética (acúmulo de substâncias no organismo que deixam o sangue
ácido, por descontrole do diabetes, podendo causar sintomas tais como dificuldade em respirar, náuseas, vômitos,
dor abdominal, sensação de confusão, hálito com cheiro frutado e fadiga ou sonolência incomum) foram
excluídos dos ensaios clínicos. INVOKANA® deve ser usado com precaução em doentes com história de
cetoacidose diabética.
Diabetes mellitus tipo 1
Existe um risco aumentado de cetoacidose diabética em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 que tomam
INVOKANA®. Condições concomitantes (por exemplo, infecção, cessação da terapia com insulina) conhecidas
por aumentar o risco de desenvolvimento de cetoacidose diabética foram identificadas na maioria dos pacientes.
Diabetes mellitus tipo 2
Foi relatada cetoacidose diabética (acúmulo de substâncias no organismo que deixam o sangue ácido, por
descontrole do diabetes, podendo causar sintomas tais como dificuldade em respirar, náuseas, vômitos, dor
abdominal, sensação de confusão, hálito com cheiro frutado e fadiga ou sonolência incomum, e chegar a quadros
graves) em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 com o uso de INVOKANA®. No programa de
desenvolvimento clínico, incluindo os dois estudos cardiovasculares de longo prazo, eventos adversos graves de
cetoacidose diabética, cetoacidose, acidose metabólica e acidose, foram relatados nos pacientes tratados com
INVOKANA®, a maioria dos quais foram hospitalizados. Cetoacidose diabética também foi relatada durante a
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vigilância pós-comercialização e ocorreu mesmo em pacientes com valores de glicose no sangue inferior a 250
mg/dL.
Portanto, em pacientes com diabetes tipo 2 que apresentam acidose metabólica, um diagnóstico de cetoacidose
diabética deve ser considerado, mesmo quando os níveis de glicose no sangue estejam inferiores a 250 mg/dL.
Pacientes em tratamento com INVOKANA® devem ser testados para cetonas (substância que pode ser testada
para avaliar presença ou não de cetoacidose diabética) quando apresentam sinais e sintomas de acidose
metabólica, tais como dificuldade em respirar, náuseas, vômitos, dor abdominal, sensação de confusão, hálito
com cheiro frutado e fadiga ou sonolência incomum, a fim de prevenir o diagnóstico tardio e para assegurar o
manejo adequado do paciente.
Em pacientes com diabetes tipo 2 com cetoacidose diabética, o tratamento com INVOKANA® deve ser
interrompido imediatamente. A glicosúria (eliminação de açúcar pela urina) pode persistir por um tempo maior
do que o esperado e a cetoacidose diabética pode ser mais prolongada em alguns pacientes após a descontinuação
de INVOKANA®. Outros fatores independentes da canagliflozina, incluindo a deficiência de insulina, podem
estar envolvidos no prolongamento dos períodos de cetoacidose diabética. O médico pode considerar interromper
temporariamente o tratamento com INVOKANA® em pacientes com diabetes tipo 2 que são hospitalizados por
doenças graves e agudas. Evitar o uso de INVOKANA® por pelo menos 3 dias, se possível, antes de cirurgias
maiores, incluindo abdominais e bariátricas ou quaisquer outros procedimentos invasivos associados ao jejum
prolongado. O tratamento com INVOKANA® pode ser reiniciado quando a condição do paciente estiver
estabilizada.
Amputação dos membros inferiores
Em estudos clínicos de longo prazo de INVOKANA® em pacientes adultos com diabetes tipo 2 com doença
cardiovascular estabelecida (DCV) ou com pelo menos dois fatores de risco para DCV, INVOKANA® foi
associado a maior risco de amputações de membro inferior comparado com placebo (0,63 vs 0,34 eventos por
100 pacientes-ano, respectivamente) e esse aumento de aproximadamente 2 vezes ocorreu principalmente nos
dedos do pé e porção média do pé. No estudo clínico de acompanhamento de longo prazo em pacientes adultos
com diabetes tipo 2 e doença renal diabética, não se observou diferença no risco de amputações de membro
inferior nos pacientes tratados com INVOKANA® 100 mg em relação ao placebo. Como um mecanismo
subjacente não foi estabelecido, os fatores de risco para amputação, além dos fatores de risco gerais, para a
amputação são desconhecidos.
Antes de iniciar INVOKANA®, considerar fatores no histórico do paciente que possam predispor a necessidade
de amputações, como história de amputação prévia, doença vascular periférica, neuropatia e úlceras do pé
diabético. Como medidas de precaução, deve-se considerar o acompanhamento cauteloso dos pacientes com
maior risco de eventos de amputação e aconselhar os pacientes sobre a importância do cuidado preventivo
rotineiro dos pés e manter a hidratação adequada. Também pode ser considerada a interrupção do tratamento com
INVOKANA® em pacientes com histórico de doença vascular periférica que desenvolverem eventos que possam
preceder uma amputação, como úlcera cutânea em extremidade inferior, infecção, osteomielite ou gangrena.
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Volume intravascular reduzido
Devido ao seu mecanismo de ação, INVOKANA® aumenta excreção pela urina da glicose e induz a diurese
Quais os efeitos colaterais de Canagliflozina hemi-hidratada?
Da bula oficial · INVOKANA
ao volume intravascular reduzido (por exemplo, tontura postural – tontura que ocorre com a mudança da postura,
hipotensão ortostática – queda da pressão sanguínea ao se levantar, ou hipotensão – pressão sanguínea baixa)
incluem pacientes fazendo uso de diuréticos de alça, pacientes com insuficiência renal moderada, e pacientes ≥ 75
anos de idade.
Nos estudos clínicos de INVOKANA®, essas reações foram mais comuns com a dose de 300 mg e ocorreram
com maior frequência nos primeiros três meses. Em pacientes susceptíveis a maiores reduções no volume
intravascular, conforme descrito anteriormente, diminuições maiores na eTFG (> 30%) (medida relacionada ao
funcionamento dos rins) foram observadas algumas vezes, que posteriormente melhoraram, e raramente foi
necessária interrupção do tratamento com INVOKANA®.
Hipoglicemia (baixo açúcar no sangue) na terapia combinada com outros agentes anti-hiperglicemiantes
Quando usado isolado ou como terapia combinada com agentes anti-hiperglicemiantes não associados com
hipoglicemia, INVOKANA® mostrou baixa incidência de hipoglicemia. A insulina e os secretagogos de insulina,
como a sulfonilureia, sabidamente causam hipoglicemia. Quando INVOKANA® foi usado como terapia
combinada com insulina ou um secretagogo de insulina (por exemplo: sulfonilureia) houve aumento da
incidência de hipoglicemia em relação ao placebo.
Portanto, para diminuir o risco de hipoglicemia, a redução da dose de insulina ou do secretagogo de insulina deve
ser considerada.
Fasciíte necrosante do períneo (gangrena de Fournier)
Relatos de fasciíte necrosante do períneo (gangrena de Fournier), uma infecção necrosante muito rara, mas grave
e de potencial risco à vida, que requer intervenção cirúrgica urgente, foram identificados na vigilância pós-
comercialização em pacientes com diabetes mellitus recebendo inibidores de SGLT2, incluindo INVOKANA®.
Casos foram relatados em mulheres e homens. Resultados sérios incluíram hospitalização, múltiplas cirurgias e
morte.
Pacientes tratados com INVOKANA® que apresentam dor ou sensibilidade, eritema ou edema na região genital
ou perineal, juntamente com febre ou mal-estar, devem ser avaliados para fasciíte necrosante. Em caso de
suspeita, iniciar tratamento imediatamente com antibióticos de amplo espectro e, se necessário, debridamento
cirúrgico. Descontinuar INVOKANA®, monitorar de perto os níveis de glicose no sangue e oferecer terapia
alternativa apropriada para o controle glicêmico.
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Infecções genitais micóticas
Consistente com o mecanismo de inibição de SGLT2 com excreção aumentada de glicose na urina, foram
relatados em estudos clínicos candidíase vulvovaginal (infecção por fungo na vulva e vagina) em mulheres e
balanite ou balanopostite (inflamação da glande ou cabeça do pênis) em homens. Homens e mulheres com
histórico de infecções micóticas genitais (infecções genitais causadas por fungo) eram mais susceptíveis a
desenvolver uma infecção. Balanite ou balanopostite (inflamação da glande ou cabeça do pênis) ocorreram
principalmente em homens não circuncidados; foi relatada também ocorrências de fimose (dificuldade ou
impossibilidade de expor a glande ou cabeça do pênis porque o prepúcio, prega de pele que envolve a glande,
estreita a passagem). A maioria das infecções micóticas genitais foram tratadas com terapias antifúngicas tópicas
durante o tratamento com INVOKANA®.
Intolerância à lactose
Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de Lapp lactase não devem
utilizar este medicamento.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido revestido.
Exercício físico
Exercício físico de intensidade moderada e de longa duração é conhecido por aumentar o risco de hipoglicemia e
de desidratação em pacientes com diabetes fazendo uso de medicações anti-hiperglicemiantes, especialmente em
pacientes mais velhos. Em pacientes com eventos de hipoglicemia, o exercício físico foi eventualmente
identificado como um fator de risco associado, mas foi relatado com menor frequência em pacientes utilizando
INVOKANA® (canagliflozina) quando comparado ao grupo controle.
Aumento de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C)
Ocorrem aumentos de LDL-C relacionados à dose com o uso de INVOKANA®.
Deve-se realizar o monitoramento de LDL-C e utilizar um tratamento padrão após o início do uso de
INVOKANA®.
Gravidez (Categoria C)
Não há estudos adequados e controlados em mulheres grávidas. Em estudos com animais, foram observados
efeitos renais adversos em ratos juvenis quando a canagliflozina foi administrada durante o período de
desenvolvimento renal correspondente ao final do segundo e terceiro trimestre da gravidez humana.
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Se você estiver grávida, converse com seu médico sobre o uso de outros medicamentos para controlar o açúcar no
sangue, especialmente durante o segundo e terceiro trimestre. INVOKANA® deve ser usado durante a gravidez
somente se o benefício potencial justificar o risco potencial ao feto.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.
Amamentação
Os estudos em animais mostraram que a canagliflozina, princípio ativo de INVOKANA®, é excretada no leite.
Não se sabe se canagliflozina é excretada no leite humano.
Portanto, seu uso não é recomendado por mulheres que estão amamentando.
Se você estiver amamentando, converse com seu médico sobre a possibilidade de parar o tratamento com
INVOKANA® ou interromper a amamentação.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da
lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Fertilidade
O efeito da canagliflozina sobre a fertilidade não foi estudado em seres humanos. Não foram observados efeitos
na fertilidade em estudos em animais.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
A canagliflozina não tem influência conhecida sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas. No entanto, pode
haver risco de hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue) quando INVOKANA® é usado como terapia
combinada com insulina ou um secretagogo de insulina (medicamentos denominados sulfonilureias), e risco
Canagliflozina hemi-hidratada interage com outros medicamentos?
Resumo baseado na bula · INVOKANA
Medicamentos à base de canagliflozina, pertencentes à classe dos inibidores do co-transportador sódio-glicose 2 (SGLT2), podem interagir com diferentes substâncias e classes de medicamentos. As principais interações descritas para essa classe incluem:
- Outros antidiabéticos e insulina: a associação pode aumentar o risco de queda excessiva de açúcar no sangue (hipoglicemia).
- Diuréticos: a combinação pode potencializar a eliminação de líquidos, elevando o risco de desidratação e queda de pressão arterial.
- Medicamentos indutores enzimáticos (como rifampicina, fenitoína, carbamazepina e fenobarbital): podem reduzir a eficácia da canagliflozina no organismo.
- Digoxina: os níveis desse medicamento no sangue podem sofrer alterações.
- Bebidas alcoólicas: o consumo de álcool pode impactar o controle da glicose.
Informe ao profissional de saúde todos os remédios em uso. Consulte a bula oficial e um profissional de saúde antes de usar.
Como guardar Canagliflozina hemi-hidratada?
Da bula oficial · INVOKANA
Você deve armazenar INVOKANA® em temperatura ambiente (de 15ºC e 30ºC).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto físico
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INVOKANA® 100 mg é um comprimido amarelo em formato de cápsula.
INVOKANA® 300 mg é um comprimido branco em formato de cápsula.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Adultos com 18 anos de idade ou mais
A dose recomendada de INVOKANA® é de um comprimido de 100 mg ou um comprimido de 300 mg uma vez
ao dia. A dose de 300 mg pode ser considerada para pacientes com uma eTFG ≥ 60 mL/min/1,73m2 (CrCl ≥ 60
