Bula simplificada
Bula de Bortezomibe
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para BORTECIP
Como Bortezomibe funciona no organismo?
Da bula oficial · BORTECIP
BORTECIP® pertence a um grupo de medicamentos denominados citotóxicos, que são usados para matar as células
cancerosas.
A eficácia do seu tratamento deve ser avaliada pelo seu médico através de exame clínico e laboratorial. A maioria
dos pacientes com mieloma múltiplo apresentam resposta em até 1,5 meses após o início de tratamento com
BORTECIP®.
Como usar Bortezomibe? Qual a dose?
Da bula oficial · BORTECIP
tratamento prévio elegíveis a transplante de medula óssea.
BT + Dx
Ciclos 1 a 4
Semana 1 2 3
BT (1,3 mg/m2) Dia 1, 4 Dia 8, 11 Período de repouso
Dx 40 mg Dia 1, 2, 3, 4 Dia 8, 9, 10, 11 -
BT + Dx + T
Ciclo 1
Semana 1 2 3 4
BT (1,3 mg/m2) Dia 1, 4 Dia 8, 11
Período de
repouso
Período de
repouso
T 50 mg
Diariamente
(dias 1 a 7)
Diariamente
(dias 8 a 14) - -
T 100 mga - - Diariamente
(dias 15 a 21)
Diariamente
(dias 22 a 28)
Dx 40 mg Dia 1, 2, 3, 4 Dia 8, 9, 10, 11 - -
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Ciclos 2 a 4b
BT (1,3 mg/m2) Dia 1, 4 Dia 8, 11 Período de
repouso
Período de
repouso
T 200 mga Diariamente
(dias 1 a 7)
Diariamente
(dias 8 a 14)
Diariamente
(dias 15 a 21)
Diariamente
(dias 22 a 28)
Dx 40 mg Dia 1, 2, 3, 4 Dia 8, 9, 10, 11 - -
BT = bortezomibe; Dx = dexametasona; T = talidomida
a A dose de talidomida é aumentada para 100 mg a partir da semana 3 do Ciclo 1 apenas se a dose de 50 mg for
tolerada e para 200 mg do ciclo 2 em diante se a dose de 100 mg for tolerada.
b Até 6 ciclos podem ser administrados aos pacientes que atingirem pelo menos uma resposta parcial após 4 ciclos.
A talidomida é uma substância ativa teratogênica humana conhecida, que causa malformações severas de risco à
vida. A talidomida é contraindicada durante a gestação e em mulheres férteis, exceto se todas as condições do
programa de prevenção de gestações da talidomida forem atendidas. Os pacientes que recebem BORTECIP® em
combinação com talidomida deverão aderir ao programa de prevenção de gestações da talidomida. Consulte a bula
da talidomida para informações adicionais.
- Ajustes de dose para pacientes elegíveis a transplante
Para ajustes de dose de BORTECIP® para neuropatia consulte a Tabela 1.
Adicionalmente, quando BORTECIP® é administrado em combinação com outros medicamentos quimioterápicos,
devem ser consideradas reduções de dose apropriadas para estes medicamentos no caso de toxicidades, de acordo
com as recomendações nas bulas desses produtos.
Retratamento de mieloma múltiplo
Pacientes que haviam respondido previamente ao tratamento com BORTECIP® (isolado ou em combinação) e que
apresentaram recaída podem iniciar o retratamento com a última dose tolerada. Veja regime de dose em
“Monoterapia”.
Populações especiais
Pacientes com insuficiência renal
Não é necessário ajuste da dose de BORTECIP® em pacientes com insuficiência renal. Uma vez que a diálise pode
reduzir a concentração de BORTECIP®, o medicamento deve ser administrado após o procedimento de diálise.
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Pacientes com insuficiência hepática
Pacientes com insuficiência hepática leve não requerem ajuste de dose inicial e devem ser tratados de acordo com a
Quem não deve usar Bortezomibe?
Da bula oficial · BORTECIP
BORTECIP® é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade (alergia) ao bortezomibe, boro ou manitol.
Este medicamento é contraindicado para a faixa etária pediátrica.
Não tome este medicamento se você tiver uma alteração no coração chamada síndrome congênita de
prolongamento do intervalo QT (ou síndrome do QT longo), ou se você já teve algum episódio de ritmo
cardíaco anormal, porque pode ser perigoso e provocar alterações do ritmo do coração, inclusive com risco
de morte.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Quais os cuidados ao usar Bortezomibe?
Da bula oficial · BORTECIP
BORTECIP® deve ser administrado sob a supervisão de médico com experiência no uso de tratamento
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antineoplásico.
Ocorreram casos fatais de administração inadvertida de BORTECIP® pela via intratecal. BORTECIP® deve ser
administrado somente pela via intravenosa ou subcutânea. BORTECIP® NÃO DEVE SER ADMINISTRADO
PELA VIA INTRATECAL.
Em geral, o perfil de segurança de pacientes tratados com BORTECIP® em monoterapia foi similar ao observado
em pacientes tratados com BORTECIP® combinado com melfalano e prednisona.
Neuropatia periférica
O tratamento com BORTECIP® causa neuropatia periférica (definida como qualquer forma de lesão, inflamação ou
degeneração dos nervos periféricos) que é mais comumente do tipo sensorial, ou seja, afeta a percepção da dor, do
tato ou das sensações de calor e frio. Os pacientes devem ser monitorados quanto aos sintomas de neuropatia, como
sensação de queimação, hiperestesia (excesso de sensibilidade), hipoestesia (diminuição da sensibilidade), parestesia
(sensações subjetivas, por exemplo, frio, calor, formigamento, pressão, etc.), desconforto, dor ou fraqueza. Pacientes
com sintomas pré-existentes (dormência, dor ou sensação de queimação nos pés ou mãos) e/ou sinais de neuropatia
periférica podem apresentar piora da neuropatia periférica durante o tratamento com BORTECIP®. Pacientes que
apresentarem piora ou aparecimento de neuropatia periférica podem exigir uma mudança de dose, esquema de
tratamento ou via de administração para subcutânea (SC).
Hipotensão arterial
Eventos de hipotensão (pressão arterial baixa) são observados ao longo do tratamento. Recomenda-se cautela ao
tratar pacientes com história de desmaio, pacientes recebendo medicamentos associados com hipotensão e pacientes
desidratados.
Alterações cardíacas
Desenvolvimento súbito ou piora de insuficiência cardíaca têm sido relatados. Pacientes com fatores de risco ou com
doença cardíaca pré-existente devem ser cuidadosamente monitorados.
Este medicamento pode aumentar o risco de alteração grave nos batimentos cardíacos, que pode ser
potencialmente fatal (morte súbita).
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Avise seu médico se você tiver bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), insuficiência cardíaca ou
outras doenças do coração, ou se você souber que tem baixo nível de potássio ou de magnésio no sangue. Avise
seu médico se você estiver utilizando outros medicamentos, especialmente medicamentos que causam
prolongamento do intervalo QT (alteração do ritmo do coração no eletrocardiograma), medicamentos para
arritmia (para corrigir o ritmo do coração) ou medicamentos diuréticos (remédios para eliminar água do
corpo).
Alterações da função do fígado (problemas hepáticos)
Têm sido relatados casos raros de falência aguda do fígado em pacientes recebendo medicações concomitantes e
com outros problemas sérios de saúde além do mieloma. Outros eventos adversos relatados incluem aumento das
enzimas do fígado, aumento de bilirrubina e hepatite. Estas alterações podem ser reversíveis com a descontinuação
do BORTECIP®.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e
exames laboratoriais periódicos para controle.
Problemas pulmonares
Foram relatados casos de doença pulmonar aguda de causa desconhecida em pacientes recebendo BORTECIP®.
Alguns desses eventos foram fatais. Na ocorrência de um evento pulmonar ou na piora de sintomas pulmonares já
existentes, uma rápida avaliação diagnóstica deve ser realizada e os pacientes tratados apropriadamente.
Exames laboratoriais
O resultado do hemograma completo deve ser frequentemente monitorado durante o tratamento com BORTECIP®.
Trombocitopenia/ Neutropenia
BORTECIP® está associado com trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e neutropenia
(redução do número de neutrófilos, um tipo de célula, no sangue). A contagem de plaquetas deve ser realizada antes
de cada dose de BORTECIP®. Existem relatos de sangramento gastrintestinal e intracerebral associados com a
trombocitopenia induzida por BORTECIP®.
Eventos adversos gastrintestinais
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O tratamento com BORTECIP® pode causar náusea, diarreia, constipação e vômito que exigem, algumas vezes,
uso de medicamentos anti-heméticos e antidiarreicos. A reposição de líquidos e sais deve ser realizada para evitar a
desidratação. Uma vez que alguns pacientes em tratamento com BORTECIP® podem apresentar vômito e/ou
diarreia, os pacientes devem ser orientados sobre como proceder para evitar a desidratação. Os pacientes devem ser
instruídos para procurar o médico se apresentarem sintomas de vertigem, tontura ou desmaios.
Síndrome da lise tumoral
Uma vez que BORTECIP® é um agente citotóxico e pode matar células malignas rapidamente, podem ocorrer
complicações da síndrome da lise tumoral (complicações metabólicas que podem ocorrer após o tratamento de um
câncer). Os pacientes sob risco de síndrome da lise tumoral são aqueles com carga tumoral alta antes do tratamento.
Estes pacientes devem ser acompanhados de perto e as precauções apropriadas devem ser tomadas.
Pacientes com insuficiência hepática
O bortezomibe é metabolizado pelas enzimas do fígado e sua concentração é aumentada em pacientes com
insuficiência hepática moderada ou grave. Esses pacientes devem ser tratados com doses iniciais reduzidas de
BORTECIP® e monitorados com relação à toxicidade.
Síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR)
Foram relatados casos de síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR) em pacientes recebendo
BORTECIP®. SEPR é um distúrbio neurológico raro, reversível, que pode se apresentar com convulsões,
hipertensão, dor de cabeça, sonolência confusão mental, cegueira, entre outros distúrbios visuais e neurológicos.
Exames de imagem do cérebro são usados para confirmar o diagnóstico. Em pacientes com SEPR em
desenvolvimento, BORTECIP® deve ser descontinuado.
Carcinogênese, mutagênese, toxicologia reprodutiva
O bortezomibe demonstrou atividade clastogênica (causadora de aberrações cromossômicas estruturais) em teste in
vitro de aberrações cromossômicas usando células de ovário de hamster chinês.
BORTECIP® pode ter um potencial efeito sobre a fertilidade masculina ou feminina.
Gravidez e Amamentação
Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez durante o tratamento com BORTECIP®.
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As pacientes devem ser orientadas sobre o uso de medidas contraceptivas eficazes e para evitar a amamentação
durante o tratamento com BORTECIP®.
BORTECIP® pode ter um potencial efeito sobre a fertilidade masculina ou feminina.
Contracepção em homens e mulheres
Devido ao potencial genotóxico de BORTECIP®, mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contraceptivos
eficazes durante o tratamento e continuar usando por 8 meses após o término, devendo evitar engravidar nesse
período; homens tratados com BORTECIP® devem utilizar métodos contraceptivos eficazes e evitar gerar filhos
durante o tratamento e por 5 meses após o término.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois pode ser excretado no leite
humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar
alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Uma vez que BORTECIP® pode estar associado à fadiga, tontura, síncope (desmaio), hipotensão postural (queda
da pressão arterial ao mudar da posição sentada ou deitada para de pé), diplopia (visão dupla) ou visão turva, você
não deve dirigir veículos ou operar máquinas.
Quais os efeitos colaterais de Bortezomibe?
Da bula oficial · BORTECIP
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sangue e do sistema linfático: trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas), anemia,
neutropenia (diminuição do número de neutrófilos).
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Distúrbios oftalmológicos: visão turva.
Distúrbios gastrintestinais: constipação, diarreia, náusea, vômito, dor gastrintestinal e abdominal, dispepsia
(desconforto na região do estômago).
Distúrbios gerais e condições no local de administração: astenia (fraqueza muscular), fraqueza, fadiga, pirexia
(febre), rigidez, edema de extremidades inferiores.
Infecções e infestações: infecção do trato respiratório superior, inferior e pulmões, nasofaringite, herpes zoster.
Distúrbios metabólicos e nutricionais: redução do apetite e anorexia, desidratação.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo: dor nos membros, mialgia (dor muscular), artralgia (dor nas
articulações).
Distúrbios do sistema nervoso: neuropatia periférica (dor e/ou formigamento nas extremidades), parestesia e
disestesia (enfraquecimento ou alteração na sensibilidade dos sentidos), tontura (excluindo vertigem), dor de cabeça,
disgeusia (distorção ou diminuição do paladar).
Distúrbios psiquiátricos: ansiedade, insônia.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: tosse, dispneia (falta de ar).
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: erupção cutânea que pode ser prurítico, eritematoso (lesões de pele que
podem gerar coceira ou vermelhidão).
Distúrbios vasculares: hipotensão (pressão arterial baixa).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sangue e do sistema linfático: leucopenia (diminuição de leucócitos), linfopenia (diminuição do
número de linfócitos), pancitopenia (diminuição de todas as células do sangue).
Distúrbios cardíacos: taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), fibrilação atrial (alteração do ritmo
cardíaco), palpitações, desenvolvimento agudo ou exacerbação de insuficiência cardíaca, incluindo insuficiência
cardíaca crônica, edema pulmonar.
Distúrbios oftalmológicos: infecção e irritação conjuntiva.
Distúrbios gastrintestinais: dor faringolaríngea, refluxo gastrintestinal, eructação, distensão abdominal, estomatite e
ulceração na boca, disfagia (dificuldade de deglutição), hemorragia gastrintestinal (trato superior e inferior) e retal.
Distúrbios gerais e condições no local de administração: letargia (sonolência), mal-estar, neuralgia (dor nos nervos
sem estímulo), dor no peito.
Infecções e infestações: pneumonia, herpes simples, bronquite, sinusite, faringite, candidíase oral, infecção do trato
urinário, infecção relacionada ao cateter, sepse e bacteremia, gastroenterite.
Lesão, envenenamento e complicações do procedimento: complicações relacionadas ao catéter.
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Investigações: aumento da ALT (alanina aminotransferase) e AST (alanina aspartatotransferase), aumento da
fosfatase alcalina, aumento da GGT (gama-glutamiltransferase).
Distúrbios metabólicos e nutricionais: hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue), hipoglicemia (diminuição do
açúcar no sangue), hiponatremia (diminuição do sódio no sangue).
Distúrbios do sistema nervoso: polineuropatia, síncope (desmaio).
Distúrbios renais e urinários: insuficiência ou falência renal, hematúria (presença de sangue na urina).
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: epistaxe (sangramento nasal), dispneia do exercício, derrame
pleural (acúmulo de líquido ao redor do pulmão), rinorreia (descarga nasal).
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: urticária (coceira com vermelhidão).
Distúrbios vasculares: hipotensão postural (queda da pressão arterial ao mudar da posição sentada ou deitada para
de pé), petéquias (ponto vermelho no corpo causado por pequena hemorragia no vaso sanguíneo).
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sangue e do sistema linfático: neutropenia febril (paciente com febre e diminuição de neutrófilos).
Distúrbios cardíacos: arritmias (alteração do ritmo cardíaco), choque cardiogênico, aparecimento de redução da
fração de ejeção do ventrículo esquerdo, “Flutter” atrial (alteração do ritmo cardíaco), Bradicardia (diminuição dos
batimentos cardíacos).
Distúrbios do ouvido e labirinto: audição prejudicada.
Distúrbios gastrintestinais: ulceração da língua, ânsia de vômito, hemametese (vômito com sangue), petéquias na
mucosa oral (pontos vermelhos na mucosa da boca), íleo paralítico (parada dos movimentos intestinais).
Distúrbios gerais e condições no local de administração: irritação e dor no local de administração, flebite (inflamação
das veias) no local de administração.
Distúrbios do fígado e sistema biliar: aumento da bilirrubina, testes de função hepática anormais, hepatite.
Distúrbios do sistema imunológico: hipersensibilidade (alergia) ao medicamento.
Infecções e infestações: neuralgia pós-herpética.
Distúrbios metabólicos e nutricionais: síndrome da lise tumoral.
Distúrbios do sistema nervos: convulsões, perda da consciência, ageusia (falta de paladar).
Distúrbios renais e urinários: dificuldade de micção.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: hemoptise (tosse com sangue).
Distúrbios vasculares: hemorragia cerebral.
Experiência pós-comercialização
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Eventos adversos ao medicamento clinicamente significativos estão listados a seguir se não tiverem sido relatados
anteriormente.
Bortezomibe interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · BORTECIP
Pacientes devem ser monitorados quando ocorrer administração concomitante de BORTECIP® com potentes
inibidores das enzimas do CYP3A4 (como por exemplo: cetoconazol e ritonavir). O uso concomitante de
BORTECIP® com indutores potentes das enzimas do CYP3A4 como por exemplo rifampicina, carbamazepina,
fenitoína, fenobarbital e Erva-de-São-João) não é recomendado, já que a eficácia do BORTECIP® pode ser
reduzida. Pacientes que estão recebendo esse tipo de tratamento com BORTECIP® devem ser monitorados de perto
no que se refere a sinais de toxicidade ou eficácia reduzida.
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Pacientes em tratamento com agentes antidiabéticos orais e que recebem BORTECIP® podem necessitar de
monitoramento da glicemia e ajuste da dose da medicação antidiabética.
Informe seu médico se você estiver usando outros medicamentos como amiodarona, antivirais, isoniazida,
nitrofurantoína, estatinas ou medicamentos que possam diminuir a pressão arterial.
Como guardar Bortezomibe?
Da bula oficial · BORTECIP
Conservar BORTECIP® em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz.
Manter o produto dentro da embalagem original.
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É SENSÍVEL À LUZ E SÓ DEVE SER RETIRADO DA CAIXA
IMEDIATAMENTE ANTES DO USO.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após reconstituição, a solução resultante deve ser clara e incolor.
Após preparo, armazenar sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC) no frasco-ampola original ou em seringa, por
até 20 dias.
Aspecto físico
BORTECIP® é um pó ou massa de cor branca a quase branca.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Recomenda-se uma agulha de 26G (13 x 0,45 mm) para administração subcutânea de Bortecip®.
Recomenda-se uma agulha de 16G (40 x 1,2 mm) para administração intravenosa de Bortecip®.
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BORTECIP® pode ser administrado pelas vias intravenosa ou subcutânea.
Para as diferentes vias de administração, diferentes volumes de solução de cloreto de sódio 0,9% são utilizados para
reconstituir o medicamento. Após a reconstituição, a concentração de bortezomibe por mililitro (mL) de solução
para a administração subcutânea (2,5 mg/mL) é maior que a concentração para a administração intravenosa (1,0
mg/mL).
Como cada via de administração tem diferentes concentrações da solução reconstituída, deve-se ter cuidado
ao calcular o volume a ser administrado.
O conteúdo de cada frasco-ampola de BORTECIP® deve ser reconstituído apenas com solução salina normal
(0,9%), de acordo com as seguintes instruções baseadas na via de administração:
IV SC
Volume de diluente (solução salina – 0,9%) adicionado
para reconstituir um frasco-ampola
3,5 mL 1,4 mL
Concentração final após reconstituição (mg/mL) 1,0 mg/mL 2,5 mg/mL
BORTECIP® é administrado por injeção intravenosa (na veia) ou subcutânea, sob a supervisão de médico com
experiência no uso de medicamentos citotóxicos.
Quando administrado em injeção intravenosa, BORTECIP® é injetado em bolus (3-5 segundos), através de cateter
intravenoso periférico ou central, seguido por lavagem com solução de cloreto de sódio 0,9%.
Para administração subcutânea, a solução reconstituída é injetada na coxa (direita ou esquerda) ou abdome (esquerdo
ou direito). Os locais de injeção devem ser alternados para injeções sucessivas. Novas injeções devem ser
administradas a, pelo menos, 2,5 cm do local anterior, e nunca em áreas em que o local esteja sensível, ferido,
vermelho ou rígido.
Se ocorrerem reações no local da injeção após a administração subcutânea de BORTECIP®, uma solução menos
concentrada de BORTECIP® (1 mg/mL ao invés de 2,5 mg/mL) pode ser administrada por via subcutânea, ou
alterada para injeção intravenosa.
Como cada via de administração apresenta diferente concentração da solução reconstituída, deve-se ter cuidado no
momento de calcular o volume a ser administrado.
Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as administrações consecutivas de BORTECIP®.
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Ocorreram casos fatais de administração inadvertida de bortezomibe pela via intratecal. BORTECIP® deve ser
administrado somente pela via intravenosa e subcutânea. BORTECIP® NÃO DEVE SER ADMINISTRADO
PELA VIA INTRATECAL.
O retratamento com BORTECIP® pode ser considerado para pacientes com mieloma múltiplo que haviam
respondido previamente ao tratamento com BORTECIP®.
O período mínimo entre o tratamento anterior e o início do retratamento é de 6 meses. Qualquer paciente que
responde ao primeiro tratamento com BORTECIP® (resposta completa ou parcial) é elegível ao retratamento.
Pacientes refratários ao primeiro tratamento com BORTECIP® não são elegíveis. A decisão de tratar é baseada na
presença de sintomas e não é baseada na progressão dos sinais.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Dosagem
• Monoterapia
Mieloma Múltiplo recidivado
Dose Recomendada
A dose recomendada de BORTECIP® é de 1,3 mg/m2/dose administrada 2 vezes por semana durante 2 semanas
(dias 1, 4, 8 e 11), seguido por um período de repouso de 10 dias (Dias 12 a 21).
Este período de 3 semanas é considerado como um ciclo de tratamento. Para extensão do tratamento além de 8 ciclos,
BORTECIP® pode ser administrado no esquema padrão ou no esquema de manutenção de uma vez por semana por
4 semanas (Dias 1, 8, 15 e 22), seguido por um período de repouso de 13 dias (Dias 23 a 35).
Deve ser observado intervalo de pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas de BORTECIP®.
Em estudos clínicos, pacientes com resposta completa (CR) confirmada receberam 2 ciclos adicionais de
bortezomibe. Recomenda-se que pacientes que respondem ao bortezomibe recebam até 8 ciclos de tratamento.
Modificação da dose e reinício do tratamento
O tratamento com BORTECIP® deve ser interrompido ao início de qualquer evidência de toxicidade não
hematológica de Grau 3 ou hematológica de Grau 4, excluindo neuropatia. Após a remissão dos sintomas de
toxicidade, o tratamento com BORTECIP® pode ser reiniciado com dose 25% menor (1,3 mg/m2/dose reduzida
para 1,0 mg/m2/dose; 1,0 mg/m2/dose reduzida para 0,7 mg/m2/dose).
Dor Neuropática e/ou Neuropatia Sensorial Periférica
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A Tabela 1 a seguir contém a recomendação para modificação da dose em pacientes que apresentarem dor
neuropática e/ou neuropatia sensorial periférica relacionada ao bortezomibe. Neuropatia autonômica severa
resultando na interrupção ou descontinuação do tratamento foi reportada. Pacientes com neuropatia grave pré-
existente devem ser tratados com BORTECIP® somente após avaliação cuidadosa do risco-benefício.
Tabela 1: Recomendação para modificação da dose de BORTECIP® na presença de dor neuropática e/ou
neuropatia periférica sensorial ou motora relacionada ao tratamento.
Gravidade dos sinais e sintomas de neuropatia
periféricaa
Modificação do esquema posológico
Grau 1 (assintomática, perda dos reflexos tendinosos
profundos ou parestesia) sem dor ou perda de
atividade
Nenhuma ação
Grau 1 com dor ou Grau 2 [sintomas moderados,
limitando as atividades instrumentais da vida diária
(AVD)]b
Reduzir a dose de BORTECIP® para 1,0 mg/m2 ou
alterar o esquema de tratamento para 1,3 mg/m2 uma
vez por semana.
Grau 2 com dor ou Grau 3 (sintomas graves, limitando
as AVD de autocuidadoc)
Interromper o tratamento com BORTECIP® até a
remissão da toxicidade. Depois, reiniciar o tratamento
com dose reduzida de BORTECIP® (0,7 mg/m2) uma
vez por semana.
Grau 4 (consequências que ameaçam a vida do
paciente; indicado intervenção urgente)
Descontinuar o tratamento com BORTECIP®.
a Classificação baseada no NCI Common Toxicity Criteria CTCAE v 4.0.
b AVD instrumentais: Refere-se a preparar refeições, comprar mantimentos ou roupas, usar o telefone, administrar o
dinheiro etc.
c AVD de autocuidados: refere-se a tomar banho, vestir e despir-se, alimentar-se, usar o banheiro, tomar
medicamentos e não estar acamado.
Obs.: A redução da dose de BORTECIP®, recomendada quando da ocorrência de dor neuropática e/ou neuropatia
sensorial periférica relacionada ao tratamento, pode levar à redução da eficácia do tratamento.
• Terapia combinada
Mieloma múltiplo não tratado previamente - Pacientes não elegíveis a transplante de células- tronco
Dose recomendada em combinação com melfalana e prednisona
BORTECIP® (bortezomibe) para injeção é administrado em combinação com melfalana e prednisona, por 9 ciclos
de 6 semanas de tratamento. Nos Ciclos 1 a 4, BORTECIP® é administrado 2 (duas) vezes por semana (Dias 1, 4, 8,
11, 22, 25, 29 e 32). Nos Ciclos 5 a 9, BORTECIP® é administrado uma vez por semana (Dias 1, 8, 22 e 29).
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Tabela 2: Regime de dose recomendada para BORTECIP® quando usado em combinação com melfalana e
prednisona para pacientes sem tratamento anterior para mieloma múltiplo e não elegíveis a transplante de
medula óssea.
BORTECIP® 2x (duas vezes) por semana (Ciclos 1 a 4)
Semana 1 2 3 4 5 6
BORTECIP®
(1,3 mg/m2)
Dia
1 -- --
Dia
4
Dia Dia
8 11
período de
descanso
Dia
22
Dia
25
Dia
29
Dia
32
período de
descanso
Mel
(9 mg/m2)
Pred
(60 mg/m2)
Dia
1
Dia
2 Dia
3
Dia
4 -- --
período de
descanso -- -- -- --
período de
descanso
BORTECIP® 1x (um a vez) por semana (Ciclos 5 a 9)
Semana 1 2 3 4 5 6
BORTECIP®
(1,3 mg/m2)
Dia
1
-- -- -- Dia
8
período de
descanso
Dia
22
Dia
29
período de
descanso
Mel (9 mg/m2)
Pred (60 mg/m2)
Dia
1
Dia
2
Dia
3
Dia
4
-- período de
descanso
-- -- período de
descanso
Mel = melfalana, Pred =prednisona
Guia de manuseio de dose para terapia combinada com melfalana e prednisona
Modificação de dose e reinício quando BORTECIP® é administrado em combinação com melfalana e prednisona.
Antes de iniciar um novo ciclo de terapia:
◼ Contagem de plaquetas deve ser ≥ 70 x 109/L e a contagem absoluta de neutrófilos deve ser ≥ 1,0 x 109/L
◼ Toxicidade não-hematológica deve ser resolvida até Grau 1 ou condição basal.
Tabela 3: Modificação de dose durante os ciclos subsequentes:
Toxicidade Modificação de dose ou impedimento
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Toxicidade hematológica durante um ciclo:
• Caso seja observada no ciclo anterior neutropenia
ou trombocitopenia Grau 4 prolongada ou
trombocitopenia com sangramento
Considerar redução de 25% da dose de melfalana no
próximo ciclo.
• Caso a contagem de plaquetas ≤ 30 x 109/L ou
contagem absoluta de neutrófilos ≤ 0,75 x 109/L
observada no dia de dose de BORTECIP® (exceto
Dia 1)
BORTECIP® deve ser interrompido.
• Se muitas doses de BORTECIP® forem
descontinuadas no mesmo ciclo (≥ 3 doses durante a
administração de duas vezes por semana ou ≥ 2
doses durante a administração semanal)
A dose de BORTECIP® deve ser reduzida para um
nível abaixo da dose (de 1,3 mg/m2 a 1 mg/m2, ou de
1 mg/m2 para 0,7 mg/m2).
Toxicidade não-hematológica ≥ Grau 3 Terapia com BORTECIP® deve ser descontinuada até
que os sintomas de toxicidade tenham sido resolvidos
até Grau 1 ou condição basal. Então, BORTECIP®
pode ser reiniciado com uma redução de nível de dose
(1,3 mg/m2 para 1 mg/m2 ou de 1 mg/m2 para 0,7
mg/m2). Para dor neuropática e/ou neuropatia
periférica relacionada a BORTECIP®, manter e/ou
modificar BORTECIP® conforme Tabela 1.
Para informação adicional relacionada a melfalana e prednisona, veja informações de bula do fabricante.
Para os ajustes da dose de BORTECIP®, deverão ser seguidas as diretrizes de modificação da dose descritas em
relação à monoterapia.
Dose recomendada para pacientes que não receberam tratamento prévio e que são elegíveis a transplante de
medula óssea
- Terapia combinada com dexametasona
BORTECIP® é administrado por injeção intravenosa na dose recomendada de 1,3 mg/m2 com base na área de
superfície corporal duas vezes por semana durante duas semanas nos Dias 1, 4, 8, e 11, seguido por um período de
repouso de 10 dias nos Dias 12 a 21. Este período de 3 semanas é considerado um ciclo de tratamento. São
administrados quatro ciclos de tratamento com BORTECIP®. Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as doses
consecutivas de BORTECIP®.
13
A dexametasona é administrada por via oral na dose de 40 mg nos Dias 1, 2, 3, 4 e Dias 8, 9, 10, 11 do ciclo de
tratamento com BORTECIP®.
- Terapia combinada com dexametasona e talidomida
BORTECIP® é administrado através de injeção intravenosa na dose recomendada de 1,3 mg/m2 com base na área
de superfície corporal duas vezes por semana durante duas semanas nos Dias 1, 4, 8, e 11, seguido por um período
de repouso de 17 dias nos Dias 12 a 28. Este período de 4 semanas é considerado um ciclo de tratamento. São
administrados quatro ciclos de tratamento com BORTECIP®. Recomenda-se que os pacientes com pelo menos
resposta parcial recebam 2 ciclos adicionais. Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas de
BORTECIP®.
A dexametasona é administrada por via oral na dose de 40 mg nos Dias 1, 2, 3, 4 e Dias 8, 9, 10, 11 dos ciclos de
tratamento com BORTECIP®.
A talidomida é administrada por via oral na dose de 50 mg por dia nos Dias 1 a 14 e, se tolerado, a dose é aumentada
para 100 mg nos dias 15 a 28, e posteriormente pode ser aumentada para 200 mg por dia.
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