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Bula simplificada

Bula de Ácido valpróico

Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.

Medicamentos

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Apresentações

4

Também disponível em

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Bula oficial em PDF · Paciente

Documento registrado na Anvisa para DEPAKENE

Como Ácido valpróico funciona no organismo?

Da bula oficial · DEPAKENE

O valproato de sódio é a substância ativa do DEPAKENE® que é convertido a ácido valproico e este se dissocia
em íon valproato no trato gastrointestinal.

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O tratamento com DEPAKENE®, em alguns casos, pode produzir sinais de melhora já nos primeiros dias de
tratamento; em outros casos, é necessário um tempo maior para se alcançar os efeitos benéficos. Seu médico dará
a orientação no seu caso.

Como usar Ácido valpróico? Qual a dose?

Resumo baseado na bula · EPILENIL

Medicamentos à base de valproato de sódio e ácido valpróico são habitualmente administrados por via oral, podendo ser encontrados em apresentações como comprimidos, xaropes ou soluções. A forma adequada de uso e a dosagem necessária dependem de fatores individuais, tais como idade, peso corporal, forma farmacêutica e a indicação do tratamento. Consulte a bula oficial e um profissional de saúde antes de usar.

Quem não deve usar Ácido valpróico?

Da bula oficial · DEPAKENE

DEPAKENE® é contraindicado para menores de 10 anos de idade.
DEPAKENE® é contraindicado para uso por pacientes com:
• Conhecida hipersensibilidade ao valproato de sódio ou aos demais componentes da fórmula;
• Conhecida Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos de 2 anos com suspeita de
possuir a Síndrome;
• Doença no fígado ou disfunção no fígado significativa;
• Distúrbios do ciclo da ureia (DCU) – desordem genética rara que pode resultar em acúmulo de
amônia no sangue;
• Porfiria – distúrbio genético raro que afeta parte da hemoglobina do sangue.
• Deficiência de carnitina primária sistêmica conhecida com hipocarnitinemia não corrigida.

Quais os cuidados ao usar Ácido valpróico?

Da bula oficial · DEPAKENE

Gerais: recomenda-se fazer contagem de plaquetas e realização de testes de coagulação antes de iniciar o
tratamento, periodicamente e depois, pois pode haver alteração nas plaquetas e coagulação sanguínea. O
aparecimento de hemorragia, manchas roxas ou desordem na capacidade natural de coagulação do paciente são
indicativos para a redução da dose ou interrupção da terapia.
DEPAKENE pode interagir com medicamentos administrados concomitantemente.
Hepatotoxicidade (toxicidade do fígado)/Disfunção hepática: houve casos fatais de insuficiência do fígado em
pacientes recebendo valproato de sódio, usualmente durante os primeiros seis meses de tratamento. Deve-se ter
muito cuidado quando o medicamento for administrado em pacientes com história anterior de doença no fígado.
Toxicidade no fígado grave ou fatal pode ser precedida por sintomas não específicos, como mal-estar, fraqueza,
estado de apatia, inchaço facial, falta de apetite e vômito. Pacientes em uso de múltiplos anticonvulsivantes,
crianças, pacientes com doenças metabólicas congênitas incluindo distúrbios mitocondriais, como deficiência de
carnitina, distúrbios do ciclo da ureia, mutações no gene POLG (ver item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?, com doença convulsiva grave associada a retardo mental e pacientes com
doença cerebral orgânica podem ter um risco particular de desenvolver toxicidade no fígado. A experiência em
epilepsia tem indicado que a incidência de hepatotoxicidade fatal diminui consideravelmente, de forma
progressiva, em pacientes mais velhos. O medicamento deve ser descontinuado imediatamente na presença de
disfunção do fígado significativa, suspeita ou aparente. Em alguns casos, a disfunção do fígado progrediu apesar
da descontinuação do medicamento. Na presença destes sintomas, o médico deve ser imediatamente procurado.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e
exames laboratoriais periódicos para controle.
Pacientes com suspeita ou conhecida doença mitocondrial: insuficiência hepática aguda induzida por valproato
e mortes relacionadas à doença hepática têm sido reportadas em pacientes com síndrome neurometabólica
hereditária causada por mutação no gene da DNA polimerase γ (POLG, ou seja, Síndrome de Alpers-Huttenlocher)
em uma taxa maior do que aqueles sem esta síndrome.
Deve-se suspeitar de desordens relacionadas à POLG em pacientes com histórico familiar ou sintomas sugestivos
de uma desordem relacionada à POLG, incluindo, mas não limitado a encefalopatia inexplicável, epilepsia
refrataria (focal, mioclônica), estado de mal epiléptico na apresentação, atrasos no desenvolvimento, regressão

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psicomotora, neuropatia sensomotora axonal, miopatia, ataxia cerebelar, oftalmoplegia, ou migrânea complicada
com aura occipital. O teste para mutação de POLG deve ser realizado de acordo com a prática clínica atual para
avaliação diagnóstica dessa desordem.
Em pacientes maiores de 2 anos com suspeita clínica de desordem mitocondrial hereditária, o valproato de sódio
deve ser usado apenas após tentativa e falha de outro anticonvulsivante. Este grupo mais velho de pacientes deve
ser monitorado durante o tratamento com valproato de sódio para desenvolvimento de lesão hepática aguda com
avaliação clínica regular e monitoramento dos testes de função hepática.
Pancreatite (inflamação do pâncreas): pacientes e responsáveis devem estar cientes que dor abdominal, enjoo,
vômito e/ou falta de apetite, podem ser sintomas de pancreatite. Na presença destes sintomas, deve-se procurar o
médico imediatamente, pois casos de pancreatite envolvendo risco à vida foram relatados tanto em crianças como
em adultos que receberam valproato de sódio. Alguns casos ocorreram logo após o início do uso, e outros após
vários anos de uso. Houve casos nos quais a pancreatite recorreu após nova tentativa com valproato de sódio.
Comportamento e ideação suicida: pacientes tratados com valproato de sódio devem ser monitorados para
emergências ou piora da depressão, pensamentos sobre automutilação, comportamento ou pensamentos suicidas,
e/ou qualquer mudança incomum de humor ou comportamento. Ideação suicida pode ser uma manifestação de
transtornos psiquiátricos preexistentes e pode persistir até que ocorra remissão significante dos sintomas. Existem
relatos de aumento no risco de pensamentos e comportamentos suicidas nestes pacientes. Este risco foi observado
logo uma semana após o início do tratamento medicamentoso com os antiepilépticos e persistiu durante todo o
período em que o tratamento foi avaliado. A supervisão de pacientes de alto risco deve acontecer durante a terapia
medicamentosa inicial. Comportamentos suspeitos devem ser informados imediatamente aos profissionais de
saúde.
Interação com antibióticos carbapenêmicos: o uso concomitante de ácido valpróico com antibióticos
carbapenêmicos não é recomendado.
Trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas no sangue): a trombocitopenia pode estar relacionada
à dose. O benefício terapêutico que pode acompanhar as maiores doses deverá ser considerado pelo seu médico
contra a possibilidade de maior incidência de eventos adversos.
Uso em pacientes do sexo masculino com potencial reprodutivo: um estudo observacional retrospectivo sugere
um risco aumentado de transtornos do neurodesenvolvimento em crianças nascidas de homens tratados com
valproato nos 3 meses anteriores à concepção em comparação com o risco naqueles nascidos de homens tratados
com lamotrigina ou levetiracetam (ver seção de Gravidez).
Hiperamonemia (excesso de amônia no organismo): foi relatado o excesso de amônia em associação com a
terapia com valproato de sódio e pode estar presente mesmo com testes de função do fígado normais. Pacientes
que desenvolverem sinais ou sintomas de alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue
inexplicável, estado de apatia, vômito e mudanças no status mental durante o tratamento com DEPAKENE devem
ser tratados imediatamente, e o nível de amônia deve ser mensurado. Hiperamonemia também deve ser considerada
em pacientes que apresentam hipotermia (queda de temperatura do corpo abaixo do normal). Se a amônia estiver
elevada, o tratamento deve ser descontinuado.
Elevações de amônia sem sintomas são mais comuns, e quando presentes, requerem monitoramento intensivo dos
níveis de amônia no plasma pelo médico. Se a elevação persistir a descontinuação do tratamento deve ser
considerada.

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Distúrbios do ciclo da ureia (DCU) e risco de Hiperamonemia: foi relatada encefalopatia hiperamonêmica
(alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue), algumas vezes fatal, após o início do
tratamento com valproato de sódio em pacientes com distúrbios do ciclo da ureia.
Pacientes com risco de hipocarnitinemia (deficiência de carnitina):
A administração de valproato pode desencadear a ocorrência ou agravamento de hipocarnitinemia que pode resultar
em hiperamonemia (que pode levar a encefalopatia hiperamonêmica). Outros sintomas como toxicidade hepática,
hipoglicemia hipocetótica, miopatia incluindo cardiomiopatia, rabdomiólise e síndrome de Fanconi foram
observados, principalmente em pacientes com fatores de risco para hipocarnitinemia ou hipocarnitinemia pré-
existente.
Pacientes com risco aumentado de hipocarnitinemia quando tratados com valproato incluem pacientes com
distúrbios metabólicos, como distúrbios mitocondriais relacionados à carnitina, deficiência na ingestão nutricional
de carnitina, pacientes com menos de 10 anos de idade, uso concomitante de medicamentos conjugados com
pivalato ou de outros antiepilépticos.
O médico deve ser informado sobre quaisquer sinais de hiperamonemia, como ataxia, alteração da consciência,
vômitos, para investigação adicional. A suplementação de carnitina deve ser considerada quando forem observados
sintomas de hipocarnitinemia.
Hipotermia (queda da temperatura central do corpo para menos de 35º C): tem sido relatada associada à
terapia com valproato de sódio, em conjunto e na ausência de hiperamonemia. Esta reação adversa também pode
ocorrer em pacientes utilizando topiramato e valproato em conjunto, após o início do tratamento com topiramato
ou após o aumento da dose diária de topiramato. Deve ser considerada a interrupção do tratamento em pacientes
que desenvolverem hipotermia, a qual pode se manifestar por uma variedade de anormalidades clínicas incluindo
letargia (estado de apatia), confusão, coma e alterações significativas em outros sistemas importantes como o
cardiovascular e o respiratório.
Atrofia Cerebral/Cerebelar: houve relatos pós-comercialização de atrofia (reversível e irreversível) cerebral e
cerebelar, temporariamente associadas ao uso de produtos que se dissociam em íon valproato. Em alguns casos,
porém, a recuperação foi acompanhada por sequelas permanentes. Foi observado prejuízo psicomotor e atraso no
desenvolvimento, entre outros problemas neurológicos, em crianças com atrofia cerebral decorrente da exposição
ao valproato quando em ambiente intrauterino. As funções motoras e cognitivas dos pacientes devem ser
monitoradas rotineiramente e o medicamento deve ser descontinuado nos casos de suspeita ou de aparecimento de
sinais de atrofia cerebral.

Quais os efeitos colaterais de Ácido valpróico?

Da bula oficial · DEPAKENE

conhecida como síndrome de Stevens Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET) e reação medicamentosa
com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS), eritema multiforme e angioedema, foram relatadas em associação
com o tratamento com valproato. Os pacientes devem ser informados sobre os sinais e sintomas de manifestações
cutâneas graves e monitorados de perto. Caso sejam observados sinais de SCAR ou angioedema, é necessária uma
avaliação imediata e o tratamento deve ser interrompido se o diagnóstico de SCAR ou angioedema for confirmado.
Agravamento das convulsões: assim como outras drogas antiepilépticas, alguns pacientes ao invés de apresentar
uma melhora no quadro convulsivo, podem apresentar uma piora reversível da frequência e severidade do quadro
convulsivo (incluindo o estado epiléptico) ou também o aparecimento de novos tipos de convulsões com valproato.
Em caso de agravamento das convulsões, aconselha-se consultar o seu médico imediatamente.

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Produtos contendo estrogênio: O valproato não reduz a eficácia dos contraceptivos hormonais. (ver seção de

Ácido valpróico interage com outros medicamentos?

Da bula oficial · DEPAKENE

Aumento do risco de câncer: não é conhecido até o momento.
Aumento do risco de mutações: houve algumas evidências de que a frequência de aberrações cromossômicas
poderia estar associada com epilepsia.
Toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento: efeitos teratogênicos (malformações de múltiplos sistemas
orgânicos) foram demonstrados em camundongos, ratos e coelhos. Em camundongos, ratos e coelhos, a exposição
in utero ao valproato induziu a uma diminuição no peso fetal dose dependente, restrição do crescimento intrauterino
e redução no comprimento da cabeça e nádega em comparação com animais não expostos. Na literatura publicada,
anormalidades comportamentais foram relatadas em descendentes de primeira geração de camundongos e ratos
após exposição in utero a doses/exposições clinicamente relevantes de valproato. Em camundongos, mudanças
comportamentais também foram observadas na 2ª e 3ª gerações, embora menos pronunciadas na 3ª geração, após
uma exposição aguda in utero da primeira geração. A relevância dessas descobertas para humanos é desconhecida.
Fertilidade: a administração de valproato de sódio pode afetar a fertilidade em homens. Nos poucos casos em que
o valproato foi trocado / descontinuado ou a dose diária reduzida, a diminuição em potencial de fertilidade
masculina foi relatada como reversível na maioria, mas não em todos os casos, e concepções bem-sucedidas
também foram observadas. Amenorreia (ausência de menstruação), ovários policísticos e níveis de testosterona
elevados foram relatados em mulheres.
Cuidados e advertências para populações especiais
Uso em idosos: uma alta porcentagem de pacientes acima de 65 anos relatou ferimentos acidentais, infecção, dor,
sonolência e tremor. Não está claro se esses eventos indicam riscos adicionais ou se resultam de doenças
preexistentes e uso de medicamentos concomitantes por estes pacientes.
Em pacientes idosos, a dosagem deve ser aumentada mais lentamente, com monitorização regular do consumo de
líquidos e alimentos, desidratação, sonolência e outros eventos adversos. Reduções de dose ou descontinuação do
medicamento devem ser consideradas em pacientes com menor consumo de líquidos ou alimentos e em pacientes
com sonolência excessiva.
Uso em crianças: a experiência com crianças com idade inferior a dois anos tem um aumento de risco considerável
de desenvolvimento de toxicidade no fígado fatal e esse risco diminui progressivamente em pacientes mais velhos.
Em pacientes com mais de dois anos de idade que são clinicamente suspeitos de terem uma doença mitocondrial
hereditária, valproato de sódio só deve ser usado após a falha de outros anticonvulsivantes.
Crianças e adolescentes do sexo feminino, mulheres em idade fértil e gestantes: o valproato de sódio tem um
alto potencial de induzir doenças congênitas e crianças expostas ao produto durante a gravidez têm um alto risco
de malformações congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso.
Verificou- se que o valproato atravessa a barreira placentária tanto em espécies animais como em humanos.
Seu médico deve assegurar que:
• as circunstâncias individuais de cada paciente sejam avaliadas em todos os casos, envolvendo a paciente na
discussão para garantir o seu engajamento, discutir as opções terapêuticas e garantir que ela esteja ciente dos
riscos e medidas necessárias para redução dos riscos;

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• o potencial de gravidez seja avaliado para todas as pacientes do sexo feminino;
• a paciente entenda e reconheça os riscos de doenças congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema
nervoso em crianças expostas ao produto durante a gravidez;
• a paciente entenda e reconheça o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional para crianças expostas
a valproato de sódio no útero.
• a paciente entenda a necessidade de se submeter a um exame de gravidez antes do início do tratamento e durante
o tratamento, conforme necessidade;
• a paciente seja aconselhada em relação a utilização de métodos contraceptivos e que a paciente seja capaz de
manter a utilização de métodos contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com
valproato de sódio;
• a paciente entenda a necessidade de visitas regulares (pelo menos anualmente) do tratamento pelo médico
especialista em epilepsia;
• a paciente esteja ciente de que deve consultar o médico assim que tiver planos de engravidar para fazer a
transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes da concepção e antes de interromper os métodos
contraceptivos;
• a paciente entenda os perigos e as precauções necessárias associadas ao uso de valproato de sódio e a
necessidade urgente de informar seu médico caso exista possibilidade de estar grávida;
• a paciente receba um guia do paciente.
Essas condições também devem ser avaliadas para mulheres que não são sexualmente ativas a não ser que o médico
considere que existem razões convincentes que indiquem que não existe risco de gravidez.
Crianças e adolescentes do sexo feminino:
• o médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela paciente compreendam a necessidade de
informá-lo assim que a paciente utilizando valproato de sódio fique menstruada pela primeira vez (menarca);
• o médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela paciente que tenha menstruado pela
primeira vez, tenham informações necessárias sobre os riscos de doenças congênitas e distúrbios no
desenvolvimento do sistema nervoso, incluindo a magnitude desses riscos para crianças expostas ao valproato
de sódio em ambiente intrauterino;
• o médico responsável também deve informá-los sobre o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional
para crianças expostas ao valproato de sódio no útero.
• para essas pacientes, o médico especialista deve reavaliar anualmente a necessidade da terapia com valproato
de sódio e considerar alternativas para o tratamento. Caso o valproato de sódio seja o único tratamento
adequado, a necessidade de utilização de métodos contraceptivos eficazes e todas as outras medidas
anteriormente descritas devem ser discutidas com a paciente e os pais/responsáveis. O médico deve realizar
todo esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes que a
paciente esteja sexualmente ativa.
A possibilidade de gravidez deve ser excluída antes de iniciar o tratamento com DEPAKENE.
Contracepção: mulheres em idade fértil que estejam utilizando valproato de sódio devem utilizar métodos
contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com o produto. Essas pacientes devem estar
providas de informações completas quanto à prevenção a gravidez e devem ser orientadas quanto ao risco da não
utilização de métodos contraceptivos efetivos. Pelo menos 1 método contraceptivo eficaz único (como dispositivo
ou implante intrauterino) ou 2 métodos complementares de contracepção, incluindo um método de barreira, deve
ser utilizado. Circunstâncias individuais devem ser avaliadas em todos os casos, envolvendo a paciente na
discussão quanto à escolha do método contraceptivo para garantir o seu engajamento e aderência ao método
escolhido. Mesmo que a paciente tenha amenorreia, ela deve seguir todos os conselhos sobre contracepção eficaz.

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Revisão tratamento: deve ser realizada preferencialmente com um médico especialista. O médico deve revisar o
tratamento pelo menos anualmente quando o valproato de sódio foi a escolha mais adequada para a paciente. O
médico deverá garantir que a paciente tenha entendido e reconhecido os riscos de malformações congênitas e
distúrbios no desenvolvimento neurológico em crianças expostas ao produto em ambiente intrauterino.
Planejamento da gravidez:
• Para a indicação de Epilepsia, caso a paciente estiver planejando engravidar ou engravide, o médico especialista
deverá reavaliar o tratamento com valproato de sódio e considerar alternativas terapêuticas. O médico deve
realizar todo esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes da
concepção e antes de interromper os métodos contraceptivos. Se a transição de tratamento não for possível, a
paciente deverá receber aconselhamento adicional quanto aos riscos do uso de valproato de sódio para o bebê
para suportar a paciente quanto a decisão de fazer um planejamento familiar.
Se, apesar dos riscos conhecidos de valproato de sódio na gestação e após uma avaliação cuidadosa levando em
consideração tratamentos alternativos, em circunstâncias excepcionais a paciente grávida poderá receber valproato
de sódio para o tratamento de epilepsia. Nesse caso recomenda-se que seja prescrita a menor dose eficaz, dividida
em diversas doses menores a serem administradas durante o dia. É preferível a escolha da formulação de liberação
prolongada para se evitar altos picos de concentração plasmática.
Caso a paciente engravide, ela deve informar ao seu médico imediatamente para que o tratamento seja reavaliado
e outras opções sejam consideradas. Durante a gestação, crises tônico-clônicas maternais e estado epiléptico com
hipóxia podem acarretar em risco de morte para a mãe e para o bebê.
Todas as pacientes expostas ao valproato de sódio durante a gestação devem realizar um monitoramento pré-natal
especializado para detectar possíveis ocorrências de defeitos no tubo neural ou outras malformações.
As evidências disponíveis não indicam que a suplementação com folato antes da gestação possa prevenir o risco
de defeitos no tubo neural, que podem ocorrer em qualquer gestação.
O farmacêutico deve garantir que a paciente seja aconselhada a não descontinuar o tratamento com valproato de
sódio e consultar o médico imediatamente caso esteja planejando engravidar ou engravide.
Materiais educacionais: como forma de esclarecer os profissionais de saúde e os pacientes quanto à exposição ao
valproato de sódio, a Abbott providenciará materiais educacionais para reforçar as precauções do uso do produto.
Além disso, providenciará um Guia do Paciente quanto ao uso em mulheres e homens em idade fértil e os detalhes
sobre os programas de prevenção à gravidez. O Guia do Paciente deverá estar disponível para todas as pacientes
em idade fértil utilizando valproato de sódio.
Categoria de risco: D
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Atenção: Contém os corantes amarelo crepúsculo laca de alumínio, amarelo de quinolina laca de alumínio
e dióxido de titânio que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.
Risco para filhos de pais tratados com valproato de sódio: um estudo observacional retrospectivo com registros
médicos eletrônicos em 3 países nórdicos europeus sugere um risco aumentado de transtornos do
neurodesenvolvimento em crianças (de 0 a 11 anos de idade), nascidas de homens tratados com valproato nos 3

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meses anteriores à concepção em comparação com o risco naqueles nascidos de homens tratados com lamotrigina
ou levetiracetam. O risco acumulado para transtornos de neurodesenvolvimento variou de 4% a 5,6% no grupo
valproato versus 2,3% a 3,2% no grupo de monoterapia lamotrigina ou levitiracetam. O estudo não investigou o
risco em crianças nascidas de homens que pararam de usar valproato mais de 3 meses antes da concepção.
Más formações congênitas decorrentes da exposição no útero: filhos de mulheres com epilepsia expostas a
monoterapia com valproato de sódio durante a gravidez apresentaram mais más formações congênitas. Esse risco
é maior do que na população em geral (2-3%). Os tipos mais comuns de má formação incluem defeitos do tubo
neural, dismorfismo facial, fissura de lábio e palato, crânio-ostenose, problemas cardíacos, defeitos dos rins, vias
urinárias e genitálias, defeitos nos membros e múltiplas anomalias envolvendo vários sistemas do corpo. A
exposição no útero ao valproato de sódio pode resultar em má formação ocular que foram reportados juntamente
com outras más formações congênitas. Essa má formação ocular pode afetar a visão.
A exposição no útero ao valproato de sódio também pode resultar em deficiência/perda auditiva devido a
malformações da orelha e/ou nariz (efeito secundário) e/ou devido à toxicidade direta na função auditiva. Os casos
descrevem surdez unilateral e bilateral ou deficiência auditiva. Monitoramento de sinais e sintomas de
ototoxicidade é recomendado.
Transtornos de desenvolvimento mental decorrentes da exposição no útero: a exposição ao valproato de sódio
durante a gestação pode causar efeitos adversos no desenvolvimento mental e físico para a criança exposta. O exato
período gestacional predisposto a esses riscos é incerto e a possibilidade do risco durante toda a gestação não pode
ser excluída.
Existem dados limitados sobre uso prolongado. Os dados disponíveis demonstram que crianças expostas ao
valproato de sódio durante a gestação tem um maior risco de apresentar transtorno relacionado ao autismo em
comparação com a população geral. Os dados disponíveis sugerem que crianças expostas ao valproato de sódio
durante a gestação apresentam risco aumentado de desenvolver transtornos de déficit de atenção/hiperatividade
(TDAH) comparado com a população em geral.
Baixo peso ao nascer para a idade gestacional devido à exposição no útero: A exposição no útero ao valproato
pode levar a um baixo peso ao nascer para a idade gestacional. Em estudos pré-clínicos, foi demonstrada uma
redução do peso fetal relacionada à dose em animais expostos ao valproato no útero em comparação com animais
não expostos. Estudos epidemiológicos relataram uma redução no peso médio ao nascer e maior risco de nascer
com baixo peso ao nascer (<2500 gramas) ou pequeno para a idade gestacional (definido como peso ao nascer
abaixo do 10º percentil corrigido para a idade gestacional, estratificado por sexo) para crianças expostas ao
valproato no útero em comparação com crianças não expostas ou expostas à lamotrigina. Os dados disponíveis em
humanos não permitem concluir sobre um potencial efeito relacionado à dose.
Risco em neonatos:
- Casos de síndrome hemorrágica foram relatados muito raramente em recém-nascidos que as mães utilizaram
valproato de sódio durante a gravidez. Essa síndrome hemorrágica está relacionada com trombocitopenia
(diminuição do número de plaquetas do sangue), hipofibrinogenemia (diminuição do fibrinogênio do sangue)
e/ou a diminuição de outros fatores de coagulação. A afibrinogenemia (caso em que o sangue não coagula
normalmente) também foi relatada e pode ser fatal. Porém, essa síndrome deve ser distinguida da diminuição

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dos fatores de vitamina K induzido pelo fenobarbital e os indutores enzimáticos. A contagem plaquetária e
testes e fatores de coagulação devem ser investigados em neonatos.
- Casos de hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue) foram relatados em recém-nascidos que as mães
utilizaram valproato de sódio durante o terceiro trimestre da gravidez.
- Casos de hipotireoidismo foram relatados em recém-nascidos que as mães utilizaram valproato de sódio
durante a gravidez.
- Síndrome de abstinência (por exemplo, irritabilidade, hiperexcitação, agitação, hipercinesia, transtornos de
tonicidade, tremor, convulsões e transtornos alimentares) pode ocorrer em recém-nascidos de mães que
utilizaram valproato de sódio no último trimestre da gravidez.
Lactação: o valproato de sódio é excretado no leite humano com uma concentração que varia entre 1% a 10% dos
níveis sanguíneos maternos. Transtornos hematológicos foram notados em neonatos/crianças lactentes de mães
tratadas com valproato de sódio. A decisão quanto a descontinuação da amamentação ou da terapia com o
medicamento deve ser feita levando em consideração o benefício da amamentação para a criança e o benefício da
terapia para a paciente.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico
ou cirurgião-dentista. Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
Capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: uma vez que este medicamento pode produzir alteração do
sistema nervoso central, especialmente quando combinado com outras substâncias com efeito semelhante, por
exemplo, álcool, os pacientes não devem realizar tarefas de risco, como dirigir veículos ou operar máquinas
perigosas, até que se tenha certeza de que estes pacientes não ficam sonolentos com o uso do medicamento.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua habilidade e
capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a
quedas ou acidentes.
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com ácido valproico e até 2 semanas após o seu
término, devido ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.

O que fazer em caso de superdose de Ácido valpróico?

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intravenosa para tentar normalizar os níveis de amônia.
Em situações de superdosagem, a hemodiálise ou hemodiálise mais hemoperfusão podem resultar em uma
significante remoção da substância. O benefício da lavagem gástrica ou vômito irá variar de acordo com o tempo
de ingestão.

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Medidas de suporte geral devem ser aplicadas, com particular atenção para a manutenção do fluxo urinário
adequado. O uso de naloxona pode ser útil para reverter os efeitos depressores de elevadas doses de valproato de
sódio sobre o sistema nervoso central, entretanto, como a naloxona pode teoricamente reverter os efeitos
antiepilépticos do valproato de sódio, deve ser usada com precaução em pacientes epilépticos.
A presença de teor de sódio nas formulações de DEPAKENE® pode resultar em excesso de sódio no sangue,
quando administradas em doses acima do recomendado.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

Como guardar Ácido valpróico?

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Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºC a 30ºC). Proteger da luz e umidade.
Se armazenado nas condições indicadas, o medicamento se manterá próprio para consumo pelo prazo de validade
impresso na embalagem externa.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

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Rua Michigan, 735
São Paulo, Brasil
CEP: 04566-905
T: (11) 5536-7000
Características físicas e organolépticas
DEPAKENE® 300 mg: comprimido revestido com aspecto redondo, liso convexo, de cor amarela e odor
característico.
DEPAKENE® 500 mg: comprimido revestido com aspecto ovalado, liso, de cor amarela e odor característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Os comprimidos de DEPAKENE® deverão ser engolidos inteiros, sem mastigar, para evitar irritação local da boca
e garganta.
Crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil: a terapia com valproato de sódio deve
ser iniciada e supervisionada por um médico especialista. O tratamento com valproato de sódio somente deve ser
iniciado em crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil se outros tratamentos alternativos
forem ineficazes ou não tolerados pelas pacientes. O valproato de sódio deve ser prescrito e dispensado em
conformidade com as medidas de prevenção à gravidez, conforme descrito no item 3. QUANDO NÃO DEVO
USAR ESTE MEDICAMENTO? e 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? A
dose diária deve ser dividida em, pelo menos, 2 doses individuais.
Epilepsia
Dose inicial recomendada: 10-15 mg/kg/dia (única exceção nas crises de ausência 15mg/kg/dia). A dose deve ser
aumentada, pelo médico, de 5 a 10 mg/kg/semana até a obtenção da resposta desejada, administrados em doses
diárias divididas (2 a 3 vezes ao dia) para alguns pacientes. Dose máxima recomendada: 60 mg/kg/dia.
Em caso de uso em conjunto com outros medicamentos antiepilépticos, as dosagens desses podem ser reduzidas
pelo médico em aproximadamente 25% a cada duas semanas. Esta redução pode ser iniciada no começo do
tratamento com valproato de sódio ou atrasada por uma a duas semanas em casos em que exista a preocupação de
ocorrência de crises com a redução. A velocidade e duração desta redução do medicamento antiepiléptico
concomitante pode ser muito variável e os pacientes devem ser monitorados rigorosamente durante este período
com relação a aumento da frequência das convulsões. Se a dose total diária exceder 300 mg ou 500mg (conforme
a prescrição médica), ela deve ser administrada de forma dividida. Seu médico dará a orientação necessária para o
seu tratamento.
Valproato é contraindicado durante a gravidez, a menos que não exista tratamento alternativo adequado.
Valprato é contraindicado em mulheres com potencial para engravidar, a menos que as condições do programa
de prevenção da gravidez sejam cumpridas.
Interrupção do tratamento: Os anticonvulsivantes não devem ser descontinuados abruptamente nos pacientes
para os quais estes fármacos são administrados para prevenir convulsões tipo grande mal, pois há grande
possibilidade de precipitar um estado de mal epiléptico, com subsequente má oxigenação cerebral e risco de morte.
A interrupção repentina do tratamento com este medicamento cessará o efeito terapêutico, o que poderá ser
prejudicial ao paciente devido às características da doença para a qual este medicamento está indicado.

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Medicamentos antiepilépticos não deverão ser descontinuados abruptamente em pacientes nos quais o
medicamento é administrado para prevenir crises mais graves, devido à alta possibilidade de desenvolvimento de
estado epiléptico com falta de oxigênio e risco à vida.
O quadro a seguir é um guia para administração da dose diária inicial de DEPAKENE® 15 mg/kg/dia:
Peso
(kg)
Dose total
diária (mg)
Número de comprimidos 300mg
Primeira Dose do Dia
(ex.: 7 horas)
Segunda Dose do Dia
(ex.: 15 horas)
Terceira Dose do Dia
(ex.: 23 horas)
10-24,9 250 0 0 1
25-39,9 500 1 0 1
40-59,9 750 1 1 1
60-74,9 1000 1 1 2
75-89,9 1250 2 1 2
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. Entretanto, se estiver próximo do horário de
tomar a próxima dose do medicamento, pule a dose esquecida.
Não tome duas cápsulas de uma única vez para compensar a dose esquecida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

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